quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Corda da Bruxa.





O que é a Corda da Bruxa: É uma corda feita de preferência com 3 cores, cada uma relacionada a um pedido.

Nela também são confeccionados símbolos e costurados objetos que simbolizem seus desejos.

A corda tem o tamanho relacionado à sua altura e enquanto se vai trançando a corda, vamos firmando a corda com os nossos desejos e nossa energia.

Em seguida ela deve ser pendurada em um lugar visível da casa, para que você sempre lembre de seu desejo toda vez que a ver.

Na lua cheia à meia noite, pegue a corda , acenda uma vela azul e queime o incenso de canela.

Pense firmemente naquilo que você deseja, pegue a corda e comece a dar os nós repetindo o seguinte encantamento:

No 1° nó Meu feitiço aqui começa;

No 2° nó Nada mais vai impedir;

No 3° nó Tudo vai se realizar;

No 4° nó Toda a força e fé terá;

No 5° nó Acontece pelas minhas mãos;

No 6° nó A natureza presencia meu ritual;

No 7° nó Será protegido pelo céu;

No 8° nó Será aprovado pelo vento;

No 9° nó E meu será;

Após terminar o nono nó, passe a corda pela fumaça do incenso, e coloque a corda sob o seu travesseiro. Durma despida(o).

Você terá um sonho revelador de como vai se realizar seu pedido.

Guarde a corda e não comente o feitiço com ninguém. Se por ventura desejar desfazer o feitiço é só desfazer os nós.

http://www.magiazen.com.br/ritual-magico-da-corda-da-bruxa.html

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

OS PRINCIPIOS SAGRADOS DO SOM




Existem três planos nos princípios sagrados dos sons. O primeiro é o ritmo que provem dos movimentos do universo, depois a melodia que integra a mente ao mundo e ao universo , e nos integra na e com a natureza. E por fim a harmonia, o poder espiritual universal que estabelece o relacionamento entre todos os seres da criação com o Criador.


O ritmo em especial sempre desempenhou papel de destaque nos rituais das diversas Tradições. Marcações rítmicas específicas atuam diretamente no sistema nervoso, provocam alterações nas ondas cerebrais e conduzem a experiências de êxtase espiritual. Os efeitos subjetivos dos sons mantricos se originam do “shabda” (som sagrado em sânscrito) e ao ouvir um mantra sagrado, não importa de qual tradição seja, sentiremos o seu poder unificador. O ar é o veículo do “prana” para os hindus, “chi” para os chineses, ou “maná” para os judaico-cristãos, ou seja, a energia vital, e o espaço, (akasha) é o veículo do “shabda”, o poder da Musica das Esferas, o som sagrado.


A Musica das Esferas difunde seu poder pela ressonância de sons arquetípicos cujos matizes são reconhecidos por todos os seres vivos, animados e inanimados. O anseio humano de transcendência revela que afinal a nossa união com Deus nunca foi interrompida, apenas a perdemos de vista devido a identificação com a matéria que tem os cinco sentidos como a fonte única de informação sobre nós e o mundo. No entanto somos seres multissensoriais e não apenas penta sensoriais, e o som sagrado desperta e ativa os nossos sentidos interiores e nos conecta com a alma. Para vivermos a plenitude do poder do som sagrado temos que reconhecer primeiro que temos alma, e procurar saber o que ela é e o que quer e o quanto o contato com ela influenciará nossa compreensão do sentido de estar vivo. Quando descobrimos que a alma é o traço de ligação com o espírito imortal e que a limitação imposta pelos cinco sentidos gera carências e impede nosso contato consciente com ela, nos tornamos multissensoriais e começamos a receber intuições, premonições, e aprendemos a conhecer intenções ocultas por traz de gestos e palavras e compreender tudo isso como mensagens do espírito atravez da alma.


Os sons e seus princípios sagrados são veículos de aproximação entre a mente concreta fragmentada e a plenitude da mente superior abastecida pela inspiração divina.
http://institutoseva.blogspot.com/2009_04_01_archive.html
________________________________________________________________________________
Sons Harmônicos - Canto Sagrado das Amazonas
(Um caminho alquímico - Parte I)

De Virginia Bernardes - Abril/2006
vigb2012@yahoo.com.br


Som e Luz são nessa ordem os primeiros fenômenos da Metáfora da Criação Divina. "No princípio era o Verbo, e o Verbo era Deus".... (João1,1). Ou como está nos Vedas: "No princípio havia Brahman, com quem havia o verbo". Deus era Uno com seu Verbo. E, o Verbo Divino soou: "Haja luz e a luz se fez". Do mesmo modo, o deus egípcio Toth pronunciava o nome de um objeto e assim o dava existência. Podemos dizer então que em essência e primordialmente todos somos som e luz. Todos somos filhos e filhas do Verbo Divino, filhos e filhas das Freqüências Vibracionais (Som) da Voz de Deus.

Experimentemos fechar nossos olhos e ouvir todos os sons que permeiam agora o nosso ambiente. Nós veremos que estamos imersos num oceano sonoro. Há toda espécie de sons em nossa volta. Escolhemos ouvir os que mais nos agradam. Dentre esses, escolhemos um, o que acharmos o mais bonito. Aprofundemos nossa escuta e vejamos porque o escolhemos. Tentemos dá-lo atributos e qualidades. Parece-nos "doce" ou "brilhante"? Ele é "liso" ou algo que nos lembra uma superfície áspera? Dá a impressão de ser "magrinho", "gordo" ou mais "redondo"? Parece-nos afinado ou desafinado? Todas estas características são dadas ao som pelos harmônicos que o compõem.

Os harmônicos ou hipertons são os componentes ou freqüências internas de qualquer som que ouvimos ou produzimos. A nossa voz, os sons dos instrumentos musicais e os sons da natureza, dos animais e, tudo enfim, que ouvimos possui harmônicos. Assim como a luz natural é composta pelas cores do que chamamos de Arco Íris, toda vez que um som é produzido, se deflagra uma Série Harmônica que não é comumente percebida, mas, que existe. São os "sons dentro dos sons". Cada som possui uma freqüência própria e isso define a sua altura. Assim, por exemplo, dependendo do sistema de afinação, a nota Dó 3 que se encontra no meio do teclado de um piano, tem a freqüência de 252 hertz (hz) por segundo. Seu primeiro harmônico (Dó 4) tem a freqüência de 512 hz/s, o seu segundo (Sol 4) vibra a 756 hz/s e assim, por diante. Isto que dizer que cada harmônico da série tem uma freqüência proporcional ao som gerador e que cada vez é mais alta a sua vibração.

Na terceira dimensão um som é tão mais bonito quanto mais harmônicos ele tiver. Por isso, dizemos que o som da voz de alguém ou o timbre de tal instrumento é doce, angelical, encantador, ou ao contrário, podemos perceber sons que são "opacos" e "descoloridos". No nível material a quantidade e a qualidade dos harmônicos conferem qualidades como beleza, colorido, opulência e brilho aos sons, que produzimos e ouvimos.

Hoje em dia pesquisadores, cientistas, terapeutas e músicos têm se dedicado ao estudo do som e da música como ferramenta de cura. Descobriu-se que formas geométricas perfeitas (mandalas) são criadas quando materiais flexíveis e moldáveis como farinhas, areia, limalha de ferro e água são submetidos ao som. Descobriu-se pela ressonância magnética, que o cérebro e as freqüências das ondas cerebrais podem também ser alterados pelos hipertons.

Mas, quando se trata de energia, evolução, cura e transmutação, é que os sons harmônicos manifestam sua real importância.

Povos antigos como os Maias, os xamâs de várias culturas ancestrais, os monges tibetanos, os sacerdotes do antigo Egito e, até os gregos, mais precisamente Pitágoras e toda sua escola sabiam do poder do som, principalmente dos seus harmônicos. Eles os usavam para harmonizar lugares, gerar luz em lugares absolutamente escuros, curar pessoas, fazer ascender e transmutar energias e abrir portais dimensionais, dentre outras coisas.

Esses conhecimentos foram trazidos ao planeta Terra pelas Amazonas, que encantavam todos com o som de sua voz. Elas detinham esse conhecimento e o praticavam na alquimia e na transmutação energética. A palavra encantar vem do latim incantare, que quer dizer cantar ou entoar palavras ou sons mágicos.

Com o fim da Era das Sacerdotisas, esses conhecimentos ficaram confinados em algumas linhas de conhecimento esotérico, que os mantiveram ocultos e preservados até agora, quando nesse momento da Transição Planetária começaram de novo a aflorar.

A voz humana é um instrumento maravilhoso. É possível explicar através dela os sons harmônicos, isto é, tornar audíveis essas outras freqüências que "vibram dentro" do som, que cantamos. Cantar harmônicos (hipertonar) cria uma ponte entre os sons ahata (o som físico, manifestado), e os sons anahata (som divino, angelical, não físico). Ao hipertonarmos, conseguimos abrir portais entre as dimensões e interagir com os seres destes planos de realidade.

Edgard Cayce, o profeta adormecido, previu que a medicina do futuro seria vibracional e que o som seria uma de suas principais ferramentas. Parece que tal profecia está se concretizando, porque pela ressonância dos harmônicos, torna-se possível reconhecer, ajustar ou mesmo alterar a freqüência sonora (nota musical) de qualquer ser senciente, de uma planta, de um animal, de um órgão do nosso corpo e mesmo da nossa própria freqüência pessoal. Isto nos permite rastrear prováveis disfunções ou doenças do nosso corpo físico, alinhar as energias dos nossos chacras, restaurar a nossa aura e ativar a nossa Energia da Kundalini.

Podemos também harmonizar ou ajustar as nossas freqüências em relação ao ambiente em que estamos, para que possamos interagir com as energias presentes ou criar uma vibração mais elevada e assim nos protegermos de influências nocivas.

Os cristais de quartzo (dependendo de sua lapidação) interagem com os hipertons amplificando seu som e potencializando suas (dos cristais) características energéticas.

Quando ressoamos em grupo a experiência com os harmônicos é expandida ao infinito. Interações entre os milhares de harmônicos produzidos pelas vozes do grupo vão se fazendo e novos sons resultantes são criados no espaço, dando ensejo às melodias celestiais nunca antes ouvidas. Formam-se verdadeiras "mandalas sonoras", que aceleram nossa energia e que nos permitem contatar outros planos de realidade muito mais elevados. Na verdade esta experiência é impar, é indescritível.

Qualquer pessoa pode aprender a hipertonar, desde que tenha vontade e determinação. Não são necessários talento e conhecimentos musicais ou uma voz maviosa. Os harmônicos habitam/vibram nos sons que produzimos vocalmente; já fazem parte de nós. Fazê-los soar, é uma questão de aprendizado, técnica, exercício e perseverança.

O legado das Sacerdotisas está aflorando novamente. Não é por acaso, que esse saber milenar recluso no seio das mais antigas tradições ressurge nesse momento, após éons de esquecimento. Somos todos autoconvocados e estamos vivendo num tempo especialíssimo. Portanto, temos que vivenciá-lo ao máximo.

Hoje já sabemos que a energia sonora como toda Energia Divina é Autoconsciente e, portanto, podemos interagir com Ela, intencionando, visualizando e direcionando o nosso desejo, de modo que a vontade do nosso Eu Superior se cumpra.

Alinhados com nosso Cristo Interno, cabe-nos a tarefa de trabalharmos a nossa energia e dinamizarmos os nossos potenciais. Juntos, irmanados, cantaremos as canções do Amor Divino, Aquele que é Incondicional para todos e por todos.





Sons Harmônicos - Canto Sagrado das Amazonas
(Um caminho alquímico - Parte II)

De Virginia Bernardes - Junho/2006
vigb2012@yahoo.com.br


A ondas sonoras têm um valor que via de regra não percebemos, ou não estamos de alguma forma atentos à essa questão, não importa se na forma de fala, canto, música ou dos vários sons que compõem o nosso cotidiano. Isso quer dizer que tudo o que falamos, o que cantamos ou os sons e a música que ouvimos, têm em si, uma dimensão energética.

Essa energia pode ser bem ou mal qualificada. Palavras são os sons dos pensamentos, todas elas têm sua identidade, sua própria egrégora.

Experimentemos ver em nós os diferentes sentimentos que nos causam as palavras: Dor. Corrupção. Injustiça. Ou então, Alegria, compaixão, Amor.

São sentimentos diferentes, têm qualidades diversas, nos impactam de variadas formas. A egrégora de cada uma se manifesta quando as pensamos e mais ainda quando as falamos.

Da mesma forma, a música e os vários sons aos quais nos submetemos diariamente produzem efeitos diversos. O que dizer de ouvirmos uma música cujos sons são produzidos por instrumentos ou vozes com timbres que não ferem nossos ouvidos, ao contrário, os acaricia com seu "calor", "brilho" ou "textura sedosa"? Ou então, experimentarmos a estridência, ou a excessiva intensidade dos sons que estão presentes em muitas das músicas ou dos sons que ouvimos durante o dia? São experiências diferentes e qualificadas pelas diferentes egrégoras que mobilizam.

Experimentemos agora nos imaginar num show de Heavy Metal ou de Funk, ou ainda, presos num congestionamento de trânsito e mergulhados nos sons de buzinas, e depois, num concerto de música clássica, ou mesmo na natureza, ao lado de um riacho ouvindo o som da água e dos pássaros.


Geralmente não nos damos conta disso, mas sem dúvidas sentimos seus efeitos - excitação exacerbada, cansaço, irritação, nos primeiros; prazer, elevação e sentimento de inclusão e pertencimento ao Todo nos segundos.

Já dissemos, o som, muito mais do que pensamos ou sabemos, pode nos afetar, (des)organizando ou mesmo adoecendo ou sanando.

As fotos abaixo, são parte integrante do experimento do Dr, Massaru Emoto, cientista japonês, que fotografou moléculas de água em diversas situações nas quais o som teve participação e influência decisiva. As palavras foram proferidas e as musicas tocadas em laboratório onde existiam recipientes com água que depois de congelada foi depois fotografada por câmaras de última geração com lentes super potentes.


O nosso planeta é chamado "Azul" porque "lá de cima" dá para se ver toda a água que existe "aqui embaixo". Se nos dermos conta de que também somos formados de 75% de água, poderemos aquilatar a importância da experiência do Dr Emoto.

Segundo Wayne Dyer, "Nós não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual. Nós somos seres espirituais vivendo uma experiência humana".

Se o nosso corpo físico é praticamente constituído de água - o veículo da emoção - isso nos leva a pensar que se o mantivermos limpo, com a mente e as emoções equilibradas, ou seja, o mais próximo do que era em sua origem, poderemos vivenciar essa experiência espiritual/humana de uma forma muito mais proveitosa.


Molécula de água na nascente.

Se o som pode determinar a qualidade das moléculas da água, pode também ser uma ferramenta valiosa para nos levar ao reencontro da nossa harmonia de origem, se assim os desejarmos. Tal como a molécula da foto acima, podemos retornar à nossa nascente límpida e divina.


Se agirmos com amor, verdade, retidão, paz e benevolência, conseguiremos reestruturar nossas vidas, dando-lhes felicidade, saúde e beleza interior!


O Som alquímico
(Transformando e criando outras realidades)

De Virginia Bernardes - Agosto/2006
vigb2012@yahoo.com.br


Como vimos, o som tem o poder de gerar diferentes organizações moleculares na água a ponto de mudar sua qualidade. Sons de vibrações densas provocam desorganização, deformação, e figuras que nos causam repulsa. Ao contrário, sons de elevada vibração provocam lindas figuras geométricas cuja simetria é perfeita.

Quando a intenção é promover uma alteração do nível de consciência das pessoas para que determinado objetivo possa ser alcançado, a música é quase sempre utilizada.

Desde tempos imemoriais, é constante a presença da música em cerimônias religiosas ou de cura, nos trabalhos xamânicos e ritualísticos das mais variadas tradições, ou seja, o que os antigos sabiam intuitivamente, hoje se pode comprovar cientificamente.

No entanto, o que mais nos interessa no momento, é o grande poder de transformação que o som tem sobre os corpos físico, etérico, emocional e mental.

Falamos anteriormente na existência de um "espectro sonoro" - Série Harmônica - que existe "dentro" de qualquer som com altura definida.

Como já dissemos, esses sons harmônicos também chamados hipertons ou overtones, são freqüências sonoras que vibram e fazem parte do som que é produzido. Os sons harmônicos quando explicitados na voz humana têm o poder de organizar as energias, desde que haja uma clara intenção do executante nesse sentido. Essa possibilidade abre um imenso campo de trabalho terapêutico.

Tudo que existe na forma, no mundo manifestado, tem sua contraparte no mundo sutil. A manifestação se organiza em oitavas sendo que a oitava física é a mais densa, onde a energia se encontra no estado de matéria. Desse modo, o som que ouvimos e produzimos é o som próprio da oitava de manifestação dos sons físicos. A oitava seguinte é a dos sons harmônicos, que como já dissemos, não é perceptível a menos que provoquemos sua audição através de técnicas apropriadas.

As vibrações ou freqüências dos sons harmônicos são muito elevadas. Para se ter uma idéia, o primeiro harmônico vibra numa freqüência duas vezes maior que o som gerador, o segundo, três vezes e assim por diante. Então, quanto mais harmônicos um som contiver, maior a sua potencialidade de aceleração e maior a conexão com as energias superiores.

Os sons harmônicos podem fazer "a ponte" entre dimensões, ou seja, eles podem abrir portais de comunicação interdimensionais. Através desses portais músicas nunca antes ouvidas são trazidos para o mundo físico. Isto acontece porque a aceleração da vibração compatibiliza e oportuniza sua audição nos níveis mais densos.

Sabemos que a energia é neutra. Nós a qualificamos de acordo com nosso nível consciencial. Os harmônicos do som podem transformar realidades físicas da mesma forma que as diferentes músicas transformaram a configuração da molécula de água em figuras simétricas e geometricamente perfeitas ou em massa disforme.

Som é energia primeva, organizadora e constituidora de realidades físicas. A partir da nossa intenção e mentalização, podemos interagir com outras dimensões de existência e plasmar realidades mais adequadas ao novo patamar consciencial que emerge em nós e no planeta.

Da mesma maneira como cada um de nós possui uma forma de onda que lhe é própria, possuímos uma freqüência de onda sonora que nos constitui. Provavelmente, a freqüência de onda interage com a freqüência sonora formando um só corpo de manifestação energética. Este é nosso selo completo, nossa assinatura cósmica, através da qual somos reconhecidos.

A partir do conhecimento de nossa altura própria, abre-se a possibilidade de interagirmos com o nosso som próprio, isto é, com a freqüência sonora que cada um de nós é.

Ouvir e cantar essa nota significa nos ajustarmos ao nosso modelo originário. Significa abrirmos mão de nossas "desafinações" egóicas e buscarmos ouvir o som da voz do nosso Cristo interno e assim sermos a extensão concreta, na forma, do nosso Eu Superior.

A busca desse som próprio, dessa nota primordial, coincide com a reforma íntima que o momento planetário exige. São movimentos complementares: sermos unos com o Deus interno é sermos afinados com Sua vontade, que é a de que nos lembremos que fomos feitos para a paz, a luz e a alegria da existência.


Os Sons Sagrados de Cura
(Processos terapêuticos através dos sons)

De Virginia Bernardes - Outubro/2006
vigb2012@yahoo.com.br

O som é elemento formador de realidades. É também, uma possibilidade alquímica no sentido de que pode transformar uma realidade em outra. Como vimos anteriormente, a interação da matéria com qualidades diferentes de som produziu diferentes conformações moleculares. A água submetida á sonoridades harmônicas configurou-se como uma linda mandala. O contrário também aconteceu: o som desarmonioso produziu figuras disformes. Quer dizer, o som como qualquer energia, é neutro, e por isso, nós podemos qualificá-lo positiva ou negativamente. A escolha é nossa e vai depender de nosso nível consciencial.

Na prática isso quer dizer que podemos alterar, organizar, limpar, purificar, harmonizar, elevar vibrações, enfim, realizar transformações nos níveis sutis e da matéria utilizando o som como ferramenta de trabalho energético/vibracional.

Nossa voz vista como instrumento tanto do ponto de vista sonoro como do de ferramenta, pode nos servir nesse caminho de transformação.

N ESQUEMA abaixo, temos o esquema de nossos sete chacras principais e suas freqüências vibracionais: cores/som.

Este sistema de ordenação das notas corresponde à escala musical mais conhecida no ocidente – DO RE MI FA SOL LA SI, o que facilita o seu uso como instrumento de estabilização dos chacras. A seqüência das cores (do vermelho ao violeta) corresponde ao arco-íris, o que torna próximo e corriqueiro o seu emprego como mentalização.


1º chacra: vermelho – DO – C –Básico/Raiz (root)

2º chacra:Laranja – RE – D- Umbilical/Esplênico – (Sacral)

3º chacra:Amarelo – MI – E – Plexo Solar – (Solar Plexus)

4º chacra:Verde – FA – F – Cardíaco/Coração – (Heart)

5º chacra: Azul – Sol – G – Laríngeo/garganta – (Throat)

6º chacra:Violeta/Índigo – LA – A – Frontal – (Third Eye)

7º chacra: Branco/violeta – SI – B – Coronário/Coroa (Crown)
A partir destas referências podemos equilibrar nossos centros de energia entoando os fonemas determinados para cada um. Por exemplo, para o 1º chacra entoaremos o fonema Ã, na altura de Dó e visualizando/mentalizando a cor vermelha. Na tabela que se segue temos a relação dos sete fonemas:



Cada fonema tem uma qualidade intrínseca e trabalha determinadas questões. O fonema Ã, por exemplo, expande a energia e aumenta a base de sustentação. No 1º centro vai expandir a energia de sobrevivência e nossa ancoragem no planeta. O fonema U aprofunda e refina as energias criativas que são mobilizadas no 2º centro. O fonema Ô congrega, traz o movimento de acolhida à nossa identidade. O A dessa vez vai expandir e dar respaldo às energias do amor incondicional geradas no cardíaco. O fonema AI entoado sobre o laríngeo vai ampliar, sustentar e refinar nossas capacidades criativas, de comunicação e expressão, além de elevar o padrão de nossa sexualidade. O EI entoado sobre o frontal, expande e faz vibrar a glândula pineal, despertando ou desenvolvendo a paranormalidade. O fonema imprime uma vibração sutil e muito acelerada às nossas ondas cerebrais rompendo barreiras etéricas.

Na seqüência desses exercícios, se entoarmos IEAÔU estaremos cantando um dos nomes de Deus, o que elevará instantaneamente o patamar vibratório de nossos corpos físico, etérico, emocional e mental.

Existem outros sistemas tanto de fonemas, como de freqüências de som e luz. As variações são decorrentes das diversidades inerentes às várias tradições que empregam as vibrações como fator de equilíbrio. Cada sistema vai atuar de maneira a organizar, restaurar e equilibrar as energias dos vórtices de força de nossos corpos.

Antes de entoarmos o som dos fonemas, devemos inspirar e expirar profundamente, usando toda a nossa capacidade pulmonar, o que significa que a nossa respiração deve ser diafragmática. Isto é, ao inalarmos o ar nosso abdômen deve se distender, e ao expirarmos, ele deve se contrair.

Há que se dizer que pouco adianta um exercício realizado de forma mecânica, sem a concentração e principalmente sem o direcionamento claro da energia. Ao entoarmos cada fonema a intenção é fundamental. A qualificação da energia, que é neutra, porém inteligente, compete a nós. Para que ela realmente seja efetiva e, de fato, transmute o padrão energético, o pensamento, o desejo e a vontade devem ser a base dessa ação.

É importante salientar que ao cantarmos normalmente, os harmônicos estão presentes na voz de forma implícita. Mas, quando ao entoarmos os fonemas, explicitamos os sons harmônicos, essa experiência decuplica de intensidade e poder. Nesse momento deixamos de entoar e passamos a hipertonar.

Como já dissemos, os harmônicos fazem a ponte entre os sons da terceira dimensão (som físico) e os “sons inaudíveis” de dimensões superiores. São como a luz, abridores de portais dimensionais.

A vivência da hipertonação é altamente benéfica. Estudos recentes de neurologistas, etnomusicólogos e psicólogos, constatam que hipertonar faz mudar os padrões de aceleração das ondas cerebrais gerando a formação de novas sinapses. Partes pouco usadas ou mesmo inativas do cérebro foram ativadas em várias das experiências do Dr. Alfredo Tomatis, neurologista especialista em hipertons.

A ciência começa a constatar o que as antigas tradições já sabiam e empregavam há milênios.

É chegada a hora de trazer novamente à luz esses saberes. O despertamento de nossa memória cósmica está em ato.

Reorientar nossas práticas e sutiliza-las é o movimento do presente.

Vivamos pois esse momento cósmico com a alegria de quem reencontra tesouros. Eles estão aí. Prontos para serem redescobertos pelos que estiverem dispostos ao despertamento que o momento planetário demanda.





O Som a Serviço da Evolução e da Transição Planetária


De Virginia Bernardes - Agosto/2007
vigb2012@yahoo.com.br



Esta experiência realizada nos anos 80 nos permite visualizar os efeitos do som na aura/corpo energético humano.

Primeiramente são usados dois ORINS tibetanos, ou seja, tigelas feitas de metal (bronze, prata, ou ligas diversas), rochas (alabastro, cristal de rocha) e quando, pelo contato de uma baqueta de madeira que deve ser pressionada ou percutida na borda da tigela, produzem um som agudo. O som dos Orins é rico em harmônicos ou hipertons. O primeiro som (Orin maior) gera harmônicos de freqüências mais graves do que o segundo (Orin menor) por que o som gerador do segundo Orin é mais agudo.

As freqüências da série harmônica desses sons não são percebidas na sua totalidade porque nosso aparelho auditivo é capaz de captar freqüências de até 20000 hz/s. No exemplo ouvido certamente há freqüências superiores a essa. O fato de não escuta-las não quer dizer que não somos afetados por elas. Ao contrário, vemos no vídeo, que o campo eletromagnético (aura) de Davi, que se submeteu à experiência, vai se transformando na medida em que o som é produzido.

Observa-se, entretanto, que há grande diferença entre ser submetido ao som dos Orins e fazer ressoar os harmônios da nota fundamental. Os hipertons são os sons agudos, “flautinhas”, que são ouvidos simultaneamente ao som cantado (nota fundamental) por Davi.

É notável o aumento na espessura das camadas da aura, sua mudança de coloração de tons mais escuros para mais claros, além do surgimento de tons iridescentes. Parece haver também uma vibração interna das “partículas” que a compõe, e ao final do canto difônico, nota-se o incremento de uma nova camada de tonalidade violeta formando mais uma camada na aura de Davi. Essas são indicações concretas de que os hipertons aceleram, expandem e sutilizam o campo aúrico/eletromagnético que nos envolve e permeia.

O que vimos nesse vídeo pode nos dar uma pálida idéia do que era vivido há milênios no antigo Egito.

Fazendo uma viagem de milhares de anos no tempo, vamos encontrar a figura de um iluminado que viveu no Egito há 2700 anos. Imothep, também conhecido como Esculápio (Grécia) e Hermes Trimegistus, foi o primeiro filósofo da história da humanidade. Dedicou-se a analisar conceitos fundamentais como espaço, tempo, volume, a natureza das doenças, a existência de Deus e a imortalidade. Astrônomo e astrólogo, ele criou o primeiro registro sistemático da abóbada celeste deixando-nos os primeiros mapas das constelações. No entanto, foram as suas qualidades como médico que o converteram em um semideus.

O caduceo, que hoje é usado como símbolo da Sociedade Médica, era a sua vara de poder. Com ela, media a quantidade de energia vital que um ser humano processa no seu interior. Assim, conseguia saber qual dos centros energéticos ou chacras utilizar para captar e processar a energia vital e como identificar onde existiam desequilíbrios celulares eletromagnéticos.

Ele curava elevando a freqüência vibratória da aura ou campo eletromagnético da pessoa. Usava sons e ordenações escalares para tanto. Isto restabelecia o equilíbrio dos chacras permitindo que voltassem a fornecer a energia vital necessária aos órgãos afetados, a verdadeira causa de todas as doenças.

O caduceo possui duas serpentes entrelaçadas que se cruzam sobre os sete chacras os centros nervosos sobre a coluna vertebral que captam e distribuem a energia. Simbolizam as duas polaridades da carga elétrica e movimentos opostos que correspondem ao Universo dual.

Em seu centro há uma coluna formada por pares de partículas com cargas opostas que se neutralizam e equilibram - a única maneira de se chegar à "iluminação".
Representa a kundalini, a força vital que sobe em espiral através da coluna vertebral. Quando este conhecimento desapareceu, a sua forma se conservou como o símbolo para a cura.

Essa “medicina vibracional” era vivenciada na pirâmide de Saqqara que foi a primeira pirâmide construída na Terra após o dilúvio.

Nela foi construído um enorme complexo subterrâneo de doze pavimentos com câmaras e galerias decorados com os primeiros azulejos de cerâmica criados pelo homem. Nestas câmaras foram encontradas mais de 40.000 urnas, tigelas e vasos de alabastro – Orins. Saqqara é um dos maiores mistérios do Egito.

Saqqara produzia energia taquiônica, a energia de maior freqüência e vibração do Universo. Esta energia, como dissemos, é neutra e se compõe de pares de partículas que por terem cargas elétricas contrárias se anulam e se equilibram. Por serem neutras, não sofrem resistência e se movem vinte e sete vezes mais rápidas do que a luz. É a energia do pensamento que vibra na alta freqüência do amor. Vibrando nesta freqüência, a mente pode dirigir a energia taquiônica, a energia do pensamento, para elevar a energia vital.

Todas as coisas e seres do Universo vibram com freqüências diferentes dependendo do seu nível de evolução. Saqqara gerava um campo eletromagnético elevado e sons que vibravam em diferentes freqüências – os sons harmônicos ou hipertons.

Sua forma e arquitetura produziam e captavam energia. Emparelhava as partículas elétricas convertendo-as em uma coluna ondulatória estacionária de energia taquiônica. Na pirâmide produziam-se diversas freqüências permitindo que discípulos com diferentes níveis de evolução pudessem entrar em sintonia e vibrar com uma freqüência mais elevada do que as que tinham no momento. Isto potencializava seus níveis de energia vital, sua aura ou seu campo eletromagnético pessoal. Simultaneamente recebiam uma preparação intensa que, após os seus vinte e um anos de vida, permitia-lhes elevar sua consciência às dimensões superiores da realidade.

Ao serem manipulados níveis superiores de energia vital na freqüência da vibração do amor, possibilita-se a telepatia e adquire-se sensibilidade para perceber a musica das esferas, a “dança” das partículas subatômicas que formam o campo eletromagnético que cada ser humano produz em torno do corpo físico.

Saqqara acelerava este processo de evolução espiritual, pois permitia que os indivíduos experimentassem temporariamente um aumento gradual na sua freqüência vibratória. Através da atitude amorosa cotidiana de viver em paz e harmonia, respeitando tudo que existe por compreender que tudo está vivo e inter-relacionado, a freqüência de vibração experimentada se tornava permanente.

Os discípulos mais evoluídos, que mantinham mais alto nível de vibração, podiam expandir e movimentar sua consciência no tempo e no espaço e ver a corrente de reencarnações que lhes permitiu chegar ao seu nível atual. Podiam ver e perceber realidades além da terceira dimensão.

Os sacerdotes de Saqqara revelaram que o Universo tem dois pólos energéticos, o amor e o medo.

O amor tem uma elevadíssima freqüência de vibração e o medo uma baixíssima freqüência de vibração. O amor é neutro, não tem polaridade. É absolutamente compassivo, e como vibra em elevadíssima freqüência, acelera as ondas cerebrais. O amor unifica. Sua energia, que não tem massa, pertence ao plano espiritual e mental.

O medo surge da falta de amor. É fundado sobre a crença na escassez, na perda, na separação e na morte. É a falta de fé e de entrega ao nosso destino evolutivo. O medo surge quando nosso pensamento, nossa fala e nossa ação são incongruentes ou estão em desacordo com o nosso nível consciencial.

Havia várias câmaras em Saqqara. Cada grupo de câmaras produzia em seu interior uma freqüência diferente de sons cada vez mais alta e que estavam dentro do campo eletromagnético da pirâmide. Em cada câmara havia milhares de Orins de alabastro que vibravam em sintonia com uma mesma nota da escala musical. A forma e conteúdo dos Orins definiam a freqüência de ressonância sintonizada na câmara.

A nota Ré que era a freqüência em que chegavam os neófitos. A nota Mi ressoava em cinco câmaras e era usada como nível de entrada para a maioria dos iniciados. Fá era a freqüência de ressonância de quatro câmaras.

A nota Sol em três câmaras. A nota Lá era usada nas duas câmaras do lado oeste. Na câmara principal da pirâmide, em um sarcófago de apenas uma vasilha de alabastro, os mais alto iniciados alcançavam a nota Si e dali ascendiam a dimensões superiores.

Estes espaços são chamados (atualmente) de câmaras azuis, pois são decoradas com ladrilhos de cerâmica em diversos tons de azul turquesa. No seu interior, uma dupla de iniciados, sempre um homem e uma mulher, levitavam sintonizando-se com o nível de vibração cada vez mais alto.

Imothep escreveu no Caibalion, que a sétima lei do Universo diz que tudo tem gênero, tudo tem sua parte feminina e masculina. O gênero se manifesta em todos os planos do Universo. Ao entrar nas câmaras aos pares, os iniciados obtinham o equilíbrio pela neutralização de seus campos eletromagnéticos pessoais.

Os pares de iniciados entravam nas câmaras azuis para interagir com o poderoso campo de força da pirâmide enquanto que o som de uma nota musical vibrava em seu redor. Desta forma iam se adaptando a freqüências cada vez mais elevadas de vibração e comprimentos menores de onda eletromagnética despertando novos sentidos e tornando-se mais sensíveis à luz/informação.

Os iniciados elevavam a sua freqüência de vibração física, emocional e mental ao interagir e sintonizar com os sons produzidos pelos Orins de alabastro e se expor ao poderoso campo eletromagnético gerado no interior da pirâmide. Assim obtinham a potencialização de sua energia vital, expandiam sua aura, vivenciavam a neutralidade do amor e possibilitavam a vivência de outras realidades além da terceira dimensão.

As distintas notas de vibração se sintonizavam com cada chacra, conduzindo pouco a pouco á níveis de consciência mais elevados e experiências além deste plano físico.

São estas ondas/partículas neutras e equilibradas que são chamadas de energia taquiônica. Sua neutralidade não encontra resistência nos materiais por onde se propaga. São a base dos fenômenos supercondutivos. A obtenção desse tipo superior de energia se dava ao acelerar a freqüência de vibração da energia vital, emocional e mental no vórtice energético na pirâmide e pela ação do som. A energia Taquiônica possui a mais alta freqüência e vibração da realidade tridimensional. É a forma de energia capaz de abrir Portais para as dimensões mais sutis e evoluídas. É a energia consciente, a energia informação, como a que é gerada e dominada pelo homem em seu cérebro, nos processos de pensamento ao vibrar no amor. (Fonte: http://www.rincon.com.br/Paginas/Saqqara.htm)

O uso da energia Taquiônica direcionada pelo pensamento e propiciada pela alta freqüência do canto difônico/canto dos harmônicos/hipertons é um instrumento evolutivo que retorna de maneira acessível a quem dele quiser usufruir. Hoje não só é possível estar em contato com o canto difônico como aprender a fazer ressoar os harmônicos da voz.

Cada um de nós que nesse momento se encontra desperto e ciente da importância de estar encarnado nesse momento planetário, deveria perscrutar em si suas potencialidades, faze-las emergir e utilizá-las como ferramentas evolutivas. O canto difônico ou canto dos harmônicos é uma dessas ferramentas que agora volta a ser disponibilizada.

Fazer com que ressoem os harmônicos de nossa voz associando-os à energia Taquiônica direcionada pelo pensamento como forma de elevar a freqüência de nossas ondas cerebrais, propiciar a expansão e sutilização de nosso campo áurico e a decorrente elevação da vibração de nossos chacras e corpos sutis, nos leva a poder mentalizar a saúde física, mental, energética e espiritual para nós mesmos, para as pessoas e para o planeta. Isto é trabalho, serviço evolutivo que podemos prestar nesse momento de transição planetária.


http://www.pegasus.portal.nom.br/maistextos05.htm

domingo, 25 de outubro de 2009

DECRETO DE LIBERTAÇÃO



Asthar Shenahen Canalizado por Cidinha Junqueira

“Eu (digam seus nomes completos), um Anjo de Luz, encarnado em Terra, para viver as experiências que o Todo precisava, estou neste momento, dentro desta energia, dentro deste Amor que aqui vibra, procedendo à minha libertação. Eu quero, agora, assumir a minha Divindade. Eu quero, agora, viver para o Espírito, na alegria, na felicidade, na abundância e na prosperidade. Estou ciente de que dores, tristezas, angústias, solidão e pobreza são ilusões. São ilusões que fazem parte da dualidade. Eu, um Arcanjo de Luz, tenho em mim toda a Luz do Universo. E assim sendo, eu quero assumir a minha maestria, a minha Luz e, toda a potencialidade do que Eu Sou.

Eu Sou o que Eu Sou.

Eu Sou o que Eu Sou.

Eu Sou o que Eu Sou.

E para confirmar tais intenções e verbalizações que estou a fazer aqui e agora, peço a minha Divina Presença que se acople comigo e juntos dizemos: Eu quebro todos os votos que eu tenha feito em qualquer uma de minhas vidas, qualquer voto que seja contrário a Divindade que Eu Sou. Eu elimino os votos de pobreza, de solidão, de castidade, de servilismo, de humilhação, de escravidão ou quaisquer outros votos que eu não tenha aqui na dualidade conhecimento, mas que a minha Divina Presença o sabe.

Autorizo também, aos Mestres de Luz, aos coordenadores e condutores deste trabalho, que através da minha Divina Presença, realizem em todos os meus corpos interdimensionais, a retirada de chips, implantes, amarras, cristalizações, que estejam no momento dentro do Plano Divino e da Harmonia Cósmica. Eu quero viver na Terra aquilo que é meu por Direito Divino. E para isto peço que a minha Divina Presença me tome em Seu colo, me coordene e conduza minha vida. Eu agradeço a todos os Mestres, a todos os Seres que estejam realizando este serviço, e neste momento irradio do meu Coração, da minha Chama Trina gloriosa, focando no centro desta sala, criando e potencializando uma grande energia, que estes Mestres vão estar direcionando a todos os Seres de todas as dimensões, de todos os universos, de todas as galáxias, que estiverem necessitados de ajuda e que o solicitaram.

Eu Sou o que Eu Sou.

Eu Sou o que Eu Sou.

Eu Sou o que Eu Sou.

Solicito a minha Divina Presença que mantenha acoplamento comigo, me ajude na abertura da minha Luz, da minha Divindade e a quebra de votos que realizei seja permanente e irreversível.

Meu Coração irradia gratidão por esta oportunidade de harmonização e cura.”

Em Amor a vocês,

Eu Sou Asthar Shenahen,

Mestra da Harmonia Omniversal. Namastê.

Canalizado por Cidinha Junqueira – www.kryonbrasil.com

sábado, 24 de outubro de 2009

SOCIEDADE MATRIARCAL



SIGNIFICADO

Sociedade matriarcal é um termo aplicado às formas ginecocráticas de sociedade, nas quais o papel de liderança e poder é exercido pela mulher e especialmente pelas mães de uma comunidade.[1] A etimologia de matriarca deriva do grego mater ou mãe e archein (arca) ou reinar, governar.
Apesar de fontes arqueológicas confirmarem amplamente a existência de divindades femininas, a realidade de uma sociedade matriarcal é por vezes contestada. A possível existência foi inicialmente sugerida no século XIX, em 1861, quando o arqueólogo britânico Sir Arthur Evans descobriu a civilização minóica e afirmou tratar-se de uma sociedade matriarcal. Essa afirmaçao foi enfatizada por outras pesquisas arqueológicas quando os pesquisadores da chamada Era do Gelo (40.000 - 10.000 a.C.) descobriram grande quantidade de estátuas femininas conhecidas como vênus e identificaram-nas como representações de deusas-mãe.
Uma das mais conhecidas representações é a Vênus de Willendorf. Alguns sugerem que a corpulência representa um elevado estatuto social numa sociedade caçadora-recolectora e que, além da óbvia referência à fertilidade, a imagem podia ser também um símbolo de segurança, de sucesso e de bem-estar. Para os antigos, que viviam dependentes da agricultura e dos ciclos da natureza, a fertilidade proveniente da natureza era a idéia mais imediata da divindade generosa que fornecia frutos, e a fertilidade feminina é por isso associada à divindade. Na mitologia antiga são consagrados também os mitos femininos das deusa-mãe, valquírias, erínias, harpias e a deusa da sabedoria, inteligência e da guerra, a deusa Atena,[2] entre muitos outros. As sacerdotisas (Diotima de Mantinea) ou pitonisas, as amazonas ou mulheres guerreiras, matemáticas (Hipátia de Alexandria, Theano) constituem exemplos de figuras femininas da sociedade grega.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_matriarcal

YOGA

O Yôga foi produto de uma civilização não guerreira, naturalista e matriarcal. A partir de mais ou menos 1.500 a.C. foi absorvida por um outro povo que era o seu oposto: guerreiro, místico e patriarcal. Cerca de mil e duzentos anos após a invasão (o que não é pouco), o Yôga foi formalmente arianizado mediante a célebre obra de Pátañjali, o Yôga Sútra. Estava inaugurada uma releitura do Yôga que, a partir de então, passaria a ser conhecida como Yôga Darshana, ou Yôga Clássico, a qual propunha nada menos que o oposto da proposta comportamental do verdadeiro Yôga em suas origens dravidianas. O Yôga dos drávidas era matriarcal, sensorial e desrepressor, numa palavra, ele era tântrico. Essa nova interpretação arianizada era patriarcal, anti-sensorial e re­pressora, ou seja, brahmácharya.

http://www.yogacampinas.com.br/site/noticias/?id_categoria=11&id_noticia=51


Foram encontradas estátuas com representações da Deusa-Mãe, e foram também encontradas estátuas de uma figura masculina que parece a de um sacerdote ou religioso superior, ou rei.
Existem vestígios de adoração da Deusa-Mãe, e outros que sugerem a adoração do touro, dos cornos, do falo.
Nestes tempos de revolução neolítica verifica-se que as formas ideológicas evolvem fortemente, no entanto a Mãe de fecundidade estende doravante a sua protecção não aos nómadas mas aos agricultores, tornando-se também mãe da fertilidade, ao mesmo tempo que os seus poderes sobre os mortos são ainda mais evidenciados. Verifica-se um aumento de estatuetas das deusas nos santuários e nos celeiros das aldeias, fixando-se um mundo sobrenatural estável organizado à volta destas Grandes Deusas (também denominadas de Terras-Mães): “promotoras indissoluvelmente de fertilidade/fecundidade/vida eterna. Estrutura que vai enformar o pensamento religioso durante milénios à volta da prepotência de uma Mãe, acompanhada dos seus filhos, e de um paredro masculino muito nitidamente dominado por ela e que apresenta muitas vezes com forma de animal (touro, carneiro, ave...)”, em [11], páginas 18 e 19. Aqui claramente vestígios de uma cultura matriarcal, uma das evidências da filosofia comportamental, Tantra, característica do nosso Yôga, o Swásthya Yôga.


http://www.cao.pt/surya/js_29_1.htm


DANÇA


Como todas as danças primitivas, a dança do ventre começou como um culto de caráter religioso. Por volta de 3.300 a.C. a 1.200 a.C., as mulheres egípcias dançavam em rituais sagrados, utilizando movimentos pélvicos que evidenciavam o ventre e celebravam a fertilidade. Inúmeras pesquisas mostram que as danças pélvicas sempre estiveram presentes em todas as civilizações antigas. Era o culto à Deusa-Mãe. A forma mais desenvolvida de reverenciá-la ocorreu aproximadamente entre 3.000 e 1.200 a.C., na Suméria e no Egito, onde era conhecida como Inana e Ísis, entre outros nomes. Na ilha de Creta, por volta do mesmo período, era chamada de Atana Potinja. Entre a civilização que habitava a Grécia antes da chegada dos invasores indo-europeus, a Deusa chamava-se Gaia, cujo nome significa "terra". Na Babilônia Antiga (Assíria), chamava-se Istar, e em Canaã, Astarte.
Reinando suprema como a Grande-Mãe, a Deusa era homenageada com uma gloriosa profusão de títulos: "Senhora das Plantas", "Senhora das Feras", "Mãe de Tudo", "Deusa do Amor", "A Protetora", dentre outros. Essas designações dizem-nos que ela, enquanto divindade suprema, continha em si todas as possibilidades da existência: vida, morte, poder, juventude, velhice, sabedoria.
Estas civilizações eram consideradas "matriarcais". Entretanto, isto não significava que havia um domínio do feminino sobre o masculino. Ambos conviviam harmoniosamente, em igualdade de condições, apenas com papéis diferenciados. Esta característica difere significativamente das civilizações consideradas "patriarcais", onde a cultura belicosa (de apropriação de territórios e subjugo dos derrotados) reflete aquele modo de vida. Como exemplo, podemos citar as tribos guerreiras indo-européias (provenientes do sul da Rússia e dos Balcãs), ou os povos bárbaros (norte da Europa e Escandinávia), entre outros. As culturas matriarcais eram pacíficas, e com isso facilmente dominadas pela força bruta.
http://www.absoluta-online.com.br/conteudo_cura_nossasmentes_dancaterapeutica.html

PRÉ-HISTÓRIA
Descobertas arqueológicas revelam a existência de arte rupestre e de estatuetas de culto ao corpo feminino, à fertilidade e com isso à noção de origem da vida e do mundo.[4] As mais antigas noções de criação se originavam da idéia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os "frutos", a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais. Muitas tradições referiram o princípio do coração materno que detém todo o poder da criação. Este coração materno, "uma energia capaz de coagular o caos espumoso" [5] organizou, separou e definou os elementos que compõem e produzem o cosmos; a esta energia organizadora os gregos deram o nome de Diakosmos, a Determinação da Deusa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_das_mulheres


IDADE MÉDIA
Durante a Idade Média as mulheres tinham acesso a grande parte das profissões, assim como o direito à propriedade. Também era comum assumirem a chefia da família quando se tornavam viúvas. Há também registros de mulheres que estudaram nas universidades da época,[21] porém em número muito inferior aos homens. Mulheres como Hilda de Whitby, que no século VII fundou sete mosteiros e conventos; a religiosa alemã Rosvita de Gandersheim, autora de dezenas de peças de teatro; Ana Comnena fundou em 1083 uma escola de medicina onde lecionou por vários anos; a rainha Leonor, Duquesa da Aquitânia, exerceu relevante papel político na Inglaterra e fundou instituições religiosas e educadoras. No mundo Islâmico, entre os séculos VIII e IX conhecem a glória: religiosas, eruditas, teólogas, poetisas e juristas, rainhas.[22] .

A mulher medieval trabalhou e estudou, fundou conventos e mosteiros, lecionou e também governou.[23] Recebeu uma educação moral e prática, e, na nobreza e burguesia, intelectual, que lhe permitiram desempenhar um papel social de colaboradora do marido, seja na agricultura, no comércio ou na administração de um feudo. Um governo que se estendeu do âmbito privado ao público: quando morria o marido era ela quem assumia a administração do negócio. Como governantes, Branca de Castilha, Anne de Beaujeu, condessa Mathilde, que reina na Toscana e na Emília durante meio século, institui-se protetora da Santa Sé e combate Henrique IV obrigando-o a ajoelhar-se diante de Gregório VII. Em todos os grandes feudos, num momento ou outro, as mulheres reinaram: entre 1160 e 1261 sete mulheres se sucederam no condado de Boulogne. Ícone medieval, Joana D´Arc, jovem chefe guerreira, conquista oito cidades em três meses e apesar de ferida continua a combater.[23]
A escritora francesa Christine de Pizan (1364 - 1430), autora do livro A Cidade das Mulheres defende na obra que há igualdade por natureza entre os sexos, pode ser considerada uma das primeiras feministas por apresentar um discurso a favor da igualdade entre os sexos, defendendo, por exemplo, uma educação idêntica a meninas e


ATUAL SOCIEDADE MATRIARCAL

Matriarcado
Na fronteira entre as províncias de Yunnan e Sichuan, existe um lago de água doce, o lago Lugu, aonde se encontra uma das mais antigas sociedades matriarcais ainda remanescentes. Além do comando feminino, o povoado desta região destaca-se pela ausência de criminalidade.[2]
No livro Matriarchat in Südchina: Eine Forschungsreise zu den Mosuo (Taschenbuch), a autora, Heide Göttner-Abendroth, revela a raiz comum entre da palavra Ama cujo significado é mãe, na língua local dos mosos; a palavra ainda encontra a mesma raiz no norte da África, aonde também o matriarcado exitiu e os quais se auto denominavam amazigh. Por esta razão, a antiga palavra Ama tem o significado de Mãe em seu sentido mais estrito; no sentido figurativo denomina cultura matriarcal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sichuan

POLÍTICA

A socióloga Almira Rodrigues, em "Lugar de mulher é na política: um desafio para o século XXI", trata de questões relacionadas às práticas políticas de mulheres. Considera que "todas as relações sociais são relações de poder, e as relações interpessoais são também relações sociais" (p. 16), entendidas como campos políticos, pois reguladas pela legislação e políticas públicas.44 Ao afirmar que o sexo é político, pois contém também relações de poder, o feminismo rompe com os modelos políticos tradicionais, que atribuem uma neutralidade ao espaço individual e que definem como política unicamente a esfera pública, 'objetiva'. Dessa forma, o discurso feminista, ao apontar para o caráter também subjetivo da opressão, e para os aspectos emocionais da consciência, revela os laços existentes entre as relações interpessoais e a organização política pública (Branca Moreira ALVES e Jaqueline PITANGUY, 1991, p. 8).

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2007000200018


Almira Rodrigues analisa a participação ínfima das mulheres na política brasileira e mundial e argumenta a necessidade de implantação de ações afirmativas para mudanças nesse cenário político. Analisa a incorporação das reivindicações dos movimentos feministas por partidos políticos e políticas públicas, acreditando na possibilidade real de mudança com as mulheres no poder, contribuindo para a construção de uma igualdade entre os gêneros e "para rupturas com visões fundamentalistas, sexistas, racistas, preconceituosas e discriminatórias"

sábado, 17 de outubro de 2009

Oração à Rainha da Fadas



Ave,Rainha das fadas!T que colocas mais frescor nas manhãs,
sedução nas tardes, mistérios nas noites e doçora nas madrugadas,
derrama um pouco de tudo isso sobre mim para que eu possa encantar,
seduzir, alegrar, apaixonar, ser e fazer feliz.
Ó, Fada Rainha! Ouve a prece minha.
Rainha da Alvorada, Musa dos Namorados, dos Poetas, dos Magos, dos Cantores,
dos Escritores, enche minha alma de sonhos, de música, de poesia e cobre meu
corpo de encantos, de carícias e de flores, porque assim poderei dar todas
as delícias e receber todos os amores!


Senhora de todas as Primaveras, das mais lindas quimeras, de todas as Eras!

Dá-me todos os alimentos e todos os encantamentos de Afrodite, seus licores,
seus perfumes, seus sabores,
para que eu seja cada vez mais suave, mais
ardente, mágica, atraente...
uma Lua Ensolarada, Enluarada, uma Deusa
Concreta, Completa! Para que eu seja uma...
uma... uma Perfeita Fada e ame
sempre e sempre seja amada.
Ave! Ave! Ave Rainha das Flores, dos Amores, das Alvoradas... ave, Rainha
das Fadas! "Todos os sons, todas as luzes, todos os Dons para mim".
Obrigada. Ave, Rainha das Fadas!

domingo, 4 de outubro de 2009

A RAINHA HATSHEPSUT (1503-1482 aC)





O Egito faraônico produziu uma série de mulheres excepcionais, sendo a Rainha Hatshepsut, a mais famosa delas. Muitas mulheres de faraós tinham tido um lugar ao Sol ao lado de seus maridos e somente duas delas haviam governado por breve tempo, mas Hatsheputs foi a primeira que se arrogava a divindade e a realeza, usando Dupla Coroa, que indicava a soberania sobre as duas regiões do Alto e Baixo Egito.

Há estátuas que a mostram com atributos masculinos da realeza. Em algumas, chega a usar a tradicional barba postiça dos faraós. Este faraó feminino abandonou a guerra e fez o Egito voltar a atividades pacíficas, tais como a construção de grandes monumentos e manutenção das rotas de comércio com o exterior, que tinham sido fechadas durante o domínio dos hicsos.


HISTÓRIA DE AMOR FATAL

Hatshepsut era a filha do faraó Thutmose I e sua rainha Ahmose.

Hatsheputs foi esposa de Tutmés I, mas não tiveram filhos homens, portanto, após a morte do faraó, subiu ao trono um de seus filhos ilegítimos, que adotou o nome de Tutmés II e que para ser aceito foi obrigado a casar-se com Hatshepsut.

Cabe colocar que era costume os faraós casarem-se com irmãs, ou outros membros da família, com o intuito de preservar a pureza da casta. Na verdade, no Egito, o matrimônio não tinha caráter sagrado e as pessoas não realizavam cerimônias especiais. O rito nupcial inexistia, mesmo para os faraós. O mais freqüente era que no dia do casamento os familiares da noiva levavam à casa do noivo os bens que formavam o dote. O que não podia faltar, entretanto, era a festa, com muita cerveja e iguarias. Á mesa do faraó tomava-se apenas vinho e os pratos de carne de hiena constituíam o manjar favorito. Mas o que existia, principalmente entre a nobreza, era a infidelidade. Mas hoje sabe-se, que o adultério no Egito era castigado com a morte. Somente os faraós estavam autorizados a ter quantas esposas quisessem, além de possuir um farto harém de concubinas.

Quando Hatshepsut se torna viúva novamente, seu segundo marido foi envenenado como o anterior, seu enteado Tutmés III, que tinha direito de subir ao trono, era jovem demais para governar. Sendo assim, Hatshepsut serviu a princípio como regente. Hatshepsut era uma mulher de caráter extraordinário. Parece ter tido tanta força política quanto carisma, além de saber controlar habilmente o Clero de Amon, sendo assim, num dado momento, conseguiu usurpar o trono de Tutmés III e se tornar, com direito a todas as honras, o Faraó do Egito. Ao contrário do que viria a ocorrer no Período Ptolomaico; as mulheres não podiam ocupar o cargo de Faraó. Não eram nem sequer Rainhas, eram, no máximo, a esposa do Rei. Por isso, a ascensão ao trono de Hatshepsut foi um fenômeno tão importante dentro do contexto político nacional.

Ao que parece, Hatshepsut conseguiu convencer o Clero de Amon a ver nela a verdadeira encarnação de Amon-Ra e, sendo assim, a herdeira do trono. Ela tomou para si o cajado, o mangual, as coroas e até mesmo a barba Reais tornando-se o novo Faraó.

Hatshepsut, conta-se, era desde a adolescência apaixonada por Senmut, grande escultor e arquiteto, que nesta época ostentava mais de 80 títulos oficiais e que deve ter sido o seu assistente de maior confiança. Conspira-se, inclusive, que viveram juntos mesmo quando a rainha estava casada.

Hatshepsut, governou como regente por 22 anos, em companhia de Senmut, que construiu em louvor a sua amada o mais belo monumento do Vale das Rainhas, o templo de Dier-el-Bahari. Seu nome pode ser lido em uma rara e formosa inscrição.

Durante o reinado de Hatshepsut, renasce a expressão artística, se produzem novos tipos de escultura e começa a prática de escrever os textos funerários (Livro dos Mortos) sobre papiros. Realizou expedições comerciais à terra de Punt, um país situado na costa da África, ao qual se chegava pelo Mar Vermelho, provavelmente ao norte da Somália.

Uma das provas mais cabais da grandeza de Hatshepsut foi a sua capacidade de manter por tanto tempo sob o seu poder um homem do gabarito de Tutmés III. Tutmés tinha inteligência, visão e energia. Iria tornar-se o Alexandre Magno do Egito, o criador do império egípcio. Entretanto, por mais de 20 anos viveu à sombra da mulher de espírito forte que era ao mesmo tempo sua madrasta e tia. Por fim, conseguiu o apoio de que precisava para derrubá-la e vingativo, destruiu grande parte do templo destinado a perpetuar a memória da rainha. Era muito comum no Egito suprimir da história o nome de um predecessor desmoralizado. Mas nem sempre essa providência cumpria o seu objetivo. Como acontece quando se passa a borracha em alguma coisa escrita a lápis, o cinzel deixava quase sempre visíveis as inscrições originais.

No templo e Hapshepsut em EL-Bahri de Beir, perto de Luxor no Vale dos Reis, o nascimento e o coroação da Rainha são descritos em pinturas e outros trabalhos de arte. Uma outra realização, descrita também através das pinturas vívidas, é o transporte de dois obeliscos de granito, ao Templo de Karnak. Os obeliscos foram usados como monumentos religiosos em Egito antigo.




Esta poderosa e admirável mulher, Hatshepsut, desapareceu misteriosamente, possivelmente em 1458 a.C, quando Tutmés III tornou-se faraó. Acredita-se que Hatshepsut tenha morrido de morte natural com mais ou menos 55 anos.

Hatshepsut é uma personagem extraordináriamente importante, pois representa o poder da mulher em uma sociedade totalmente dominada por homens. No fundo, é um tema bastante atual, muito embora esta história tenha acontecido há milhares de anos, com os prejuízos atávicos próprios desta sociedade.

A sociedade atual é carente de mulheres que se disponham a contribuir com o aspecto mais elevado de sua feminilidade: o amor altruísta, a compaixão, o respeito pela vida, com os quais elas estão mais familiarizadas e podem expressar com maior facilidade do que os homens. É desejável para as mulheres, portanto, envolver-se na vida social e política. Se elas escolherem assim, poderão fazer fazer isso enquanto continuam a desempenhar papéis femininos tradicionais em atividades de cunho social. A sociedade deve respeitar e apreciar uma contribuição tão valiosa.

O fato de uma mulher dedicar a maior parte do tempo a certos papéis não deve impedi-la de se considerar igual ao homem. Não é uma questão de superioridade ou inferioridade. Cracterísticas psicológicas masculinas e femininas, muito embora dessemelhantes, são do mesmo valor. Isto é um fato.

As mulheres estão certas em protestar contra atitudes preconceituosas que há muito tempo vigoram na sociedade. O cuidado é que com o protesto, não pode-se perder a perspectiva. Pode-se ser destrutivo e não construtivo. Conflitos e exageros podem ser entendidos psicológica e históricamente. O ideal é que permanecessem dentro dos limites tão construtivos quanto justos.
 
 
Osiryan

sábado, 26 de setembro de 2009

ENTOANDO E ENCANTANDO



Dois cientistas procuraram descobrir o segredo do "feitiço" de atraentes vozes, e conseguiram identificar uma série de características matemáticas comuns a todas
elas, que, de acordo com os pesquisadores, representam as características principais que a "voz perfeita" deve ter. .


Segundo os autores de tão peculiar investigação, para ser atraente, uma pessoa deve pronunciar um máximo de 164 palavras por minuto e emitir pausas de 0,48 segundo entre as frases, expressando-as com entonação diferente. .


A entonação da "voz humana ideal" deve ser de caráter decrescente, enquanto a frequência de som deve oscilar entre 34,5 Hz (hertz ou ciclos por segundo) e 12,2 Hz, o que gera um tom agradável, que não é grave demais nem excessivamente agudo. .


Além disso, o trabalho de Linn e Harris mostra que características da personalidade de quem se expressa, como a segurança em si mesmo e a confiança nas outras pessoas, influem positivamente em sua fala e na atração de sua voz.



Quanto mais férteis, mais atraentes?


Outra pesquisa, realizada na Universidade Estadual de Nova York, em Albany (EUA), mostrou que a voz de uma mulher se torna mais sedutora quando ela está em seu período mais fértil do mês, ou seja, durante os dias de sua ovulação. .


Os cientistas americanos gravaram as vozes de um grupo de mulheres durante os diferentes momentos de seu ciclo menstrual, e depois as gravações foram ouvidas por pessoas de ambos os sexos, descobrindo que as vozes qualificadas como "mais atraentes" correspondiam a mulheres que estavam no ponto mais fértil de seu período de ovulação. .


Os pesquisadores comprovaram que as gravações realizadas perto do momento em queum óvulo é liberado e pode ser fertilizado foram consideradas mais sedutoras que as gravações da mesma mulher em momentos diferentes de seu ciclo menstrual. .


De acordo com os especialistas, os hormônios sexuais femininas podem alterar a função da denominada "caixa da voz", ou seja, a laringe, produzindo modificações muito sutis e, em geral, não perceptíveis na voz da mulher. .


Os pesquisadores acham que os homens são capazes de detectar as leves mudanças provocadas na voz feminina pelas variações de seus diversos hormônios sexuais, como os estrogênios e os gestagenos. Desse modo, poderiam achar uma mulher em seu período fértil mais atraente do que outra que não está, sem saber o motivo pelo qual lhes atrai mais. .




Por Rocío Gaia.
EFE-REPORTAGENS.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Gayatri mantra



Om Bhur bhuvah swahTat savitur varenyamBhargo devasya dhimahiDhiyo yo nah prachodayat.

Tradução:

Om...Oh! Divina mãe, afaste de nós a ignorância e ilumine o nosso ser! Dê-nos uma mente serena, para que a sua imagem possa sempre nela refletir-se!

oração de proteção


eu selo eu tranco eu fecho
o meu campo eletromagnético
a tudo que não é da luz
a tudo que não vem da luz
a tudo que não se manifesta através da luz
na direita e esquerda
em cima e em baixo
na frente e a trás
e espando esse decreto em conciência
a todas as esferas dimenções e portais do meu ser total
selado está
selado está
selado está
no mais sagrado nome de deus
eu sou o que eu sou

minha querida amiga aisha que passou para mim,
beijos linda.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ostara


Primeiro dia da primavera (Equinócio da Primavera).
, no Hemisfério Sul, ocorre no dia 22 de Setembro, à 19h23min (Horário de Brasília).

O Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.

Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à Deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o Deus Sol.

Os aspectos da Deusa invocados nesse Sabbat são Eostre (a deusa saxônica da fertilidade) e Ostara (a deusa alemã da fertilidade). Em algumas tradições wiccanas, as deidades da fertilidade adoradas nesse dia são a Deusa das Plantas e o Senhor das Matas.

Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.

Até hoje, o Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema do calendário lunar, que estabelece o dia santo no primeiro domingo após a primeira lua cheia, no ou após o Equinócio da Primavera. (Formalmente isso marca a fase da "gravidez" da Deusa Tríplice, atravessando a estação fértil.) A Páscoa, como quase todas as festividades religiosas cristãs, é enriquecida com inúmeras características, costumes e tradições pagãos, como os ovos de Páscoa e o coelho. Os ovos, como mencionado, eram símbolos antigos de fertilidade oferecidos à deusa dos Pagãos. A lebre era um símbolo de renascimento e ressurreição, sendo animal sagrado para várias deusas lunares, tanto na cultura oriental como na ocidental, incluindo a deusa Ostara, cujo animal era o coelho.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio da Primavera são os ovos cozidos, os bolos de mel, as primeiras frutas da estação em ponche de leite. Na Suécia, os "waffles" eram o prato tradicional da época.

Incensos: violeta africana, jasmim, rosa sálvia e morango.
Cores das velas: dourada, verde, amarela.
Pedras preciosas sagradas: ametista, água-marinha, hematita, jaspe vermelho.
Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, quelidônia, cinco-folhas, crocus, narciso, corniso, lírio-da-páscoa, madressilva, íris, jasmim, rosa, morango, atanásia e violetas.


Ritual do Sabbat Ostara

Comece marcando um círculo de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Monte um altar no centro do círculo, voltado para o norte. Coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat no centro do altar. à direita (leste), coloque um incensório com o incenso apropriado do Sabbat ou um turíbulo contendo pedaços de carvão aquecidos, sobre o qual a sálvia será queimada. à esquerda (oeste) da vela, coloque uma tigela com ovos cozidos decorados com runas, desenhos de fertilidade e outros símbolos mágicos.

Diante da vela (sul), coloque um punhal e uma espada cerimonial consagrados. Após salpicar um pouco de sal sobre o círculo para purificá-lo, pegue a espada cerimonial e trace o círculo em movimento destrógiro, começando no leste. Enquanto traça, diga: ABENçOADO SEJA ESTE CíRCULO DO SABBAT SOB O NOME DIVINO DE OSTARA, ANTIGA DEUSA DA FERTILIDADE E DA PRIMAVERA. SOB SEU SAGRADO NOME E SOB A SUA PROTEçãO ESTE RITUAL DE SABBAT AGORA SE INICIA.

Coloque a espada de volta no altar e, então, acenda a vela e o incenso. Pegue o punhal com a mão direita e ajoelhe-se diante do altar com a lâmina sobre o coração, dizendo: ABENçOADA SEJA A DEUSA DA FERTILIDADE, ABENçOADO SEJA O SEU RITUAL DA éPOCA DA PRIMAVERA. ABENçOADO SEJA O REI-DEUS SOL, ABENçOADA SEJA A SUA LUZ SAGRADA.

Coloque a lâmina da espada sobre a região do Terceiro Olho em sua testa e diga: O SOL CRUZOU O EQUADOR CELESTE, TRAZENDO O SOL E A LUA COM A MESMA DURAçãO DE HORAS. FINALMENTE A DEUSA DA PRIMAVERA RENASCEU, A SUA BELEZA Dá VIDA àS áRVORES E àS FLORES. ABENçOADA SEJA A DIVINA DEUSA DAS MATAS. ELA é A CRIADORA DE TODAS AS COISAS VIVAS. ABENçOADO SEJA O SENHOR DAS MATAS. EU CANTO ESTA CANçãO PARA A DEUSA E PARA O DEUS. DESPERTEM, DESPERTEM TODOS E OUçAM A VOZ DO CHAMADO DA DEUSA. ABENçOADA SEJA A NOSSA MãE TERRA, QUE ELA SEJA PREENCHIDA COM PAZ, MAGIA E AMOR. A DEUSA RESPIRA A VIDA. A DEUSA Dá A VIDA. A DEUSA é A VIDA. ELA REINA SUPREMA. ASSIM SEJA!

Encerre o ritual apagando a vela e desfazendo o círculo com a espada cerimonial em movimento levógiro. Os ovos podem ser comidos como parte do banquete do Sabbat do Equinócio da Primavera, e jogam-se conchas numa fogueira ao ar livre ou enterram-nas no chão como oferenda à Mãe Terra.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich


EQUINÓCIO DA PRIMAVERA ou OSTARA
Data: por volta de 21 de setembro(HS)/ 21 março(HN)
Nomes alternativos: Ostara, Eostre, Dia da Senhora
Cor: branco, verde, amarelo e dourado
Símbolo: ovos, borboletas e coelhos
Deuses: Jovens, da fertilidade
Cristais: quartzo verde, esmeraldas e citrino
Alimentos: ovos cozidos, bolos de mel e sementes
Bebidas: vinho, ponche de leite e iogurte
Frutas: da época
Incenso: Erva-doce, Canela, Rosa, Sândalo Vermelho, Cedro, Gerânio, Poejo, Incenso de Igreja.
Obs: Estes incensos são usados no Equinócio de Primavera/Solstício de Verão. São usados na entrada do Sol em ÁRIES ou no primeiro dia da Primavera e também em sua entrada em Câncer, o dia mais longo do ano.
Época de homenagear Ostara, a Deusa da Primavera, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi deste antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven devem usar grinaldas, e o altar deve ser enfeitado com flores e ovos pintados. Eles simbolizam a fecundidade e renovação. Os ovos que forem pintados crus com símbolos mágicos, devem ser enterrados e os cozidos comidos (mentalizando seus desejos). Mas antes disso, todos os membros do Coven devem girar de mãos dadas para energizar os pedidos (todos referentes à fertilidade). O sol voltou e a natureza se veste de flores e os animais procuram parceiros para acasalar. O Deus atingi sua maturidade e se apaixona pela Deusa. Ela está fértil, e a semente da vida é semeada em seu ventre. Primavera é vida, é alegria. É a hora de fazer feitiços ligado a alcançar coisas novas: um novo amor, uma nova casa ou um novo emprego.

RITUAL DE OSTARA

MATERIAL:
Ovos cozidos e crus pintados com símbolos mágicos Tintas multicoloridas
Velas diversas cores
Flores do campo
Trace o círculo e monte o altar. Pinte os ovos com símbolos mágicos ou bem coloridos. Acenda as velas coloridas e ornamente o altar com bastante flores do campo.
Faça uma homenagem à Deusa e em seguida prossiga com um feitiço ligado a novos caminhos. Em seguida sirva os alimento.


PONCHE DOS DEUSES PARA OSTARA (com álcool)

1/2 lata de pêssego com a calda ( cortado em cubinhos )
1/2 abacaxi cortado em cubinhos
1/2 cacho pequeno de uva rosa ( soltar os bagos do cacho )
1/2 xícara de chá de água
1/2 litro de suco de laranja
1/2 xícara de chá de açúcar
Suco de 1 limão
1 garrafa de champagnhe seco
100 ml de rum
1 garrafa de soda

Junte as frutas picadas , coloque o açúcar e o suco de laranja. Deixe na geladeira por aproximadamente 1 hora. Mistura com as frutas após este tempo, o suco de limão, o champagnhe, o rum e a soda. Coloque bastante gelo. Sirva bem gelado.



ESSE TEXTO NÃO É MEU!

sábado, 18 de julho de 2009

jogo Mahalila


Mahalila

o jogo do auto-conhecimento

Por Harish Johari

O mahalila, jogo milenar hindu, é para os indianos o que o tarô é para os europeus e o I Ching para os chineses: uma descrição dos estados e as situações pelas quais circula o homem no processo de crescer através da vida.

Para jogar o mahalila precisam-se quatro coisas:

1) o tabuleiro,
2) um dado,
3) estas instruções, e
4) um objeto pessoal como uma medalha, um anel ou uma chave que o jogador utilize freqüentemente e que o representará no jogo.

faça o download do tabuleiro-A4
http://www.yoga.pro.br/mahalila-tabuleiro-A4-b.pdf

Faça aqui o download do tabuleiro em tamanho A3 (maior)
http://www.yoga.pro.br/mahalila-tabuleiro-A3-b.pdf

Ao iniciar, cada jogador coloca seu símbolo na casa 68, Consciência Cósmica (vaikuntha loka) e aquele que tirar o maior número numa primeira rodada do dado lerá para os demais jogadores este texto:

Antes de jogar o jogo estamos na meta final dele, o Ser,
que, sem forma nem nome, é fonte de todo o que existe.
Mas o dado do karma registra as vibrações do jogador,
que logo escolherá uma forma e um nome
para jogar o jogo das escadas e das serpente,
através dos oito níveis do mahalila, o grande jogo,
até voltar à fonte original, onde tudo recomeça eternamente.

Depois, ele joga o dado e o passa para a pessoa à sua direita. Quem tirar um número um move seu símbolo para a primeira casa, nascimento (janma), e lê seu significado em voz alta para os demais jogadores.

Nas próximas etapas do jogo, a cada vez que um jogador tirar um seis, avança sem ler e joga o dado novamente até tirar um número diferente de seis. Somente no último movimento lerá a descrição da casa em que caiu.

Quando o símbolo do jogador cair na base de uma escada, move seu símbolo até o fim dela, lendo a descrição dessas duas casas.

Quando o símbolo cair sobre a cabeça de uma serpente, deve descer até o extremo da cauda, lendo as duas descrições correspondentes.

O objetivo do jogo é chegar à Consciência Cósmica (vaikuntha loka), a casa 68. Se o jogador alcançar a oitava fileira e passar do 68, deve avançar e retroceder entre a casa 69, plano do Absoluto (brahma loka) e a 72, inconsciência (tamoguna), até tirar a cifra exata que o deixe na boca de serpente, que o engolirá e levará de volta para a terra (prthivi), na casa 51.

Lançar os dados simboliza a influência do caos em uma existência que nem sempre acontece dentro de uma seqüência lógica. Cada casa tem um nome e corresponde a um nível de consciência no processo do autoconhecimento. Os nomes das casas levam o jogador a meditar sobre o conceito por trás da palavra e a familiarizar-se com a metafísica hindu como veículo para o auto-conhecimento.

Cada fileira que o jogador ascende como numa espiral, equivale a um chakra, centro de energia no ser humano onde se expressa a energia cósmica, indo desde o mais denso (muladhara) ao mais sutil (sahasrara), e além dele, até o plano da consciência cósmica (chamada no hinduísmo vaikuntha loka, plano celestial), em que se transcende a individualidade.

O jogo conclui quando o jogador cai exatamente na casa 68, Consciência Cósmica (vaikuntha loka), seja através da ascensão numérica, seja pela escada que inicia na casa 54, exercício espiritual (sadhana).

Jogando várias vezes, você irá descobrir circuitos freqüentes, escadas auxiliadoras e serpentes amistosas. Isto é o que torna o mahalila um jogo de auto-conhecimento. Há somente um jogo: o jogo em que cada um de nós é um jogador representando seu papel. Esse é o jogo universal da energia cósmica, mahalila. Após iniciar o jogo, o tabuleiro começa a brincar com a mente, com o ego e com o sentido da própria identidade do jogador.





As casas do jogo

1. Janma: nascimento
Nascer é entrar no jogo. No início não havia jogo, mas a natureza brincalhona da Consciência não pode ficar imóvel por muito tempo e, desde a Unidade, Brahman, o Absoluto, torna-se muitos para jogar o jogo. Este é o jogo do karma, onde o Uno chega a ser muitos jogando o jogo cósmico de esconde-esconde consigo próprio.

2. Maya: ilusão
Jogando, perco a percepção da unidade na fascinação do próprio jogo: estou separado e sou diferente. Dois é a dualidade, e a dualidade acontece quando o um repete a si próprio. Um é realidade. Dois é ilusão. Estou no mundo dos nomes, das formas e os fenômenos, no cenário onde irei inventar minha ação... mas intuo que há uma saída: perceber a ilusão das dualidades.

3. Krodha: ira
Não sei ao certo quem sou, mas sei muito bem quem não sou. Esta corrente de auto-identificação enfrenta inevitavelmente aspectos reprimidos de mim mesmo. Minha identidade vacila. Meu ego está ferido. Minha reação emocional é a ira. A ira produz fogo e o fogo queima tudo. Esta é a cauda da serpente da casa 55, egocentrismo. Projeto em você o que reprimi em mim e concentro então minha energia para eliminar de você esse aspecto indesejável.

4. Lobha: cobiça
Estou separado e sou tão diferente dos outros que me sinto só. Preciso completar-me. Entretanto, confundo o vazio que deixou o Uno ao evaporar-se do jogo, com as necessidades materiais e tento preencher-me satisfazendo-as. Então, se minha necessidade é de uma casa, meu desejo é de cinco. Estou inseguro, e a insegurança provém do medo.

5. Bhur loka: corpo físico
Fui pego pela vibração mais baixa de mim mesmo. Meu único tema é a realização material: meu conforto, minha sexualidade, minha alimentação, minha vontade de satisfazer os sentidos. Mas isso é tão fugaz que devo repetir tudo de novo e de novo!

6. Moha: apego, condicionamento
Desde que nasci fui condicionado pelas circunstâncias de nascimento, tempo e lugar (janma, kala e desha). Deixei de jogar e caí no delírio do apego. A realidade de hoje deve ser a realidade de sempre. Esse apego que me condiciona a ver do jeito que eu sou é a causa real que me traz de volta uma e outra vez às vibrações mais baixas de mim mesmo.

7. Mada: vaidade
Estou auto-intoxicado. Estou intoxicado de mim mesmo. Sou aquilo que os demais dizem de mim. Cheio de falsas identificações de todo tipo, fiquei preso no meu próprio jogo: não entendo como não se cumprem todos meus desejos, sendo eu como sou. As más companhias apenas confirmam a minha auto-intoxicação.

8. Matsara: avareza
A avareza é cobiça mais inveja. Tenho uma aversão ativa contra todos vocês. Sou demasiado bom para vocês e minhas coisas também são demasiado boas para vocês. Até mesmo as coisas que vocês têm são demasiado boas para vocês, pelo que deveriam ser minhas.

9. Kama loka: desejos
Se não houver desejo, não haverá criação. É a pura vontade de jogar a que cria a diversidade. Mas viver satisfazendo desejos é um estado vinculado à ignorância. O verdadeiro vazio não se preenche deste modo.

10. Tapah: purificação
Quero me purificar e consigo isso alterando o comportamento de meus órgãos dos sentidos. Aos poucos, percebo um aumento de nível vibracional que faz minha energia ascender. Fazer um esforço sobre si próprio para purificar-se é a primeira escada do jogo, que nos dá a oportunidade de transcender os apegos vinculados à primeira fileira.

11. Gandharva: divertimento, aroma
Este espaço psíquico freqüente na infância é a expressão natural da minha alegria interior. A criação é uma brincadeira alegre da energia e somente quando nos libertamos da primeira fileira podemos perceber a vida como o riso Daquele que escolheu ser muitos.

12. Amarsha: inveja
Quando minha energia está baixa, observo os demais, começo a me comparar, e a comparação é o veneno que produz a inveja. Porque os outros vibram em planos mais altos que eu? Esta é a primeira serpente do jogo, uma reação destrutiva que me joga de volta para a avareza.

13. Antariksha: nulidade, limbo
Não estou nem na terra nem no céu. Nem aqui nem lá: em parte alguma. Caí na nulidade. Qual é o propósito do meu ser? A angústia existencial flui através da minha consciência. Sou tão insignificante... tudo perdeu o sentido. Os objetivos estão ainda aí, mas, para que servem? Felizmente, a nulidade não é um estado permanente.

14. Bhuva loka: corpo astral
Por um momento, realidade e fantasia se estabilizam entre o que sou e o que poderia ser. Posso ver a estrutura de minhas idéias com total clareza: devo continuar sendo o que sou. Não posso deixar de ser o que sou. Esse é o caminho correto.

15. Naga loka: fantasia
Aqui voa a imaginação: não há nada que não possa fazer. Nada é demasiado fantástico ou estranho. Na brincadeira, despertei as possibilidades. Aqui, mergulhei nelas. Estou materialmente seguro, tenho meu sucesso garantido e, com a maré da autoconfiança, a imaginação criativa pode voar. A fantasia é o poder que está por trás da criatividade.

16. Dvesha: ciúmes, aversão
Perdi a habilidade de distinguir entre o possível e o impossível. Sonho, e acredito que meus sonhos são reais. Este é o apego básico da segunda fileira e é provocado pela minha confusão: minha indulgência com o mundo do fantástico. Minhas dúvidas crescem. Tenho tão pouca autoconfiança que me odeio. Projeto esse ódio sobre todos aqueles que não confirmam minha auto-imagem. A energia baixa. Caí na cobiça.

17. Daya: compaixão
Entrego-me à compaixão com tal potência que meus olhos ficam úmidos, meu coração bate forte e meu ego é varrido com tal força que, por um momento, sou uno com o outro... e isso é ser uno com Brahman. Essa essência da compaixão desapega minha consciência da identidade que escolhi. A vibração da energia assim liberada me eleva ao plano do Absoluto (brahma loka).

18. Harsha loka: alegria
Uma fase está terminada, outra a ponto de começar. Neste momento o espírito da alegria atravessa meu ser. Estou no cume de mim mesmo. No cume do mundo. O tempo desaparece. A alegria é eterna, sempre. Entretanto, breve é sua duração.

19. Karma loka: ação
Enquanto vivo esta existência corpórea não posso deixar de agir. As ações criam seus próprios resultados. Além destas ações naturais, meu ego deseja estender sua influência em círculos crescentes. No entanto, sendo o mundo exterior um espelho de mim mesmo, ao agir descubro as influências familiares, sociais e políticas que criaram minha própria identidade egoística. Então, vejo que a ação é ao mesmo tempo a corrente e a libertação.

20. Dana: caridade
Caridade é compaixão mais ação, uma virtude que quebra os limites da terceira fileira, relativa ao terceiro chakra, manipura. O sentimento de alegria que experiencio ao realizar uma ação caridosa se traduz na transcendência da energia ao plano do equilíbrio (maha loka).

21. Samana papa: penitência
É tempo de grandes inquietudes emocionais. Enquanto gratificava meus desejos egocêntricos provoquei danos aos demais. Agora quero retificar meus karmas negativos. A penitência passa transcende meus desejos materiais e sensuais e por um tempo, produz resultados favoráveis.

22. Dharma: virtude
A virtude é consciência em ação. Quando minha ação é boa para os demais, a minha energia também se eleva. Sou virtuoso quando fluo na ação natural das coisas. Minhas virtudes são as escadas do jogo. Faço ações errôneas quando permito que o ego assuma o controle de mim mesmo. Meus vícios são as serpentes do jogo. O exercício da virtude torna positivo o intelecto e assim vou para a casa 60, positividade (subuddhi).

23. Svarga loka: céu terrenal
Quando vibro aqui, nos céus terrenais, estou fabricando para mim mesmo um paraíso nascido de meus desejos. O que quero é imortalizar minha identidade em uma forma de vida. Vejo um mundo doloroso, mas procuro um prazer infinito. Todas as ideologias, todas as religiões, todas as políticas, me alimentaram neste espaço: o céu é o mundo das utopias.

24. Asatsanga: más companhias
Sei como cheguei aqui: foi buscando identificar meu ego e vim dar com um grupo que em verdade alimenta meu ego. Ao estar com estas pessoas fica claro que meus problemas pessoais acontecem por causa do mundo exterior. Estou em má companhia, e a serpente me devolve para a vaidade.

25. Susanga: boas companhias
Em boa companhia posso crescer, abandonar velhos padrões e programações de conduta, num clima de confiança e compaixão. As boas companhias são o lado positivo da minha necessidade de grupo, porque no grupo minha energia se eleva vibrando junto a dos outros que estão buscando a mesma finalidade.

26. Duhkha: sofrimento, dor
O sofrimento é um dos extremos de minha vida emocional. O outro é a alegria. Percebo a dor como uma repressão que acontece no corpo quando sofro uma perda e a minha energia se bloqueia, como o dragão que morde a própria cauda. O sofrimento é um cobertor que me envolve. Não consigo ver mais nada além do cobertor. É um estado temporário, mas que pode transformar-se em um modo de ser.

27. Paramartha: espírito de serviço
Somente quando deixo de viver para mim mesmo posso entender meu papel no jogo: agora sei que meu ser individual é o veículo através do qual se realiza o Supremo. Agora posso fazer meu papel no jogo sem pensar em direitos, ganâncias ou recompensas: apenas fluindo em minhas virtudes.

28. Sudharma: confiança
Quando me harmonizo com as regras do jogo, minha conduta passa a ser expressão verdadeira de minha natureza. Jogo o dado sem me importar aonde o karma irá me conduzir. Confio na harmonia do jogo, entregando-me às suas regras e vibrando cada vez mais alto.

29. Adharma: fé cega, injustiça, vício
Quando a confiança não se funde na minha natureza interior, mas em um modelo cultural, significa que caí em uma atitude errônea. Penso que meu caminho é o único caminho válido e tento impô-lo aos demais. A fé cega é um vício, e vou descendo, para refletir sobre meus apegos.

30. Uttama gati: boas tendências
As boas tendências fluem em mim de maneira espontânea ao atingir o equilíbrio. Praticando-as, estabilizo e fluo mais ritmicamente, afastando-me das distrações egocêntricas.

31. Yaksha loka: santuário
Quero achar os vínculos que existem entre a vida cotidiana e o divino. Yata Brahmande tata pindade: “assim como é no Ser, assim é no corpo!” Já consigo perceber a unidade entre meu ser mais íntimo e a Alma do Universo (Paramatman).

32. Maha loka: equilíbrio
Quando vibro aqui, consigo equilibrar o feminino que sou com o masculino que também sou. Por momentos, me sinto preparado para identificar-me com o resto da existência. Assim como é dentro, assim é fora! Vivo um sentimento de unidade cósmica.

33. Sugandha: fragrância
A energia que vibra em mim está mudando minha química corporal e meu corpo segrega fragrâncias de sândalo e lótus. E, às vezes, fortes baforadas de enxofre...

34. Rasa: sabor
Até aqui, meu sentido do gosto era uma percepção sensorial. Somente agora entendo seu sentido estético. Esta vibração unifica toda a criação. Vibrando aqui, penetro no mundo das idéias e dos significados, como se o fizesse na essência de minhas emoções e sentimentos. O sabor (rasa) é a essência da poesia e da música.

35. Narka loka: purgatório
Na metade do caminho entre o céu e a terra, está o purgatório. Nele, assumo minhas responsabilidades. Cada ação trouxe seu fruto. Mas a queda na violência não é um castigo, senão uma purificação.

36. Svaccha: clareza de consciência
Matei minhas dúvidas. Aqui se dissolvem as trevas do ego e emergem meus verdadeiros sentimentos elevados. Já estou preparado para me unir ao fluxo ascendente da energia e entrar no reino do Ser.

37. Jñana: percepção, conhecimento
Perceber não é realizar nada. É simplesmente tomar consciência do que é bom e constatar quais são os meios para fazer o bem. Perceber que não sou independente reduz o tamanho de meu ego. Observo sem julgar. De fato, este estado acontece quando paro de julgar. Nesse sentido, perceber é o contrário de iludir-se. A ilusão muda constantemente os valores, enquanto que ao tomar consciência, esta página fica em branco. E somente uma folha branca pode ficar limpa.

38. Prana loka: força vital
O prana ou impulso vital é a própria força da vida. No corpo humano ela reside na respiração e seu alimento é o ar. Ao vibrar neste estado compreendo que o impulso vital está a serviço do ser e que a menor mudança no meu ser/estar afeta o ritmo de meus ciclos vitais. Ao mesmo tempo, posso aprender a equilibrar meu ser controlando os ciclos de meu impulso vital.

39. Apana vayu: eliminação
A eliminação (apana vayu) é o impulso físico que descarrega a energia do organismo. No ser humano reside no ventre. O Yoga ensina que a fusão entre os ares vitais prana e apana tem efeitos rejuvenescedores.

40. Vyana vayu: circulação
A circulação (vyana vayu) é uma forma da energia vital que equilibra o corpo. Sua manifestação é o sangue, que toma energia dos pulmões e a distribui pelo corpo, trabalhando em uníssono com o sistema endócrino. O vyana vayu equilibra as forças prana e apana.

41. Jana loka: plano humano
Chegando neste ponto dedico meu esforço a ficar em sintonia com as leis divinas, para manter o fluxo ascendente de minha energia interior. Aumentando a vibração, aumenta a consciência: além do horizonte existe outro horizonte novo.

42. Agni loka: fogo
O fogo é o veículo da energia, um elo entre Deus e o mundo. Ao vibrar aqui sei que minha natureza íntima é o fogo. E que também sou um veículo de Deus. Enganar a mim mesmo é impossível: a testemunha está sempre presente.

43. Manushya janma: nascimento humano
Este nascimento não foi registrado em cartórios, pois não sou filho de ninguém. Não pertenço a nenhuma casta, credo, religião ou nação. Não tenho coisas que me prendam nem preciso papéis de identidade. Encontrei a mim mesmo: sou filho de Deus.

44. Avidya: ignorância
Somente quando se chega ao conhecimento pode-se perceber a ignorância. A mente é um tigre na selva dos desejos. O verdadeiro conhecimento é a visão do Real. Por meu lado, estou identificado com certos estados emocionais e com certas percepções de meus sentidos (jñanendriyas).

45. Suvidya: conhecimento correto
O conhecimento correto (suvidya) acrescenta à percepção correta (jñana) a conduta que advêm da compreensão do passado, do presente e do futuro como aspectos da mesma continuidade. Por sua vez, essa compreensão provêm do fato de que deixei de fazer diferenciações: eu, conhecedor, sou Uno com aquilo que conheço. Neste momento sou uno com o Real e minha vibração ascende até o bem cósmico (rudra loka).

46. Viveka: discernimento
A discriminação é o terceiro olho. Com ele posso perceber o Ser, distinguir o denso do sutil. Assim posso evitar o retrocesso aos apegos materiais. A dualidade já tem pouco efeito sobre minha percepção da unidade e me sinto transportado à felicidade.

47. Sarasvati: neutralidade, caminho do meio (sushumna nadi)
Até agora não havia podido controlar o equilíbrio entre as forças masculina e feminina. Neste momento, a energia psíquica começa a ascender ao longo do canal central na coluna (sushumna nadi). O positivo e o negativo (ida e pingala) desapareceram... Somente o neutro fica estável, mais além da existência. Sou um espectador, apenas uma testemunha imparcial (sakshi) deste jogo.

48. Yamuna: corrente vital solar (pingala nadi)
O plano solar (yamuna ou pingala nadi) é o plano da energia masculina, onde se descobrem o poder e a destruição. Porém, equilibrar-se aqui sem energia lunar (ganga ou ida nadi) é impossível.

49. Ganga: corrente vital lunar (ida nadi)
A corrente lunar (ganga ou ida nadi) é a raíz da minha fonte de energia feminina. Com meus dois pólos funcionando em uníssono sou um campo magnético harmonizado.

50. Tapah loka: austeridade
O tema desta fileira do jogo é a prática da meditação. Reconheço os karmas que ainda restam, mas conheço também a plenitude de vibrar sem eles. Através da austeridade obtenho a capacidade de sentir vibrar a divindade dentro de mim. Assim é mais fácil queimar os karmas que restam.

51. Prithivi: terra
A terra é o cenário onde a consciência faz seus papéis. A terra não é somente o planeta: é a Mãe, a Unidade viva, Prakriti.

52. Himsa: violência
A ira é uma reação de defesa pessoal. Para ser violento, entretanto, necessito ter uma grande confiança em mim mesmo. A violência nasce somente quando possuo uma verdade: acredito ser o agente de Deus e a violência acontece no afã de reformar a consciência dos demais... Em casos extremos posso inclusive desejar que morram, para que suas consciências possam sair da ignorância. E assim, vou para o purgatório, na quarta fileira.

53. Jala loka: plano líquido
A água que absorve calor está aqui para apagar a energia da violência e transforma-la em exercício espiritual. A água não tem forma: adota a do vaso que a contêm. Ao vibrar aqui adquiro essa mesma qualidade da água. Reconheço que caibo em qualquer forma, posso transformar-me naquilo que configura o Ser e somente quando adquiro este conhecimento é que se dissolve a ilusão identificatória.

54. Sadhana: exercício espiritual
O exercício espiritual é o meio direto de experienciar a consciência cósmica. O exercício espiritual permite entender que o mahalila, o grande jogo, é a natureza básica do universo manifestado: cada estado, cada casa, é um jogo da mesma energia divina, uma manifestação diferente da mesma Unidade. Essa consciência devolve o múltiplo ao único. Procuro a união indivisível, a consciência sem dualidade, a bênção da graça.

55. Ahamkara: egocentrismo
Ao assumir uma forma, o centro de toda atividade sou eu e minhas coisas. Tudo aparenta estar em função de mim. Fiquei preso no ego. Não consigo me reconhecer como a totalidade que sou. Estou próximo da consciência cósmica, mas posso me perder do caminho. A falsa identidade me irrita, e é por isso que desço até a ira.

56. Omkara: vibrações perfeitas
O Yoga ensina que o som do mantra Om é a forma mais sutil sob a qual se manifesta o mar de consciência-energia. No início era o som. Sei que quando repito este som abandono o falso refúgio dos desejos e vejo com mais calma a vida. Preciso simplificar minha existência.

57. Vayu loka: plano do vento
O vento é movimento puro, sem peso, forma nem medida. Um líquido ainda adquire a forma do recipiente que o contém. Assim, ao chegar aqui, deixei de estar limitado. Momentaneamente ganhei liberdade de ação. Tampouco tenho peso, massa, nem forma.

58. Tejas loka: plano do fogo irradiante
Irradiar é emitir luz. A irradiação começa quando o movimento interior é tão rápido que já não pode ser contido pela matéria. Elevando minhas vibrações ao máximo, corro o risco de explodir em uma chama irradiante.

59. Satya loka: plano da realidade-verdade
Percebo a mim mesmo como o Real. Alcanço a auto-realização. O jogo é um processo de descobrimento da realidade. Já não há nenhum obstáculo para o fluir da energia. Equilibrado com as forças do Cosmos, fluo como uma gota de água no oceano.

60. Subuddhi: positividade
O intelecto positivo é a consciência sem dualidade. É verdade que enquanto ficar aqui neste corpo terei que discriminar, diferenciar e ponderar. Porém, estes julgamentos já não se referem ao mundo exterior, senão à minha própria realidade interior. Deste modo, minha vibração é cada vez mais positiva.

61. Durbuddhi: negatividade
Enquanto o intelecto ficar voltado para o ego, não posso evitar os julgamentos negativos. Negando assim essa manifestação peculiar do único, me fecho a essa possibilidade. Duvido que o Divino também esteja aí. No final deste caminho, nada nem ninguém é bom. Minhas energias se consomem tentando negar o Real e assim caio no estado de nulidade (anataksha).

62. Sukha: felicidade
É impossível descrever este sentimento, que está além da alegria passageira. É uma experiência tão intensa que a felicidade pode ofuscar o jogador, levando-o a acreditar que já atingiu o objetivo. Por isso, logo à frente está a escuridão.

63. Tamas: escuridão, inércia, ignorância
A escuridão é a ausência de luz. E, se a luz é conhecimento, a escuridão é ignorância. Os karmas são inevitáveis, tanto no jogo quanto na vida. Tentar evitá-los, é mais um karma. Não posso ver a Unidade que existe entre as correntes e a libertação e volto então à ilusão (maya), para percorrer novamente o jogo desde o início. Respiro e relaxo.

64. Prakriti loka: mundo fenomênico
Sem a experiência, o conceito fica vazio. Sem o conceito, a experiência fica cega. Agora me aproximo do conceito após viver a experiência e compreendo que a fonte de todos os fenômenos é Brahman, o Absoluto onipresente.

65. Urantara loka: espaço interior
Após perceber que o mundo dos fenômenos também é Uno, me fusiono na força deles: sou o ser que sente. Não existe bem nem mal, vício nem virtude: sou como uma lente que deixa passar os fenômenos, sem restrições. Já não há distância entre os objetos e eu. De fato, não existe mais separação. Estou me fundindo na Unidade.

66. Ananda loka: plano de bem-aventurança
Todos os sentimentos se transformam em um só quando se percebe o Uno que está em tudo. Eu mesmo sou ser, consciência e bem-aventurança, sat-chit-ananda. Somente aquele que discerniu isto pode compreender.

67. Rudra loka: bem cósmico
Sem destruir a identidade centrada no ego, o Yoga, a verdadeira União é impossível. Se a criação é vontade divina, também o é a preservação e a destruição. Entendendo isto estou a um passo da consciência cósmica. Posso transmutar alquimicamente minha energia e envia-la de volta a reconhecer sua fonte.

68. Vaikuntha loka: Consciência Cósmica
Qualquer que tenha sido o percurso kârmico escolhido entre as ilimitadas possibilidades do jogo, cheguei ao lar, à verdade que é a própria essência da criação. Aqui acaba o jogo. Posso voltar a nascer para continuar jogando, ou posso ajudar os demais jogadores. A escolha é minha.

69. Brahma loka: o Absoluto
Praticando a compaixão (daya) chego a morar aqui, livre de medos e karmas, porque posso perceber o princípio sutil que me une a todas as formas e a todos os nomes... mas sua percepção é temporária. O jogo está além da formas e deve continuar.

70. Sattva guna: harmonia da consciência
A atividade harmônica da consciência é a corda onde me equilibro interiormente. A atividade balanceada da consciência me sustenta livre, sem karmas. Ela é a síntese entre ação (rajas) e inatividade (tamas). Desta forma compreendo, como uma testemunha, que simplesmente estou fazendo meu papel no jogo.

71. Rajoguna: consciência em atividade
Alcancei o oitavo plano mas, sem poder perpetuá-lo na consciência cósmica, fico novamente atraído pela ação. Neste plano, a atividade é como um espelho de minha consciência. Mas agir pressupõe a existência de alguém que age e a ação pode produzir dor, desejo e conflito.

72. Tamoguna: inconsciência
A inconsciência é a última casa do jogo. Aqui começa um novo jogo. O atributo da inconsciência é a escuridão, que predomina à noite. Sua natureza é a inércia. Aqui deixo a fileira das forças cósmicas e volto para a terra para descobrir a verdade, percorrendo um novo caminho. Compreendendo isto, relaxo e vejo a vida como um jogo. Não tenho outro objetivo. Só o jogo pelo jogo.

© Copyright: Harish Johari
© Copyright da tradução: Pedro Kupfer

ver:http://maha-lila.vilabol.uol.com.br/mle.htm
retirado do site:http://erickschulz.multiply.com/journal/item/8