segunda-feira, 29 de junho de 2009

Visita ao reino Elemental


Deite-se você do lado do coração com a cabeça posta sobre a palma da mão esquerda, e concentre-se intensamente na Mãe Natureza, suplique-lhe, peça-lhe, rogue-lhe com frases saídas do coração, com palavras simples, que o transporte, que o leve por entre a Quarta Dimensão a um bosque qualquer, a alguma paragem próxima e quando você comece a sentir suas pernas e braços em estado de lassitude, quando comece a dormir, sentindo-se em estado de sonolência, cheio de fé intensa, levante-se de sua cama, dizendo: “Minha Mãe, te peço que me leves com meu corpo a tal lugar... (diga agora o lugar a onde você queira ir)”. Aconselho a você, meu bom amigo, que antes de sair à rua, dê primeiro um saltinho com a intenção de flutuar no ambiente circundante, para verificar se realmente está na Quarta Dimensão. É claro que se você não flutua, se não consegue ficar suspenso na atmosfera, é porque todavia não penetrou no mundo da Quarta Dimensão; neste último caso, meta-se na sua cama novamente e repita a experiência. Algumas pessoas triunfam imediatamente, outras tardam meses e anos inteiros nessa aprendizagem. É urgente saber que cada ser humano tem sua Mãe Natureza Particular, aquele princípio inteligente que criou seu próprio corpo físico, que uniu espermatozóide e óvulo para a fecundação, que deu forma a cada célula orgânica. Nossa Mãe Divina Particular pode nos ajudar com a condição de uma conduta reta. Trabalhe você com essa técnica e quando obtiver êxito, poderá conviver no mundo da Quarta Dimensão com todas as criaturas elementais da Natureza.

esse texto não é meu!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

PRANAYAMA - CONTROLE DA RESPIRAÇÃO



Compilação e tradução - Pássaro da Noite
1 - Introdução
Prana tem sido traduzido como "respiração". Na atualidade, a palavra sânscrito 'Prana' significa
'força vital' ou 'energia vital'. De fato, Pranayama clássico com o ciclo de
inalação/retenção/expiração ensina que durante a fase de retenção, o praticante deve
conscientemente reter o prana, e então soltar o oxigênio descarregadode prana durante a
exalação, armazenando o pranano chakra do plexo solar.
Pranayama é a 'ciência do prana', sendo base da Hatha Yoga e deve ser estudado por qualquer
um no caminho espiritual, ocidental ou oriental, mas pelo fato de termos inúmeros livros e vasta
informação sobre esta arte, iremos nos reter no aspecto prático de alguns exercícios básicos.
Reflitam sobre alguns ditos hindus:
Sobre a Imobilidade do Corpo:
"O corpo deve ser treinado para se manter em estado inerte, por um tempo prolongado sem
desconforto ou dor."
- Nadabindu Upanishad 3.3.1
"No samadhi todos os sentidos param de funcionar, e o corpo permanece sem movimentos,
como um pedaço de madeira. "
- Nadabindu Upanishad 3.3.1
"A asana, quando dominada, pode destruir todos as doenças e até assimilar venenos. Se não for
possível dominar todas, domine somente uma e sinta-se à vontade com ela."
- Shadilyopanishad 1.3.12-13
Sobre o Controle da Respiração:
"Respiração é Vida. Aquele que controla a respiração controla a vida."
"Quando o Pranayama é alcançado e conquistado, o praticante ganha ascendência sobre a
morte".
"Prana, o sopro vital, é nascido no Ser. Como uma pessoa e sua sombra, o Ser e o Prana são
inseparáveis. Prana entra no corpo no nascimento, mas não morre com o corpo"
- Prana Upanishad.
"O sábio fala não pelos sensos da fala, visão, audição e tato, mas por um grupo de Pranas, pois
todos estes sensos são manifestações do Prana.'

- Charakha Samhita
"Primeiro assuma uma postura Yoga (asana); mantenha o corpo ereto, fixe os olhos e deixe as
mandíbulas relaxadas de modo que os dentes superiores não toquem os inferiores. Abaixe a
língua. Use o segurador de queixo (jallunderbandha) e a sua mão direita para respirar através da
narina que escolher; mantenha o corpo imóvel e a mente à vontade. Então pratique o
Pranayama."
Sobre os reflexos do controle da Imobilidade e da Respiração sobre o controle da Mente:
"A postura ajuda a manter a mente calma"
- Tantrarajatantra 27, 59.
"Quando a respiração está controlada, a mente está controlada".
- Charakha Samhita
"Há duas causas da divagação da mente: (1) Vasanas - desejos produzidos por impressões
latentes das sensações, e (2) - respiração. Se houver controle de uma, a outra automaticamente
será controlada. Das duas, a respiração deve ser controlada primeiro"
- Yogakundlyupanishad 1.1-2
O processo de respiração cria imagens na mente. Quando é calma, a mente também torna-se
calma." - Yogakundlyupanishad 89
2 - Noções Básicas
Muitos dos antigos Tantras afirmam que o corpo é um Yantra e que a respiração é seu mantra.
De forma a facilitar o entendimento deste conceito, a respiração "Bhramari" é um excelente
ponto de partida. É simples, ajuda na concentração e provê um sentimento de unidade entre o
corpo e a respiração, uma consciência antes de simplesmente uma função do sistema nervoso
autônomo.
TÉCNICA 1 - Bhramari : Tome uma inspiração profunda, exale todo o ar dos pulmões,
concentrando em contrair os músculos abdominais para expeli-lo todo. Inale através do nariz
fazendo um som de zunido, como uma abelha. Retenha por alguns segundos, enquanto se
sentir confortável (trabalhe para que possa se sentir confortável com períodos cada vez mais
extensos de retenção do ar), concentrando em armazenar a energia vital do ar no plexo solar
(Chakra Manipura, que significa literalmente 'centro da jóia da grande consciência'), separando
assim a energia vital do ar. Então exale, através do nariz, fazendo um som de zumbido (esta
característica do zumbido é feita pela passagem do ar pelas cordas vocais, muito simples de ser
executado).
Focalize sua mente nos sons durante a inalação e exalação e na força vital sendo armazenada
no plexo solar durante a retenção.
Cada inspiração - retenção - exalação conta com um ciclo. Comece inicialmente com 5 ciclos,
aumentando o número quando dominar a respiração 'Bhramari' e ela se tornar natural para você.
TÉCNICA 2 - Respiração Completa : A maioria das pessoas respiram rasamente, e mesmo
aqueles que trazem a respiração conscientemente pelo abdomem podem estar deixando algum
detalhe de fora.
Inicialmente exale todo o ar, usando o abdomem para auxiliá-lo. Inale profundamente, puxando

o ar pela expansão do abdomem. Continue inalando até preencher de ar todo o pulmão superior
e a
região da garganta. Mantenha o rosto relaxado. Retenha por alguns segundos, ainda com o
rosto relaxado. Exale lentamente, primeiro o ar da parte inferior, depois superior dos pulmões e
finalmente o ar que estiver na região da garganta. Contraia o abdomem até forçar todo o ar para
fora. Trabalhe para aumentar o tempo de cada fase de inspiração - retenção - expiração ,
sempre que o tempo do ciclo em exercício seja alcançado de forma natural e não forçada.
Não conte o tempo com um relógio, permita que seu corpo seja o relógio! A proporção da
inspiração - retenção - expiração na respiração completa deve ser de 1:1:1.
TÉCNICA 3 - Respiração Vital : Muito simples de ser praticada. Energiza e fortalece os pulmões.
Inspire pelas narinas em movimentos curtos e rápidos, até os pulmões estarem complemente
cheios.
Exale o ar pela boca, enquanto emite um alto som 'AAAAAHHH'.
Mantenha o foco em trazer o prana energizado para dentro durante a inspiração e para mandar
para fora toda a tensão do corpo, durante a exalação.
TÉCNICA 4 - Kapalabhathi: Também é fácil de ser dominada. Dentre outras variações, uma das
mais simples é a seguinte :
Sente na posição de Lotus, ou com as pernas cruzadas e as costas e pescoço eretos. Inale e
mantendo a boca fechada, espirre. Com a boca fechada, a parte inferior do abdomem irá inchar.
Retorne-a imediatamente a posição inicial. Comece com ciclos de dez a quinze e gradualmente
suba até ciclos de 50 respirações, naturalmente e sem forçar. Você não deverá sentir nada na
parte superior dos pulmões ou na área da garganta. Pode ser usada com grande benefícios por
fumantes e asmáticos. A atenção deve ser focada na área do plexo solar. Após um ciclo
completo, permanece quieto e observe as mudanças físicas e mentais em si mesmo.
TÉCNICA 5 - PRANA-VAYU RASA : Também chamada de ciclo vigoroso. Um ciclo de
respiração restauradora. Deve ser executada de pé, com olhos fechados ou voltados para cima,
com atenção focada no região do terceiro olho ( chakra Ajna) , localizada no meio da testa.
(1) Inale, prenda o ar nos pulmões. Cruze os braços duas vezes para trás e para a frente,
vigorosamente. Exale.
(2) Inale. Cruze os braços à frente, com antebraços estendidos perpendicularmente ao corpo.
Balance-os lateralmente para a esquerda e direita, duas vezes, na altura natural dos ombros.
Exale e deixe os braços caírem.
(3) Inale. Balance os braços paralelamente ao corpo, para cima e para baixo duas vezes de
forma a ultrapassarem levemente o limite das costas. Exale e deixe os braços caírem.
(4) Inale. Retenha o fôlego novamente. Estique vagarosamente os braços para frente. Segure
com as mãos no punho e volte os braços até tocar no peito. Sacuda o corpo inteiro. Exale
enquanto deixa os braços caírem.
(5) Inale. Balance os braços sobre a cabeça e dobre o corpo para a direita à partir da cintura,
sem dobrar o peito. Concentre nas partes que estão sendo alongadas. Exale enquanto volta à
posição normal. Repita a operação para a esquerda.

(6) Inale. Segure o fôlego e massageie as costelas. Exale.
(7) Inale. Segure o fôlego, bata com as mãos fechadas nos músculos peitorais. Exale.
Nota: A idéia de recarregar prana é liberar força vital individual (Atman) e uni-la com a força vital
universal (Brahman) .
TÉCNICA 6 - PRANA-SUKHA / Respiração curativa : Literalmente, "respiração da alegria, força
vital alegrante". Esta respiração é a mais simples extensão do prana a um ritmo. O praticante
deve conscientemente alterar o tempo desprendido em cada parte dos ciclos de respiração. O
ritmo do Prana Sukha é dito ser perfeito para extração de força vital da atmosfera. A razão da
inspiração - retenção - expiração deve ser de 1:4:2.
A inalação estabelece pela razão exposta o tempo das fases de retenção e exalação de cada
ciclo, ou seja, retêm-se o ar por um tempo quatro vezes maior que gasto na inalação e expele-
se o ar no tempo duas vezes maior que o da inalação.
Deve-se iniciar com inalações quase similares as da respiração involuntária e ir aumentando o
tempo, sempre respeitando que o exercício deve ser confortável e não forçado.
IMPORTANTE : não conte mentalmente ou verbalmente os tamanhos das fases para
estabelecer o ritmo. Contagem é um processo lógico que interfere com a prática abstrata da
medicação. Meça o ritmo focando a mente nos ruídos da inspiração e expiração durante a
respiração e se necessário pelas batidas do coração durante a retenção. Ter um ritmo pela
audição é ideal e ajuda a unir corpo e mente. O Gheranda Samhita sugere : "Ao entrar, a
inspiração faz o som 'SOH' e ao sair o som 'HAM'. Assim a respiração profere a palavra de
poder 'SOHAM' (ou EU SOU). O som sutil reverbera no chakra da raiz, do coração e do terceiro
olho. O Yogi deverá perfazer esta repetição conscientemente".
Outro processo de medida do ritmo é pela concentração no mantra AUM, ou qualquer outro de
preferência do praticante, que deve sentir o ritmo a cada mantra.
3 - Prana aplicado na união tântrica (sexual).
As técnicas mostradas até aqui devem ser dominadas antes de prosseguir, pois formam a base
para explorações mais profundas no Pranayama e Hatha Yoga. Existem muitas respirações
prânicas que podem ser aplicadas diretamente no aprendizado e práticas sexuais tântricas. Um
verdadeiro tantrista deve desenvolver completamente a respiração até que ela ocorra
naturalmente e usar os poderes curativos da respiração para limpar os canais sutis no corpo.
Assim são prevenidos os danos emocionais e físicos advindos das intensas energias criadas
pela união tântrica.
As correntes de energia sexuais, mentais e prânicas são interdependentes.
Controle da respiração é vital para a correta união tântrica; respiração é poder. Não tema o
poder, mas aprenda a usa-lo corretamente.
Acredita-se em uma divisão em cinco dobras do Prana. " O Prana original contém outros quatro
Pranas, cada um governa uma função específica do corpo. Juntos, eles são as cinco respirações
sutis."
O Prana original é visto como um movimento de subida. O Apana é visto como um movimento
de descida. Estes são os mais importantes das cincos respirações sutis. Tantra busca reverter o

fluxo de Prana e Apana, e uni-los, transformando o corpo, a mente e a alma. De acordo com
Krishna no Bhagavad Gita: "Alguns Yogis ofertam o Para ao Apana, outros o Apana ao Prana."
NOTA: tradicionalmente o Prana é considerado 'mais alto' e o Apana 'mais baixo'. Muitos
caminhos espirituais tem esta mesma idéia, mas lembre-se que no Pranayama Tântrico, eles
não são considerados 'bons' ou 'maus', mas sim diferentes fluxos de energia, ambos vitais, a
união dos quais leva à Iluminação. O GORAKASATAKHAM (ensinamentos de um grande Guru
Indiano) declara : "O Atman (alma individual) está em ligação com Prana e Apana. Quem quer
que souber e controlar estas duas forças é um verdadeiro Yogi e saboreará o êxtase da
Liberação. Eleve o Apana e una-o com o Prana. "
As cinco respirações sutis tomam seus lugares no Prana durante o período da retenção do ar
nos pulmões. Inale Prana, como se ele fosse um fluido, mais leve que a água. Durante a
retenção, visualize o ar dividindo em terra, água, ar, fogo e éther. Exale com o fogo, queimando
as impurezas.
Pare brevemente antes da inalação, concentrando nas impurezas retornando à terra para
regeneração.
CROW BEAK ( Esta é a primeira técnica a ser dominada antes da União Tântrica). Dobre a
língua de forma que os lados da língua em contato formem um 'tubo'. Separe os lábios e
posicione o tubo na abertura deles, ficando os lados da língua em contato com o lábio superior e
a parte de baixo da língua em contato com o lábio inferior. Inale pela boca, fazendo o ar entrar
pelo 'tubo' formado pela língua. Retenha.
Exale pelas narinas. Este processo, referido como 'Sithali' ou 'frio', esfria o corpo, ativa o fígado
e o baço e fortalece os pranas da 'visão e audição'.
UNIÃO DO PRANA E APANA Simbolismo solar e lunar são centrais para o Tantra, como são
para muitos outros ensinamentos místicos tanto do leste quanto do oeste. Muitos ensinamentos,
interessantemente, tem significado similar: a antiga Tradição Hebréia considera o sol masculino
e paternal, a lua feminina e maternal. A Tradição Taoísta chinesa considera o Sol Yang/ quente /
masculino, e a lua Yin/ fria/feminina. HA: Literalmente SOL. THA: Literalmente Lua. YOGA:
Derivada da palavra raiz YUG, significa 'par' ou 'parelha'. HATHA YOGA = União do Sol e Lua.
Hatha Yoga é derivada do PRANAYAMA. A respiração é ligada às influências celestiais,
portanto, quando a respiração é controlada,as influências são controladas. A síntese de HÁ e
THA traz equilíbrio, união, o objetivo de todos Yogis.
Tantra associa o Sol com o lado direito do corpo, c/ energia masculina, c/ o elemento Fogo, c/ a
cor vermelha e o intelecto. A energia solar é armazenada no plexo solar (3º chakra, na nave
abdominal), sua energia tem o fluxo de subida (prânica) e é considerada energia celestial.
A Lua é associada com o lado esquerdo do corpo, c/ energia feminina, de qualidade fria (Soma),
de cor branca, c/ o elemento Água, e c/ o processo intuitivo. Energia Lunar é armazenada entre
o Chakra do terceiro olho (6º Chakra principal - Ajna) e o Chakra da Coroa (7º Chakra principal),
aproximadamente no centro da testa (Chakra Soma) em um portal em formato de crescente.
Sua energia tem um fluxo de descida (Apanica) e é considerada energia terrena.
A união das duas pode ser conseguida meditativamente no Savasana com a assistência de
visualização. Com ou sem visualização, PRANAYAMA tem técnicas para unir conscientemente
HÁ e THA, ambos dentro do indivíduo e dentro de um casal Tântrico. Alguns exemplos de
técnicas prânicas Solares/Lunares são dadas a seguir:
ANOLOMA - VILOMA PRANAYAMA - Respiração por narinas alternadas. Também chamada

RESPIRAÇÃO SOLAR-LUNAR. A maior chave do controle da energia sexual. Respiração Solar
= Shiva, energia transcendente; Lunar=Shakti, energia criativa. Quando ambas existem em
equilíbrio, a força vital viaja por toda coluna espinal, revificando os chakras.
A respiração Solar-Lunar empregada em união tântrica provê uma trilha que impele o ATMAN na
direção evolucionária em direção a união cósmica e iluminação. Mas esta respiração deve ser
controlada antes através da prática do Tantra *branco* solitário, a união do HÁ com o THA
dentro de si mesmo.
TÉCNICA: Sente-se ereto na posição de lótus ou com a pernas cruzadas. Costas e cabeças
eretos. O ritmo da respiração/retenção/expiração pode ser 1/1/1 ou 1/4/2, como na respiração de
cura ensinada anteriormente.
1 - Pegue a mão direita, dedos indicador e médios dobrados até a palma da mão.
2 - Coloque a mão sobre o nariz. Exale.
3 - Feche a narina direita com o polegar direito. Inale pela narina esquerda, focando
mentalmente no fluxo do ar e na energia vital entrando.
4 - Use o polegar e o dedo anelar para fechar ambas as narinas. Retenha.
5 - Solte o polegar e expire pela narina direita, mantendo a narina esquerda fechada pelo dedo
anelar.
6 - Inale pela narina direita, focando a mente como anteriormente.
7 - Feche ambas as narinas e retenha.
8 - Exale pela narina esquerda, soltando o dedo anelar.
Isto constitui um ciclo completo da respiração Solar/Lunar. Comece com 5 a 10 repetições por
ciclo, trabalhando para aumentar gradualmente as repetições por ciclo, mas sem forçar ao nível
do desconforto.
HÁ-THA solo ou *branca*: A respiração traz benefícios físicos: Balanceando a respiração ajuda
em conseguir controle dos processos parasimpáticos como a batida do coração, circulação e
temperatura corpórea.
Age como um tranquilizante natural, acalmando os nervos, liberando tensão e aquietando a
mente. Misticamente, ajuda o indivíduo a unir as suas próprias forças e ganhar ascendência
sobre Prana/Apana, que juntos são iguais a própria energia vital.
O GHERANDA SAMHITA ilustra uma forma Tântrica meditativa *branca* de respiração
Solar/Lunar: "Contemple a primordial semente de som YANG, do elemento ar e chakra
cardíaco, e visualize esta sílaba como de uma cor esfumaçante, preenchida de energia. Inspire
pela narina esquerda, repetindo a sílaba (YANG) mentalmente 16 vezes. Retenha a respiração
repetindo mentalmente a sílaba 64 vezes e então exale todo ar pela narina direita, enquanto
repete mentalmente a sílaba 32 vezes."
Pranayama praticado por casal Tântrico, antes da união sexual.

Rama Dass ilustra uma técnica para um casal combinar tantra com mantra] através do prana.
"Experimente o outro como um espelho de si mesmo, identifique a natureza dual de cada
parceiro, renda-se ao fluxo impessoal destas energias e, finalmente, juntem-se naquela união
implícita. Ambos os parceiros sentam-se em uma posição confortável olhando um para o outro.
O olhar é fixado no olho direito do outro e a respiração coordenada de tal forma que a inspiração
de um é a expiração do outro. A respiração é lenta, profunda e confiante.
Uma vez que a coordenação é estabelecida, ambos os parceiros devem visualizar as ondas de
energia que resultam da respiração, indo para dentro e para fora. Depois de um período curso,
um parceiro começa a dizer, em voz alta, AUM, enquanto expira, direcionando o AUM para o
chakra cardíaco do outro. O segundo parceiro, no momento de sua expiração, realiza a mesma
prática do primeiro, e assim por diante, alternadamente. O período final pode ser executado de
olhos fechados enquanto mantém-se a respiração coordenada e a entonação do mantra AUM.
Prana durante a união tântrica
Quando estiverem prontos para o a prática sexual tântrica, o princípios Shiva e Sakthi unem-se
dentro de si mesmos e com o outro. Existe uma convergência e sincronização de suas
respirações e energias vitais, unindo-se em um vórtice onde a troca de energias sutis ocorrem.
Ficando-se na posição de lado causa a dominação da respiração pela narina oposta. Os Tantras
declaram que durante a união sexual, o homem deve conscientemente respirar pela sua narina
direita o ar exalado pela narina esquerda da mulher. Fazer sexo face-a-face com cada casal
deitado de lado facilita naturalmente esta troca (Homem deitado sobre seu lado esquerdo,
mulher deitada sobre seu lado direito, ambos face-a-face).
Um texto Tântrico declara: "Pela meditação na respiração durante o ato sexual, o praticante
pode aproveitar a energia vital do outro com a sua própria energia vital e vice-versa. " Durante a
união Tântrica, o comprometimento do casal é TOTAL, enquanto durar o ato em si, por algum
tempo após, por toda a vida ou por toda a Eternidade. A troca de energia vital, quando feita
como o propósito do Compromisso Tântrico, une as almas dos praticantes por toda Eternidade,
transcendendo o 'Até que a morte os separe'.
Pensamento final de alguns mestres
"A respiração solar leva a transcendência; a respiração lunar é a doação da forma à substância.
Sua união evoca o Eterno."
- Prana Upanisad.
"Quando a respiração é inconstante, tudo é inconstante, quando a respiração é tranqüila, tudo é
tranqüilo. Controle a respiração cuidadosamente. Inalação dá força e um corpo controlado,
retenção dá estabilidade e longevidade, expiração purifica o corpo e o espírito"
- Goraksasathakam.
"O oráculo da respiração revela seus segredos aqueles que conhecem as chaves. Os elementos
na respiração são conhecidos como fogo, água, terra, ar e ether".
- Swara Chinthamani.
As táticas e princípios descritos foram tirados de tradicionais textos sagrados, com alguns
comentários adicionais pela Yogini Padma Ushas Suryananda, Yogini da dança Tântirica de Kali
Yuga.
TAT TWAT ASI
HARI AUM TAT SAT
AUM SHANTI

NAMASTE
TAT TWAM ASI

YULE


SOLSTÍCIO DE INVERNO ou YULE
Data: Por volta de 21 junho(HS)/por volta de 21 de dezembro(HN)
Nomes alternativos: Yule, Retorno do Sol e Dia de Fionn
Cor: vermelho, verde, dourado, branco
Símbolo: sempre viva, tronco de árvores
Deuses: recém nascidos, Deusas Triplas e Virgens
Cristais: rubi, granada, olho de gato
Alimentos: bolos de frutas, nozes e pães variados
Bebidas: vinho quente e frio, e champanhe
Frutas: uvas, maçãs, melões e ameixas
Incenso: Mirra, Absinto, Pinus, Almíiscar, Selo de Salomão, Hera, Escamônea, Estoraque e Incenso de Igreja.
Obs: estes incensos são usados tanto para o Equinócio de Outono como para o Solstício de Inverno. É usado na entrada de Sol em LIBRA, o primeiro dia do Outono e em CAPRICÓRNIO,o dia mais curto do ano, quando renasce da escuridão para trazer de volta a Primavera.
Se comemora o nascimento do novo filho da Deusa, o Deus Cornífero renovado e forte. No Hemisfério Norte, Yule é comemorado na época de natal, com quase o mesmo significado que da festa cristã.
As bruxas pedem proteção, coragem e novas oportunidades. São enfeitadas árvores como pinheiro ou carvalho, pendurando frutas pequenas, guirlandas de folhas e saches de ervas aromáticas (muito parecidas com as árvores de natal).
É interessante acrescentar que a maioria dos feriados cristãos, tem correlação com os pagãos, sendo que o último tem procedência bem mais antiga. Ex: Samhaim , a noite das almas (dia das bruxas), os católicos transformaram em “Noite de Todos os Santos”, e assim por diante...

RITUAL DE YULE

MATERIAL
Árvore de Yule (Pinheiro)
Velas vermelhas
Alimentos e bebidas descritas acima
Iniciar traçando o círculo de proteção e monte o altar. Coloque a árvore no centro do círculo e acenda as velas vermelhas em homenagem ao Deus Cornífero que acaba de renascer. Neste dia faça um feitiço de proteção.
Feche o círculo de proteção.
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YULE
Sua comemoração acontece por volta do dia 21 de junho. Nesse período a Deusa da a luz a seu filho e amante, o Deus Cornífero. Yule é um tempo de grande escuridão, da mais longa noite do ano, quando o inverno se estabelece. Entre os antigos povos primitivos, era o dia em que imploravam que o inverno não fosse por demais rigoroso e que as forças da natureza estivessem sempre ao seu lado. Como o Deus Cornífero também é o Sol, Yule marca o renascimento desse astro dentro da Roda do Ano.
No período de Yule, devemos ornamentar nosso altar com azevinho, folhas de figueira ou cipreste e manter velas acesas simbolizando o retorno da luz do Sol. Esse é o tempo da realização de feitiços e preparação de amuletos voltados para a proteção.
Em Yule, honramos a Deusa no seu aspecto divino e eterno de Mãe, sendo o Deus sua criança divina, o novo ano solar.
ERVAS TÍPICAS: Louro, Camomila, Alecrim, Sálvia, Zimbo, Cedro e outras.
COMIDAS TÍPICAS: castanhas, frutas como a maçã e peras, bolos de castanhas embebidos de cidra, chás de gengibre ou hibisco.
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Yule – O Nascimento da Criança da Promessa
Por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte
&
Por volta de 21 de junho no hemisfério Sul

Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega.
É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, quando o Catolicismo tentava se estabelecer na Europa. O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte. As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.
O Nascimento de um Deus no Solstício de Inverno não é exclusivo do Catolicismo, pois muitos “bebês divinos” nasceram nesta época. Mistras é um exemplo claro disso.
Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os Pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas (símbolos fálicos relacionados ao Deus) encimada por um Pentagrama, o símbolo da Bruxaria. As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (Yule Log) queimando no fogo são todos costumes Pagãos.
Yule, o Solstício de Inverno, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.
Muitos Pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.
Esse Sabbat representa o retorno da luz. Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra. Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.
Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem vistiadas pelas Corn Dollies.
Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”. Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.
A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.
O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes era colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.
As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.
A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.
Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.
Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.

Correspondência de Yule
Cores: vermelho, verde, dourado e branco.
Nomes Alternativos: Solstício de Inverno, Winter Rite, MidWinter, Alban Arthan, Carr Gomm, Retorno do Sol, Dia de Fionn.
Deuses: o Deus, como a Criançada Promessa, e a Deusa, como a Mãe.
Ervas: azevinho, carvalho, visco, alecrim, urze, cedro, pinho, louro.
Pedras: rubi, granada, olho-de-gato.
Atividades:
• Cantar com a família.
• Decorar a árvore de Yule.
• Pintar cones de pinheiro como símbolos das fadas e pendurar na árvore de Yule.
• Tocar sinos para homenagear as fadas.
• Colocar guirlandas na porta principal de casa.
• Espalhar visco pela casa.
• Colocar sementes de flores e alpiste do lado de fora para os pássaros.
• Colher folhas verdes no dia de Yule e queimá-las em Imbolc para afastar o Inverno e invocar os poderes da Primavera.
• Fazer uma boneca de milho.
• Fazer uma Tora de Yule.

Comidas e Bebidas Tradicionais: bolos de frutas, nozes, pães variados, vinho quente e frio, uvas e maçãs, melões.

Fazendo uma Tora de Yule (Yule Log)
Uma Tora de Yule tradicionalmente é feita de carvalho, mas qualquer outro tronco de árvore pode substituí-lo.
Antigamente era utilizado para proteger a casa. A tora do ano anterior era queimada na lareira, enquanto uma nova era decorada e colocada no lugar da antiga.
Para fazer uma Tora de Yule você vai precisar de:
• Uma fita vermelha, uma fita verde e uma fita dourada;
• Ramos verdes;
• Uma tora de madeira.
Enfeite a tora com ramos verdes e amarre-os com as fitas vermelha, verde e dourada. Enquanto enfeita a tora, peça à Deusa que o seu lar seja protegido e abençoado.
Guarde-a em um lugar de destaque em sua casa até o ano seguinte, no qual ela deverá ser queimada e substituída por uma nova.

Tora de Yule Alternativa
Esta Tora de Yule é ideal para enfeitar o Altar na celebração do Sabbat. Você precisará de:
• Uma vela branca, uma vela preta e uma vela vermelha;
• Fitas verdes, vermelhas e douradas;
• Ramos verdes;
• Um tronco fino de aproximadamente 30 cm e com três furos subseqüentes ao longo da madeira.
Enfeite o tronco com as fitas e com os ramos verdes. Coloque um avelã em cada furo. Coloque a Tora de Yule sobre o Altar e acenda as velas como parte de cerimônia do Sabbat.

Árvore de Yule
A Árvore de Yule é um costume pagão que perdurou por séculos, tanto que foi incorporado nas celebrações natalinas realizadas no Solstício de Inverno, que no hemisfério Norte ocorre em dezembro, como parte integrante de suas Tradições.
A Árvore de Yule é uma forma simples de homenagear os elementos e pedir proteção.
Para fazer a árvore você precisará de:
• Um pequeno pinheiro verde;
• Pequenas bolas multicoloridas de preferência pintadas por você;
• Símbolos como Sol, Lua e estrelas;
• Pequenas velas.
Enfeite o pinheiro com as bolas coloridas, os símbolos de Sol, Lua, estrelas e espalhe as velinhas pelos ramos do pinheiro.
Na noite de Yule, acenda todas as velas da árvore, fazendo um pedido para cada vela acesa.
Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e o Deus, a Sagrada Criança da Promessa, que nasce novamente nesse dia.

Ritual de Yule
Material necessário:
Uma vela dourada;
Uma vela branca;
Uma vela verde;
Uma vela vermelha;
Folhas de louro;
Um sino;
Taça com vinho.
Procedimentos: Fixe a vela dourada no interior do seu Caldeirão. Disponha a vela vermelha do lado direito do seu Altar, a vela verde do lado esquerdo e a branca ao centro.
Trace o Círculo Mágico e então diga:

Hoje, invoco os poderes do Espírito da luz.
Uno minha força mágica à energia da Criança da Promessa para que o Sol renasça.
Acenda a vela vermelha e diga:

Com esta vela eu honro todos os espíritos do Fogo.

Acenda a vela verde e diga:

Com esta vela eu honro todos os espíritos da Natureza.

Acenda a vela branca e diga:

Com esta vela eu celebro o Espírito do Inverno.

Acenda a vela dourada, que está dentro do Caldeirão, e diga:

Com esta vela, que se encontra na escuridão do ventre da Deusa, eu honro a Criança da Promessa que nasce agora e traz o retorno da luz.

Eleve os seus braços aos céus e diga:

Pelo chifre e pela luz
Celebro e dou boas-vindas à Criança da Promessa, ao Sol renascido que nasce entre os vales, rios e montanhas.
Seja bem-vinda, Criança Divina.

Pegue as folhas de louro e macere-as em suas mãos, fazendo um pedido à Deusa e ao Deus Sol. Coloque-as no Caldeirão junto com a vela. Toque o sino por três vezes e diga:

Abençoados sejam a Deusa e o Deus que giram mais uma vez a Roda da Vida. Dou as boas-vindas a Yule e celebro o movimento eterno da Natureza.
Que a luz do Deus brilhe e que todos sejam por ela.

Eleve a Taça de vinho, dizendo:

Eu bebo este vinho em homenagem à Deusa e à Criança do Sol.

Beba o vinho e faça uma libação.
Cante e dance em homenagem aos Deuses.
Destrace o Círculo.




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Yule

Primeiro dia do inverno (Solstício do Inverno).
Em 2004, no Hemisfério Sul, ocorre no dia 20 de Junho, às 21h57min (Horário de Brasília).

Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. é o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.

Nesse Sabbat os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.

Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)

A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.

A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.

Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.

Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.
Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.
Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.


Ritual do Sabbat Yule

Comece erguendo um altar voltado para o norte. Em torno dele, trace um círculo com cerca de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Decore o altar com azevinho, visco ou qualquer outra erva sagrada para este Sabbat.

Coloque uma vela de altar branca no centro do altar. à sua esquerda coloque um cálice com vinho tinto ou sidra e um incensório. Qualquer uma das seguintes fragrâncias de incenso é apropriada para esse ritual: louro, cedro, pinho ou alecrim. à direita da vela coloque um punhal consagrado e um prato com sal. Por trás do altar, um galho de carvalho de Natal com 13 velas vermelhas e verdes enfeitando-o.

Pegue o punhal com a mão direita e tire um pouco de sal com a ponta da lâmina. Deixe-o cair no círculo. Repita três vezes e diga: ABENçOADO SEJA ESTE CíRCULO SAGRADO DO SABBAT EM NOME DO GRANDE DEUS. O SENHOR DIVINO DAS TREVAS E DA LUZ, O DEUS DA MORTE E DE TODAS AS COISAS DO ALéM, ABENçOADO SEJA ESTE CíRCULO SABRADO DO SABBAT EM SEU NOME.

Coloque o punhal de volta em seu lugar no altar. Após acender o incenso e a vela, mais uma vez pegue o punhal com a mão direta. Mergulhe a lâmina no cálice e diga: OH GRANDE DEUSA, MãE TERRA DE TODAS AS COISAS VIVAS, NóS NOS DESPEDIMOS, POIS VAMOS DESCANSAR. ABENçOADO SEJA! E NóS TE DAMOS AS BOAS-VINDAS, OH GRANDES DEUS DA CAçA, PAI TERRA DE TODAS AS COISAS VIVAS. ABENçOADO SEJA! áGUA, AR, FOGO, TERRA, NóS CELEBRAMOS O RENASCIMENTO DO SOL. NESTA NOITE ESCURA, A MAIS LONGA, ACENDEMOS O LUME DAS VELAS SAGRADAS.

Coloque o punhal de volta no altar. Pegue o cálice com ambas as mãos e, enquanto o leva aos lábios, diga: BEBO ESTE VINHO EM HONRA A TI, OH DEUS DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. AGRADECEMOS A TI PELA LUZ DO SOL. SALVE, OH GRANDE CORNíFERO!

Beba o vinho e coloque o cálice no seu lugar no altar. Acenda as 13 velas no ramo da árvore de Natal e encerre o Ritual do Solstício de Inverno, dizendo: O FOGO DO RAMO SAGRADO DO NATAL ARDE, A GRANDE RODA SOLAR GIRA MAIS UMA VEZ. QUE ASSIM SEJA!

Celebre, com alegria, num banquete com a família e os amigos até que a última vela da árvore se apague.

Fonte: Wicca - A Feitiçaria Moderna, de Gerina Dunwich

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Yule
Yule é o solstício de inverno, marcando a noite mais longa e o dia mais curto do ano. Os dias agora começam a se prolongar e as noites a encurtar, até Litha, quando atingem novamente o equilíbrio. Assinala o início de um novo ciclo e a passagem para a metade clara do ano.
É o festival de renascimento do Sol e de glorificação do deus, invocando aqueles ligados à fertilidade, jovialidade e juventude.
Este é o momento de se planejar detalhadamente tudo o que se pretende alcançar e obter no novo ciclo.
É o tempo de se colher o visco, planta sagrada símbolo do festival, que deve ser colhido com athame e usado como talismã de boa sorte e proteção.
Confecciona-se guirlandas de pinhas e frutas secas, simbolizando a roda do ano. As oferendas devem ser feitas embaixo de pinheiros.
O elemento central é o tronco com três velas, a Tora de Yule, ou mesmo um pequeno pinheiro, a Árvore de Yule, enfeitado com dez estrelas (representando as constelações), dez globos prateados (os planetas) e uma deusa ou anjo no topo.
É interessante encerrar o ritual com uma cerimoniosa troca de presentes, preferencialmente passando para outra pessoa algum objeto que foi importante durante o ciclo, para que traga felicidades ao presenteado.
Na tradição druídica encenava-se a disputa entre o Rei do Carvalho, regente da metade clara do ano, e o Rei do Azevinho, regente da metade escura, vencendo o Rei do Carvalho, simbolizando o fortalecimento do Sol pelos próximos seis meses.
Elementos Ritualísticos Visco Árvore de Yule Tora de Yule
Elementos Ritualísticos
As velas são vermelhas, verdes, douradas, brancas.
O altar deve ser enfeitado com guirlandas de pinhas, flores secas, nozes, sinos, fitas coloridas e galhos de pinheiro e cedro.
Os incensos, essências ou defumações são de louro, carvalho, junípero, pinheiro, alecrim, sândalo, cedro, canela.
As plantas sagradas são o louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim, urze, sálvia, camomila, zimbo.
As pedras são a granada, a esmeralda, o rubi, o diamante, cristal de rocha, olho de gato.
Os alimentos sagrados para a cerimônia são o peru assado, as nozes, bolos de frutas, bolos redondos de alcaravia, gemada, uvas, maçãs, melões, castanhas, pêras, vinho quente com especiarias, chá de gengibre ou hibisco, sidra.
Árvore de Yule
A tradição originou-se no antigo costumes que algumas civilizações tinham de trazer uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o inverno. Sinos eram colocados nos galhos das árvores e os espíritos da Natureza eram presenteados. As pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o inverno como a árvore que recebia os enfeites.
As luzes e os ornamentos, como sol, lua, estrelas e globos qie faziam parte da decoração das árvores representavam os espíritos da Natureza. A árvore em si representa a continuação da vida e a fertilidade masculina.
Enfeite um pequeno pinheiro com globos representando os planetas, estrelas representando as constelações, símbolos de sol e lua, imagens de elementais, sinos representando a fertilidade feminina e pequenas velas, que deverão ser acesas, uma para cada pedido que fizer.
Tora de Yule
As antigas civilizações tinham o costume de queimar a Tora de Yule. tendo como propósito iluminar as horas negras da longa noite de Yule. Esse costume é conhecido na maioria dos países europeus, principalmente na França e Itália, onde a tora é chamada de ceppo. Esta tradição persistiu em Quebec e na França até o último quarto do século XIX. Seu desaparecimento coincide com a troca das grandes lareiras por fornos de ferro fundido, sendo que as toras de famílias cristãs eram queimadas na lareira, pela mãe ou filhas. A grande tora foi então trocada por uma menor, freqüentemente enfeitadas com velas e folhagens, colocadas no centro da mesa como decoração de Natal.
Na tradição germ6anica espalha-se as cinzas sobre os campos para manter seus restos carbonizados até a próxima colheita, transferindo assim a fertilidade de uma estação para outra por um objeto carregado, como grão ou seus sub-produyos.
Faça libações borrifando óleo, sal e vinho quente numa grande tora de madeira. Queime sempre a tora enfeitada no Yule anterior, enfeitando uma nova com símbolos daquilo que deseja atrair para seu novo ciclo. As cinzas desta tora podem ser usadas para proteção.
Enfeite a Tora com fitas nas cores correspondentes aos seus pedidos, ramos verdes e acenda três velas fixadas no tronco nas cores principais do sabbath (verde, vermelho e dourado ou amarelo)
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O altar é decorado com plantas como pinho, alecrim, louro, zimbro e cedro, os quais podem ser utilizados para marcar o Círculo de Pedras. Folhas secas também podem ser colocadas sobre o altar.

Encha o caldeirão - no altar e sobre uma superfície à prova de fogo (ou diante do altar se for muito grande) - com algum líquido inflamável (álcool), ou então coloque uma vela vermelha em seu interior. Em rituais externos, prepare uma fogueira sob o caldeirão, a ser acessa durante o ritual.

Prepare o altar, acenda as velas e o incenso, e crie o círcule de Pedras.

Recite o Canto da Bençãos.

Invoque a Deusa e o Deus.

De pé, diante do caldeirão, contemple seu interior. Diga estas palavras ou outras semelhantes:
Não me aflijo, embora o mundo esteja envolto em sono.
Não me aflijo, embora os ventos gélidos soprem.
Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda.
Não me aflijo, logo isto também será passado.


Acenda o caldeirão (ou a vela), usando fósforos longos ou uma vela. Enquanto as chamas crepitam, diga:
Acendo este fogo em Sua honra, Deusa mãe.
Você criou vida a partir da morte; o calor do frio;
O sol vive novamente; o tempo de luz está crescendo.
Bem-vindo, Deus Solar que sempre retorna!
Salve, mãe de Tudo!


Circule o altar e o caldeirão lentamente, no sentido horário, observando as chamas. Repita o seguinte por algum tempo;
A roda gira, o poder queima.


Medite sobre o Sol, sobre as energias ocultas que adormecem durante o inverno, não apenas na Terra, mas em nós mesmos. Pense no nascimento não como o início da vida, mas sim como sua continuação. Dê as boas-vindas ao retorno do Deus.

Após algum tempo, pare e, novamente de pé diante do altar e do caldeirão no fogo, diga:
Grande Deus do Sol,
Saúdo o Teu retorno.
Que brilhes sobre a Deusa;
Que brilhes sobre a Terra,
Espalhando as sementes e fertilizando o solo.
A Ti Todas as bênçãos,
Ó Renascido do Sol!


Trabalhos de mágia se necessários, podem-se seguir.

Celebre o Banquete Simples.

O círculo está desfeito.

Retirado de: "Guia Essencial da Bruxa Solitária", da autoria de Scott Cunningham.

YULE - SOLSTÍCIO DE INVERNO
(21 de Dezembro) H. Norte / (21 de Junho) H. Sul

Esse é o Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol se aproxima da Terra, e a escuridão do inverno ameaça ir embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus renovado e forte, ainda bebê. É importante notar que no hemisfério norte o Yule é comemorado na mesma época do Natal, e que tem significado muito parecido com o feriado cristão: o nascimento do Deus renovado e forte, ainda bebê. É importante notar que no hemisfério norte o Yule é comemorado na mesma época do Natal, e que tem significado muito parecido com o feriado cristão: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Terra. O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é um hábito totalmente pagão: o Pinheiro, o azevinho, e tantas outras árvores tão utilizadas no Natal são árvores cujas as folhas perenes e sempre verdes, e por isso simbolizam a continuação da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade, e anunciam os espíritos que possam estar presentes. É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é reverenciado como CRIANÇA PROMETIDA. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época do altar. Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois está é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior.

COMEMORANDO O YULE

O altar é decorado com plantas como pinho, alecrim, louro, zimbo e cedro, os quais podem ser utilizados para marcar o Círculo. Folhas secas também podem ser colocadas no altar. Encha o caldeirão - no altar e sobre uma superfície à prova de fogo - com algum líquido inflamável(álcool), ou então coloque uma vela vermelha dentro do caldeirão. Em rituais externos, prepare uma fogueira sob o caldeirão, a ser acesa durante o ritual. Prepare o Altar, acenda as velas e o incenso, crie o círculo, invoque a Deusa e o Deus. de pé diante do caldeirão, contemple seu interior. Diga estas palavras ou outras semelhantes. "Não me aflijo, embora o mundo esteja envolto em sono. Não me aflijo, embora os ventos gélidos soprem. Não me aflijo, embora a neve caia dura e profunda. Não me aflijo, logo isto também será passado." Acenda o caldeirão(ou a vela),usando fósforos longos ou uma vela, Enquanto as chamas crepitam, diga: Acendo este fogo em sua honra, Deusa Mãe. Você criou vida a partir da morte; o calor do frio; O sol vive novamente; o tempo de luz está crescendo. Bem - vindo, Deus Solar que sempre retorna! Salve, mãe de Tudo! Circule o altar e o caldeirão lentamente, no sentido horário, observando as chamas. Repita o seguinte por algum tempo: A roda gira, o poder queima! Medite sobre o Sol, sobre as energias ocultas que adormecem durante o inverno, não apenas na Terra mas em nós mesmos. Pense no nascimento não como o início da vida, mas sim sua continuação. Dê boas vindas ao Deus. Após algum tempo, pare e novamente de pé diante do altar e do caldeirão no fogo, diga: Grande Deus do Sol, Saúdo o Teu retorno. Que brilhes sobre a Deusa; Que brilhes sobre a Terra, Espalhando as semente e fertilizando o solo. A Ti todas as bênçãos, Ó renascido do Sol! Trabalhos de magia, se necessários, podem-se seguir! Celebre o banquete simples. O circulo está desfeito.

ERVAS TÍPICAS DO YULE

Louro, Camomila, Alecrim, Sálvia, Zimbo, Cedro e outras.

COMIDAS TÍPICAS DO YULE

Carne de porco, castanhas, frutas como a maçã e pêras, bolos de castanhas embebidos de cidra, chás de gengibre ou hibisco.


www.ordreligion.com.br

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O Sabbat Yule é o Sabbat em que a Deusa se tornará Mãe. Embora envelhecida no
Samhain, ela agora é a Mãe dando a luz. O Deus morto no último Sabbat (Samhain,
31 de outubro) renasce
como seu próprio filho, que é intensamente esperado, afinal Ele é a Criança da
Promessa, que vem trazer, em meio à escuridão da noite mais longa do ano no
hemisfério norte, a esperança da volta do Sol. Yule é um tempo de esperança, um
tempo de celebrar a alegria no nascimento da Luz. Yule é tempo de bençãos e de
partilhar com seus familiares e amigos a alegria, o carinho com que a Deusa
generosamente nos convida para a vida. Faça sua árvore de Yule, enfeitando um
pinheiro com as tradicionais bolas de vidro coloridas, flores e laços , maçãs e
pinhas, imagens do Sol e pentáculos. As cores para velas, roupas e toalhas são o
verde e o vermelho. Faça um rocambole representando o Tronco de Yule,
enfeitando-o com chantilly e cerejas e algumas folhas. O Tronco de Yule também
deve estar na sua mesa, um tronco de madeira ladeado por galhos de pinheiro,
pinhas e com 3 velas vermelhas em cima. Aproveite esta época para trocar
presentes, comemorando o Deus de Chifres renascido, mas não compre presentes
novos. Use este tempo para encontrar entre objetos de poder seus, objetos que
já foram importantes, algum objeto que, embora ainda útil, estaria servindo
melhor a um amigo ou parente seu. Esse costume obedece à filosofia xamânica de
renovação contínua de energia , para que nada fique estagnado.

Incenso de Yule
Folhas de pinheiro
Canela
Olíbano
Cascas secas de maçã
Mirra

Óleo de bençãos de Yule
Óleo de amêndoa
Essência de pinho
Canela em pau
1 colher de sopa cheia de cravos (especiaria)
essência de almíscar
finos pedaços de casa de canela em pó
1 quartzo branco
1 granada
1 citrino

Refeição de Yule
Peru assado (recheie com cogumelos passados na manteiga e temperados com sálvia
, cebola, nozes picadas e manjericão, misturados a dois ovos cozidos
esfarelados)

Arroz de passas

Fatias escocesas - Corte fatias de pão, forre uma assadeira untada com azeite de
oliva e molhe as fatias com ½ copo de leite. Cubra o pão com fatias finíssimas
de carne temperada, batata e cebola. Tempere com sal e cebola a gosto e leve ao
forno por meia hora. Bolo tronco Licor de Yule
6 ovos
½ xícara de rum
½ xícara de whisky
½ xícara de licor de cacau ou creme irlandês
1 e ½ litro de leite
1 xícara de açúcar
Modo de fazer: Bata as gemas com o açúcar e reserve. Bata as claras em neve,
adicione as gemas mexendo lentamente, adicione os outros ingredientes mexendo
com cuidado. Ao servir, salpique cada copo com nozes picadas.

( Aos que não desejam beber álcool, sugiro uma bebida composta de leite, maçãs
picadas, chocolate em pó e canela)

Que as bençãos da Criança Prometida e da Deusa Mãe iluminem todos os seus dias!
Blessed Be!

Mavesper Cy Ceridwen
A Deusa dá à luz um filho, o Deus, no Yule. De modo algum isto é uma adaptação do cristianismo. O solstício de inverno é há muito visto como um período de nascimentos divinos. Diz-se que Mitras nasceu nesse período. Os cristãos simplesmente o adotaram a seu uso em 273 E. C. (Era Comum).
O Yule é uma época de grande escuridão e este é o menor dia do ano. Povos antigos notaram tais fenômenos e suplicaram às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Os wiccanos ocasionalmente celebram o Yule pouco antes da aurora, e a seguir observam o nascer do sol como um final apropriado para seus esforços.
Uma vez que o Deus é também o Sol, isto assinala o ponto do ano no qual o Sol também renasce. Assim, os wiccanos acendem fogueiras ou velas para saudar o retorno da luz do Sol. A Deusa, inativa durante o inverno de Sua gestação, repousa após o parto.
O Yule é remanescente de antigos rituais celebrados para acelerar o fim do inverno e a fartura da primavera. Para os wiccanos contemporâneos, é um lembrete de que o produto final da morte é o renascimento, um pensamento reconfortante nestes dias de desassossego.
Festa do Inverno (Yule)
É o Solstício de Inverno, a noite mais longa do Ano. A partir desse dia, o Sol aproxima-se da Terra e a escuridão do Inverno ameaça ir-se embora. É quando a Deusa dá à luz seu novo filho, o Deus renovado e forte, ainda bebé. É importante notar que no hemisfério Norte, Festa do Inverno (Yule) é comemorado na mesma época do Natal e que tem um significado muito parecido com aquele adaptado pelo cristianismo: o nascimento do Deus menino, filho de um Deus maior, aquele que trará a esperança à Humanidade.
O hábito de trazer pinheiros para dentro de casa é um hábito tradicionalmente pagão: o pinheiro, o azevinho e outras tantas árvores tão utilizadas no Natal são, árvores cujas folhas são perenes e sempre verdes e por isso, simbolizam a continuidade da vida. Os sinos são símbolos femininos de fertilidade e anunciam os espíritos que possam estar presentes.
É interessante notar que a maioria dos feriados cristãos tem alguma relação com os feriados Pagãos (por exemplo, Samhain (Tempo dos Idos), a noite de todas as almas, que se transformou em Noite de Todos os Santos), apesar de ninguém pensar sobre o assunto....

ESSE TEXTO NÃO É MEU!

domingo, 21 de junho de 2009

LITHA


O Solstício do Verão (ou Meio do Verão, Alban Hefin ou Litha), também conhecido como Dia de São João, na Europa, marca do dia mais longo do ano, quando o Sol está no seu zênite. Para os Bruxos e os Pagãos, esse dia sagrado simboliza o poder do sol, que marca um importante ponto decisivo da Grande Roda Solar do Ano, pois, após o Solstício do Verão, os dias se tornam visivelmente mais curtos.

Em certas tradições wiccanas, o Solstício do Verão simboliza o término do reinado do ano crescente do Deus Carvalho, que é, então, substituído pelo seu sucessor, o Deus Azevinho do ano decrescente. (O Deus Azevinho reinará até o Sabbat do Inverno do Natal, o dia mais curto do ano.)

O Solstício do Verão é uma época tradicional, em que os Bruxos colhem as ervas mágicas para encantamentos e poções, pois acredita-se que o poder inato das ervas é mais forte nesse dia. é o momento ideal para as divinações, os rituais de cura e o corte de varinhas divinas e dos bastões. Todas as formas de magia (especialmente as do amor) são também extremamente potentes na véspera do Solstício do Verão, e acredita-se que aquilo que for sonhado nessa noite se tornará verdade para quem sonhar.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Verão são vegetais frescos, frutas do verão, pão de centeio integral, cerveja e hidromel.

Incensos: olíbano, limão, mirra, pinho, rosa e glicínia.
Cores das velas: azul, verde.
Pedras preciosas sagradas: todas as pedras verdes, especialmente a esmeralda e o jade.
Ervas ritualísticas tradicionais: camomila, cinco-folhas, sabugueiro, funcho, cânhamo, espera, lavanda, feto masculino, artemísia, pinho, rosas, erva-de-são-joão, tomilho selvagem, glicínia e verbena.


Ritual do Sabbat Litha

O ritual que se segue é tradicionalmente realizado pelos Bruxos numa clareira na floresta, num grande jardim afastado, no topo de uma colina ou em qualquer outro lugar da Natureza. Comece arrumando pedras no chão para formar um grande círculo com cerca de 3m de diâmetro. Com uma espada cerimonial consagrada ou uma longa vareta de madeira (preferivelmente uma vara de sorveira recentemente cortada), trace o símbolo poderoso e altamente mágico de um pentáculo (estrela de cinco pontas) dentro de círculo de pedras. Acenda cinco velas verdes para simbolizar os poderes da Natureza e a fertilidade, e coloque uma em cada ponta do pentagrama, começando pelo leste e continuando em movimento destrógiro.

Monte um altar ou coloque uma pedra grande e achatada no centro do pentagrama voltada para o norte, como um altar, e, sobre ela, uma estátua representando a Deusa. Em cada lado dela, acenda uma vela branca de altar. No ponto cardeal correspondente ao Ar, coloque um sino de latão, consagrado, e um incensório de olíbano com incenso de mirra. No ponto cardeal correspondente à Água, coloque um cálice com vinho, um pequeno prato com sal e uma pequena tigela com água (preferivelmente água fresca da chuva).



Observação:

A associação dos elementos com os quadrantes não é um modelo fixo, apenas um padrão.

As conexões com os quadrantes varia muito de lugar para lugar, de tradição para tradição. Existe a associação "padrão" Norte-Terra, Sul-Fogo, Oeste-Água e Leste-Ar porque para os europeus:
. o Norte é a terra escura, misteriosa, de onde "vinham os deuses"
. o Sul é de onde vem o calor, pois é onde fica a linha do Equador para eles
. o Oeste tem o oceano (água)
. o Leste traz os ventos do continente

Foi assim que eles fizeram essas relações. Nada impede que cada pessoa, tradição ou coven modifique isso de acordo com o lugar em que estão. Por exemplo, no Brasil faria mais sentido, seguindo as mesmas associações acima, o Fogo ao Norte, a Terra ao Sul, a Água a Leste e o Ar a Oeste. O que importa é manter as oposições: Terra/Fogo e Água/Ar.




Abençoe o vinho, cobrindo o cálice com as palmas das mãos, enquanto diz: EU CONSAGRO E ABENÇÔO ESTE VINHO SOB O NOME DIVINO DA DEUSA. Salpique um pouco de sal e algumas gotas de água sobre o sino de latão, para abençoá-lo, e diga: COM SAL E ÁGUA EU CONSAGRO E ABENÇÔO ESTE SINO SOB O NOME DIVINO DA DEUSA. ABENÇOADO SEJA.

Acenda o olíbano e a mirra. Levante os braços para o céu, feche os olhos e preencha a sua mente com pensamentos e visões agradáveis da Deusa Mãe, enquanto diz: OH, ABENÇOADA MÃE TERRA, DEUSA-VENTRE, CRIADORA DE TUDO, A TI É CONSAGRADO ESTE CÍRCULO SAGRADO. EM TEU NOME SAGRADO E SOB A TUA PROTEÇÃO INICIA-SE ESTE RITUAL DO SABBAT.

Faça soar o sino três vezes e invoque: ESPÍRITO FEMININO SAGRADO DO AR, VIRGEM DO FOGO, BELA E FORMOSA, MÃE TERRA, DOADORA DE VIDAS, ANCIÃ DA ÁGUA, SEM IDADE E SÁBIA, EU INVOCO A TUA DIVINA IMAGEM. Coloque o sino de volta no altar de pedra e, então, com ambas as mãos. Leve o cálice de vinho aos lábios. Beba um pouco dele e derrame o restante no centro do pentagrama, como libação à Deusa, enquanto diz: EU DERRAMO ESTE VINHO ABENÇOADO COMO UMA OFERENDA A TI, OH GRACIOSA DEUSA DO AMOR, DA FERTILIDADE E DA VIDA.

Coloque o cálice vazio de volta no altar. Novamente faça soar o sino três vezes e diga: COM O SOL NO SEU ZÊNITE EU REALIZO ESTE RITUAL DO SOLSTÍCIO EM HONRA A TI, OH GRANDE DEUSA. E EM TEU SAGRADO NOME EU AGORA DOU GRAÇAS. À MEDIDA QUE OS DIAS BRILHANTES COMEÇAM A ENFRAQUECER O TEU AMOR DIVINO E OS TEUS PODERES DE CURA CRESCEM MAIS FORTES.

Ajoelhe-se diante do altar. Ofereça mais incenso. Faça soar o sino em honra à Deusa e, então, diga em voz alta e em tom alegre: ABENÇOADA SEJA A DEUSA! ABENÇOADA SEJA A DEUSA! A DEUSA É VIDA. A DEUSA É AMOR, ELA FAZ GIRAR A GRANDE RODA SOLAR QUE MUDA AS ESTAÇÕES E TRAZ NOVA VIDA PARA O MUNDO. ABENÇOADA SEJA A DEUSA! ABENÇOADA SEJA A DEUSA! A DEUSA É A LUA E AS ESTRELAS. A DEUSA É O CICLO DAS ESTAÇÕES. ELA É A VIDA, ELA É A MORTE, ELA É O RENASCIMENTO. ELA É O DIA, ELA É A NOITE, ELA É A ESCURIDÃO, ELA É A LUZ, ELA É TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. ASSIM SEJA.

O Ritual do Solstício do Verão deve ser seguido de um banquete de alegria e do canto feliz de músicas folclóricas mágicas pagãs e/ou da recitação de poesia inspirada na Deusa. O Solstício do Verão é o momento tradicionalmente propício à colheita de ervas mágicas para encantamentos e poções (especialmente as da magia do amor). é também o tempo ideal para realizar divinações e rituais de cura, e para cortar varetas e bastões de divinação.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich
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SOLSTÍCIO DE VERÃO ou LITHA

Data: Por volta de 21 de dezembro(HS)/por volta de 21 de junho(HN)
Nomes alternativos: Litha, Feill-Seathain, Midsummer
Cor: verde, azul e laranja
Símbolos: penas, disco solar, o Sol
Deuses: Deuses solares (Mercúrio, Thor, Cernunnos) e Deusas grávidas
Cristais: esmeralda, citrino, jade e aventurina
Alimentos: vegetais frescos e pão de cereais
Bebidas: vinho, leite, suco de laranja, limão e cerveja
Frutas: tropicais como o abacaxi, carambola, banana
Incenso: rosa, olíbano, mirra, pinho e limão.
Esta é a época excelente para nos conectarmos com as energias masculinas que estão em seu ápice, seguindo as velhas tradições.
Neste dia o Sol atingiu sua plenitude, ou seja, o Touro Dourado, o Sol, está em seu zênite. É o dia mais longo do ano. O Deus chega ao ponto máximo de seu poder. É tempo de se render homenagens ao Sol, que fertiliza toda a natureza. Neste dia pode-se fazer todos os tipos de feitiços. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Tudo no universo é cíclico, devemos não só ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a Morte, neste dia, costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas.
Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (ex.: Camomila) juntamente com os pedidos no caldeirão.É época também de se colher ervas e fazer amuletos protetores. O corpo e o físico são reverenciados nesta época.
Sugestões para decorações de altar podem incluir maçãs e penas. Direcione suas orações de abundância e prosperidade para Danu, a Deusa Mãe Celta.
Muitos monumentos antigos estão alinhados com o Sol neste momento da Roda do Ano céltica, o mais famoso deles é Stonehenge na Inglaterra.


RITUAL LITHA
Antes de iniciar o ritual faça um saquinho com uma gaze e dentro dele coloque as ervas lavanda, camomila, erva de são-joão, e verbera. Despeje mentalmente todos seus problemas, aflições, doenças junto com as ervas. Feche a boca do saco com uma fita amarela e coloque-o sobre o altar. No seu altar deve estar o caldeirão, uma vela vermelha (para homenagear a Deusa) e uma vela preta (para homenagear o Deus Cornífero), pentagrama, athame e incenso. Ornamente seu altar com abacaxis, bananas, pão de cereais, penas e flores de girassóis. Se o ritual for ao ar livre, acenda uma fogueira. As fogueiras do verão, são dotadas dos eflúvios da luz e do calor do Sol, que nos dá, por algum tempo, poderes acima dos normais para curar enfermidades que ameaçam a vida do homem.
Trace o círculo de pedras:
1- NORTE -posicione a primeira pedra representando o ESPÍRITO DA PEDRA NORTE. Em seguida ajuste as do LESTE, SUL e OESTE. Apanhe a seguir um barbante branco e reforce o traçado do círculo.
RECITE O CANTO DAS BÊNÇÃOS
O Canto de Benções
Que os poderes do Único
A fonte de toda criação;
Onipresente, onipotente, eterno;
Que a Deusa,
A Dama da Lua;
E o Deus, Caçador Chifrudo do Sol;
Que os poderes dos Espíritos das Pedras,
Regentes dos reinos elementais;
Que os poderes das estrelas acima da Terra abaixo, Abençoem este lugar, e este tempo, e a mim que convosco estou.

INVOQUE A DEUSA E O DEUS
Invocação ao Deus

Deus brilhante,
Rei dos Deuses,
Senhor do Sol,
Mestre de tudo o que é silvestre e livre;
Pai dos homens e mulheres;
Amante da Deusa Lua e protetor dos Wiccanos:
Compareça, eu peço,
Com seu raio solar de poder
Cá em meu círculo!
Invocação à Deusa

Graciosa Deusa,
Rainha dos Deuses,
Lanterna da noite,
Criadora de tudo o que é silvestre e livre;
Mãe de homens e mulheres;
Amante do Deus Cornudo e protetora de todos os Wiccanos;
Compareça, eu peço,
Com seu raio lunar de poder
Cá em meu círculo!
DE PÉ COM O ATHAME ERGUIDO DIGA:
Eu celebro o ápice do verão com ritos místicos.
Ó Grande Deusa e Deus,
Toda a natureza vibra com suas energias
E a Terra é banhada com calor e vida.
Este é o momento de esquecer problemas passados;
Agora é hora da purificação.
Ó ígneo Sol,
Queime o que é inútil,
O que machuca,
O mal,
Com seu poder onipotente.
Purifique-me!
Apanhe o o seu sachê com ervas e pedidos e acenda-o na vela vermelha do altar, ou então jogue-o na fogueira. Enquanto queima diga:
Eu os elimino pelos poderes da Deusa e do Deus!
Eu os elimino pelos poderes do Sol, da Lua e das Estrelas!
Eu os elimino pelos poderes da Terra, do Ar, do Fogo e da Água!
Visualize todas as dores e sofrimentos serem queimadas pela fogueira e irem embora da sua vida. Diga então:
Ó Graciosa Deusa, Ó Gracioso Deus,
Nesta noite mágica de meio verão
Peço que carreguem a minha vida com alegria
Ajudem-me a comungar com as energias
Suspensas no ar encantado da noite.
Eu agradeço!
Faça uma parada para refletir. Sinta a energia da Natureza fluir através de você. Visualize a luz dourada divina entrando pelo seu chakra coronário e invadir todo seu corpo. Conecte-se com a Deusa e o Deus. Permaneça refletindo por uns 10 minutos, depois inicie a celebração de seu banquete.
Este Festival é ideal para prática de qualquer tipo de magia, curas, magias de amor e proteção são especialmente indicadas. Não se esqueça de pular sobre o fogo da fogueira para purificar-se e renovar as energias.

RITUAL DE LITHA
(realizado durante o dia)

MATERIAL:
Flores solares (gira-sóis)
Incenso de uma erva solar.
Faça o círculo, erga o altar e o adorne com flores e queime o incenso. Este ritual deve ser realizado ao ar livre à luz do sol e deve-se fazer uma homenagem ao Deus em seu aspecto solar e à Deusa em seu aspecto de natureza. Pode-se fazer qualquer tipo de feitiço neste dia.
Deve-se servir frutas e vegetais frescos.
Não esqueça de fechar o círculo depois que encerrar o ritual.
Os dias e as noites do solstício de verão estão repletos de grande poder e magia. É quando Pã e todos os tipos de fadas e elfos andam correndo soltos por toda parte. É tempo de viagens, festas ao ar livre e muita diversão.


ESSE TEXTO NÃO É MEU!

A Roda do Ano




A roda do ano é explicada com uma história mitológica, do Deus de chifres e a Deusa , ela se mantém sempre viva e ele nasce e morre ao longo do ciclo, ele é filho e consorte da Deusa.


Em Yule, o Deus nasce do ventre da Deusa, no equinócio de inverno, em seguida vem Imbolc, que é o período de recuperação do parto e amamentação de criança da luz, vem então Ostara que é o crescimento do Deus, época que ele é uma criança , em Beltane o Deus já é um homem, é quando ocorre o casamento do Deus e da Deusa, e em Lithá no Solstício de Verão, ocorre o ápice das energias que foram movimentadas em Beltane, é o dia mais longo do ano; em seguida vem Lughnasadh, é tempo da primeira colheita, o Deus começa então a perder a sua força e a envelhecer, em Mabom , no equinócio de outono, ocorre a última colheita, época em que o Deus é um ancião, e finalmente, Samahain, é quando ocorre a morte e reencarnação do Deus, época em que o deus morre para depois renascer em Yule , é o ano novo Celta.

Yule: Sul:21 de Junho
Norte: 21 de Desembro

Imbolc: Sul: 30 de Julho
Norte: 02 de Fevereiro

Ostara: Sul: 22 de Setembro
Nore: 21 de Março

Beltane: Sul: 31 de Outubro
Norte: 1 de Maio

Lithá: Sul: 29 de Janeiro
Norte: 21 de Junho

Lughnasadh: Sul: 1 de Fevereiro
Norte: 1 de Agosto

Mabom: Sul:20 de Março
Norte: 21 de Setembro

Samahain: Sul: 30 de Abril
Norte:31 de Outubro


Uma vez me perguntaram para que servem esses festejos, e após pensar eu disse, para nada, é só pra se divertir!!!!E veio então um sorriso por parte da pessoa , provavelmente estava esperando algo mais complexo e que ele pudesse discutir, mas a verdade é que nós festejamos pois sentimos vontade de estarmos em movimento junto com a natureza, é por prazer e não por obrigação!

Pra mim quando fazemos rituais ou oferendas estamos tirando um tempo só pra nós, para nos agradar, nos amar , nos paparicar, ...já que todos somos parte da Deusa e do Deus, estamos fazendo para nós mesmas.

Histórias de Uma Bruxa



Márcia Frazão,O gozo das Feiticeiras:p.9-13

Desde que assumi publicamente minha condição de bruxa, tenho sido constantemente solicitada para realizar formadoras de bruxas.Para mim fica completamente estranho me imaginar dando aulas de bruxaria, assim como uma professora ensina matemática e uma aluno. Toda bruxa verdadeira sabe perfeitamente que a transmissão dos ensinamentos da arte é muito mais sutil! Ela sabe perfeitamente que nada adiantam as técnicas de ensino que o homem civilizado desenvolveu, pois nestas o conhecimento é passado sempre de forma linear, como se o aluno fosse alguém que tivesse comprado uma passagem de ônibus em uma rodoviária qualquer.Sim, essa é a verdadeira imagem do conhecimento em sua maneira usual de ser transmitido.

Lembro de que quando era criança, possuía uma extrema dificuldade em memorizar as temidas tabuadas de matemática, vivendo constantemente grudada ao velho livrinho onde, mecanicamente, passava palos cálculos de dois, depois pelos de três e daí por diante.
Até que um dia, minha avó Vitalina, já cansada de me ver zanzando pela casa a repetir monotonamente dois vezes dois igual a quatro, divertida me perguntou se eu já havia comprado a passagem para a cidade que gostaria de ir.Como não entendia o que ela queria me dizer com aquela estranha pergunta, deixei por momentos o desgastado livrinho e me sentei ao seu lado, enquanto ela se dedicava a catar feijão.

Seus gestos eram extremamente preciosos, como se houvesse um enorme sentido a impulsioná-la, talvez o mesmo que havia impulsionado os heróis dos meus livros de história. Por momentos esqueci por que havia me colocado ali do seu lado e segui hipnotizada pelos movimentos de suas mãos, o ir e vir dos feijões rolando por cima da velha mesa da cozinha, as pequeninas pedras que iam sendo depositadas em um pequeno montinho...Até que me dei conta de que seus gestos, aliados com aquele cenário de grãos, pedrinhas e pequenos galhos, formavam uma tabuada viva, magicamente repleta de sentido.

Não contendo a emoção desta incrível descoberta, comecei a falar em voz alta todos os resultados das operações que minha avó estava realizando em sua velha mesa.Até que ela, cansada do barulho que eu fazia em seus ouvidos, me disse: “Agora você não precisa mais ficar na rodoviária esperando o ônobus, pois a cidade que queria visitar já está dentro de você.”

Naquele dia compreendi que todo e qualquer conhecimento deve conter dentro de si o sopro sagrado da vida, e de que nada ele adianta se estiver distanciado de nosso sentido interno, pois , quando isto acontece, tornamo-nos somente usuários de um ônibus que nos levará sempre a uma cidade, onde seremos eternamente turistas sem visto de permanência...

(...) Os encinamentos da Arte deverão sempre espelhar a ternura da mãe, que pacientemente ensina os primeiros passos a seu filho.Deverão conter todo o encanto das velhas histórias contadas por nossas avós, e no final de tudo se constatará que todos fazemos parte dessa encantado enredo docemente soprado em nossos ouvidos mortais...

Crenças




• Há apenas uma regra na wicca: Faça tudo o que quiser mas não prejudique ninguém!

• Nós bruxas acreditamos na lei tríplice ou lei do retorno triplo, ou seja, tudo o que fazemos retorna com uma força três vezes maior , como um elástico que estica e volta mais forte para nos atingir!

• Acreditamos que todos os seres vivos devem ser respeitados.

• Reencarnação

• Não admitimos o proselitismo

• Temos orgulho de ser bruxas

• O nosso lema é perfeito amor e perfeita confiança

• Respeitamos as outras crenças.

• Prezamos pela humanidade.

• Respeito ao direito Positivado.

• Fazemos ritos de esbás e sabás.

• Acreditamos na existência do Deus e da Deusa que são o princípio masculino e feminino podendo ou não serem personalizados.

• Não acreditamos em destino, tudo é mutável e cíclico.

• Não temos um livro revelador, nós fazemos o nosso próprio livro que chamamos de livro das sombras.

wicca


Wicca


“A wicca surgiu na primeira metade do século XX, do estudo de alguns pioneiros como Margaret Murray e Geralg Gargner, que procuraram resgatar as raízes da witchcraft(bruxaria) praticada na Inglaterra rural e na Toscana(norte da Itália). Essas prática eram na origem, a expressão popular da religião celta, que dominou a Europa Ocidental por séculos. A Wicca, pois, se propõe a se a versão moderna da Antiga Religião.

Na Tradição wicca existem diversas vertentes, desde as mais rigidamente estruturadas, seguindo normas e rituais fixos, até aquelas que são predominantemente ecléticas, com adaptações regionais ou pessoais.Entre as mais tradicionais se encontram a Gardeneriana, Alexandrina, Diânica, Celta, Georgiana etc. A wicca pode ser praticada em grupos chamados covêns ou por solitários.” www.templodadeusa.com.br


Wicca é uma religião, uma arte e uma filosofia de vida.A palavra é originária do inglês antigo significando o verbo dobrar e a palavra sábio, ou feiticeiro.Wicca é então a arte de moldar a realidade com sapiência.Ultimamente utiliza-se a palavra wicca como um sinônimo de bruxaria, e wiccan ou wiccano, como bruxo ou bruxa da arte.

Arte, pois o tempo todo é necessário criar , criamos ritos , orações, músicas, feitiços, não temos bíblia, escrevemos o nosso próprio livro(livro das sombras), a criatividade é imprescindível para uma boa realização.

Arte de enganar a própria mente em benefício próprio através da criatividade, para melhor utilizar a energia a seu favor(ex:reprogramação mental).

Filosofia de vida, pois temos um outro pensar filosófico sobre tudo, acreditamos que tudo está vivo e vibra, que a natureza fala, que todos somos um, que devemos respeitar a todos os seres vivos, que o sexo é sagrado, que o sono é sagrado, que o alimento é sagrado, em fim que há de alguma forma magia em tudo.

Religião, pois temos crenças , ritos e deuses.

Tudo parece ter vida e falar
Parece ser belo e cantar
Vemos além do olhar

O nosso mundo é cheio de possibilidades
E não existe limites para a prosperidade!

Deuses




“ Cultuar a Deusa não significa substituir o Deus ou rejeita-lo. Ambos , Deus e Deusa são as expressões da polaridade que permitiu que o grande espírito, o UNO, se manifestasse no universo...São os dois lados de uma mesma moeda...as duas faces do todo, ou sua divisão primeira. Assim, crer na Deusa e no Deus ainda é crer em um ser supremo que ao se bipartir, criou o yin e o yang, o homem e a mulher.” www.templodadeusa.com.br


O deus e a deusa estão dentro e fora de nós, não são intocáveis, são como nós, o Deus representa todos os deuses e homens, e a Deusa , todas as deusas e mulheres.

“ A deusa que há em mim saúda a deusa que há em ti”(namastê),esta frase explica muito bem o que disse.

Apartir do momento que entendemos que o outro é como nós, entenderemos então como as energias funcionam.

Em escavações arqueológicas cientistas descobriram que muitos povos tinham figuras de mulheres grávidas e nuas com alguns grãos de trigo fincadas nela, significando que esses povos tinham uma deusa a qual recorriam para trazer fertilidade.

Nessas sociedades pôde-se notar que as mulheres e homens eram tratados como iguais, tanto homens como mulheres faziam os afazeres domésticos, cuidavam dos filhos, trabalhavam e aparentavam ser sociedades pacíficas e voltadas para produções artísticas, tanto nas paredes como em ornamentos para a casa.

Com o passar dos anos a deusa foi esquecida e o patriarcalismo se instalou, não se sabe como ocorreu, provavelmente com o surgimento do cristianismo com a subjulgação da mulher a uma mera mortal pecadora e o homem como o único ser capaz de ser perfeito e tornar-se um Deus.

É essa deusa que tentamos resgatar hoje, por isso somos chamadas de neo-pagães , que é uma reestruturação da cultura pagã antiga trazendo-a para a nossa sociedade atual , resgatando todas as deusas perdidas e esquecidas e devolvendo a nós mulheres a força a auto estima a liderança, que foram esquecidas durante séculos de superioridade masculina puramente ilusória.A deusa hoje representa todos os aspectos do divino feminino que há em todas as mulheres e não apenas a virgem santa.

O Deus representa todos os deuses antigos que foram também resgatados, e representam hoje todos os aspectos do divino masculino que há em todos os homens, e é visto de igual para igual perante a Deusa.

Sendo assim tanto o homem quanto a mulher são capazes de ser deuses e deusas, assim como cristo, Buda , e tantos outros foram encarados como deuses. Hoje existe um movimento cristão que chamam de cristianização, que tem o intuito de transformar homens e mulheres em o que chamam de seres cristicos, ou seja em deuses “vivos”.A pesar do movimento ser limitado na figura de cristo, é mais o menus isso que quero que entendam, que somos todos deuses...

História e paganismo


Quem agora conhece a antiga linguagem da Lua? Quem agora fala com a Deusa ?... Só as pedras agora se recordam do que a Lua nos disse há muito tempo, e o que nós aprendemos com as arvores, e as vozes das ervas e dos cheiros das flores... (Tony Kelly, "Pagan Musings" 1970)

A wicca é uma dentre muitas religiões neopagães, e pode ser dividida em diversos tipos, a depender da dinâmica e prática de cada grupo.

O nome pagão era referente as pessoas que viviam nos pagos , no campo, e tinham por religião o culto a diversos deuses, com o cristianismo os pagãos foram vistos como pessoas do mal, que cultuavam o diabo, muitos mitos foram criados em relação aos bruxos, que acabaram levando muitos à inquisição como pecadores.Hoje, pagão virou sinônimo de pessoa que não foi batizada pela igreja católica.

“Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada. Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sêmen do homem é que fecunda a mulher(acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia. Com o advento do monoteísmo, e patriarcado - e a conseqüente dominação da mulher - o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo. "O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não-crente."
Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos assentam-se as raízes da nossa civilização judaico-cristã - é o melhor exemplo do Deus patriarcal. Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os inimigos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e obediência aos seus mandamentos. Ele trabalha com o medo.” HTTP://WICCAPORTOALEGRE.BLOGSPOT.COM/2007/04/SENHORA-DE-MINHA-VIDA-GUIA-ME-COM.HTML

Surge a época das “trevas” para os pagãos marcada por uma crescente dominação do patriarcalista e exclusão da mulher nos diversos setores sociais , culturais, políticos, econômicos, subjulgando-a a uma mera pecadora, e transformando a Deusa tríplice em uma mera mortal , virgem e subserviente ao Deus, fazendo com que a sociedade tivesse um desequilíbrio energético com uma brusca diminuição da influencia energética feminina, restringindo apenas a casa e afazeres domésticos.

Anos de crescente indignação fez com que mulheres de vários países se unissem criando o movimento feminista, que não veio como um grupo de oposição e sim de regularização, pedindo igualdade de direitos para mulheres e homens.

Uma das conseqüências do movimento feminista foi a tentativa de resgatar da imagem da mulher como deusa, e que através de muitas pesquisas trouxeram átona o que chamamos hoje de neopaganismo.

Neo , pois é uma nova roupagem do antigo paganismo adaptado para a atualidade.

O POVO CELTA



Os celtas provavelmente se originaram na região sudoeste da Alemanha, leste do Reno, no fim do período de Bronze I (2.500 a 1.900 a.C.)
Espalhou por grande parte da Europa entre os séculos VI a.C. ao século I a.C., atingindo o maior poderio do século VI a.C. ao século III a.C. Não são conhecidos documentos da literatura céltica, mas fontes irlandesas e galesas posteriores revelam muito da sociedade e do mundo de vida dos celtas. Povo fundamentalmente agrícola, com artesanato desenvolvido, em alguns lugares se dedicava à fundição de ferro e agrupava-se em pequenas povoações. Sua unidade social, baseada no parentesco, era dividida entre uma nobreza guerreira e uma classe de agricultores. Da nobreza, recrutavam-se os sacerdotes e os Druidas, que ficavam acima de todos. A arte céltica mistura figuras humanas estilizadas com desenhos abstratos de arabescos e espirais. A influência linguística celta permanece no gaélico (Irlanda, Escócia e ilha de Man) e no galês. A influência dos celtas declinou durante o século I a.C. devido à expanção do Império Romano e às incursões de povos germânicos.

A Expansão Celta
A expansão celta atingiu o clímax no século III a.C. Não se sabe com certeza nem as causas nem os métodos de suas andanças. Supõe-se que partiam em levas sucessivas, cada qual numa direção em busca de terra para habitar.
O avanço dos celtas atingiu seus limites máximos no século III a.C. Após esta data, enfraquecem. Seus vizinhos contêm os celtas gálatas na Ásia Menor e, antes mesmo da intervenção romana, a monarquia de Pérgamo estabeleceu sobre eles uma espécie de protetorado. Os citas, os getas e os dácios empurraram os celtas para a atual Hungria. No Mediterrâneo, os romanos, após a vitória de Tálamon em 225 a.C., empreenderam a conquista e depois a colonização da Gália Cisalpina; puseram fim à independência dos celtiberos, cujo último reduto, Numância, sucumbiu em 113 a.C. Finalmente, sob o comando de Júlio César, derrotaram definitivamente os gauleses transalpinos em 51 a.C., comandados por Vercingétorix. O Imperador Augusto anexou ainda a Gálácia (25 a.C.) e submeteu as tribos alpinas e do Danúbio. Os bretões que, por sua vez, se encontravam estabelecidos nas ilhas Britânicas só foram conquistados por Roma no correr do I século d.C.
Esse foi, pois, o fim dos celtas antigos que, embora tivessem tantas terras em seu poder, nunca chegaram a constituir um império com unidade política.
No século I a.C. todos os seus domínios - exceto a Irlanda e a Escócia - estavam submetidos a Roma.
Apesar de tudo, coube aos celtas o importante papel de difundir em diversas regiões a cultura de Hallstatt (aproximadamente 1.000 a 600 a.C.), primeira cultura metalúrgica, hábil na construção de novas e terríveis armas de ferro (espada, punhais, lanças). Por volta de 500 a.C., mais para o ocidente se desenvolvia e difundia a cultura de La Tène, considerada, metarlurgia mais elaborada e refinada. Mas as suas armas eram muito grandes e pesadas, e os celtas não combatiam em formação militar. Isso talvez explique o fato de terem sido vencidos, com relativa facilidade, pelas legiões romanas, mais disciplinadas e portadoras de armas mais leves e manejáveis. Além disso, os soldados gauleses não usavam elmos nem armaduras, protesões conferidas unicamente aos chefes.


A Arte Céltica
A arte céltica é uma das mais ricas manifestações da chamada "arte bárbara". Os celtas desenvolveram em metal (ouro, bronze e prata), em função de três finalidades: a militar, a doméstica e a do adorno pessoal. Embora predominasse o uso do metal, não se excluíram a cerâmica, a pedra, o marfim, o osso, o vidro, o coral (depois substituído pelo esmalte) e o âmbar. Estilizaram animais e plantas, criando esculturas com motivos fantásticos. Essencialmente decorativa, sem procurar imitar nem idealizar o real, sua arte caracterizou-se por tendências geométricas e simétricas.

Línguas Célticas
Línguas Célticas, importante subdivisão das línguas indo-européias. Há dois ramos principais: o celta continental representado pelo gaulês, que se falou na Europa Central e na Ásia Menor antes da Era Cristã; e o insular que deu origem às modernas línguas célticas. Este último se dividiu em dois: gaélico (a que pertencem o irlandês, o escocês e o manquês); e o britânico (bretão, galês e córnico).

Os Druidas formavam uma classe social do povo celta, herdeira e guardiã das tradições religiosas. Eram respeitados por seus conhecimentos de astronomia, direito e medicina, por seus dons proféticos, e como juízes e líderes. Acreditavam na imortalidade da alma, na perfectibilidade indefinida da alma humana, numa série de existências sucessivas. Sua instituição, o druidismo foi um poderoso fator de unidade do mundo celta e, por isso, combatida pelos romanos durante as conquistas.
A filosofia dos druidas ou as leis das almas (leis de Tríades), reconstituída em sua imponente grandeza, patenteou-se conforme às aspirações das novas escolas espiritualistas. Como os atuais espíritas, os druidas sustentavam a infinidade da vida, as existências progressivas da alma, a pluralidade dos mundos habitados.
Destas doutrinas viris, do sentimento da imortalidade que delas dimana, é que o povo celta tiravam o espírito de liberdade, de igualdade social e heroísmo em presença da morte. Essa luz intensa que imundou a terra das Gálias foi apagada há mais de vinte séculos atrás pela força romana, expulsando os druidas, abriu praça a padres cristãos. Depois, vieram os Bárbaros e fez-se a noite sobre o pensamento, a noite da Idade Média, longa de dez séculos, tão carregada que parecia impossível conseguissem virá-la os raios da verdade. Na Idade Média, Joana D'Arc que já vivera, nos tempos idos, como celta, trousse em si a intuição direta das coisas da alma, que reclama uma revelação pessoal e não aceita a fé imposta; são faculdades de vidente, peculiares a raça céltica.
Só pelo uso metódico dessas faculdades se pode explicar o conhecimento aprofundado que os druidas tinham do mundo invisível e de suas leis. A festa de 2 de Novembro, a comemoração dos mortos, é de fundação gálica. A data 31 de Outubro era considerado como último dia do ano e acreditavam que os mortos vinham visitá-los. Para confundi-los, vestiam-se de fantasias e essa é a origem de Halloween. Os gauleses praticavam a evocação dos defuntos nos recintos de pedra. As druidisas e os bardos obtinham os oráculos.
A História nos ministra exemplo desses fatos. Refere que Vercingétorix se entretinha, à sombra da rama dos bosques, com as almas dos heróis, mortos pela pátria. Como Joana, outra personificação da Gália, o jovem chefe ouvia vozes misteriosas. Um episódio de sua vida prova que os gauleses evocavam os Espíritos nas circunstâncias graves. A pequena distância da costa sinistra, em meio de parcéis que a espuma dos escarcéus assinala, emerge uma ilha, outrora recamada de bosques de carvalho, sob cujas frondes se erguiam altares de pedra bruta. É Sein, antiga morada das druidisas; Sein, santuário do mistério, que os pés do homem jamais conspurcavam. Todavia, antes de levantar a Gália contra César e de, num supremo esforço, tentar libertar a pátria do jugo estrangeiro, Vercingétorix foi ter à ilha, munido de um salvo conduto do chefe dos druidas. Lá, por entre o fuzilar dos relâmpagos, diz a legenda, apareceu-lhe o gênio da Gália e lhe predisse a derrota e o martírio.
Certos fatos da vida do grande chefe gaulês não se explicam senão mediante inspirações ocultas. Por exemplo, sua rendição a César, próximo de Alésia. Qualquer outro Celta teria preferido matar-se, a se submeter ao vencedor e a servir-lhe de troféu no triunfo. Vercingétorix aceita a humilhação, a fim de reparar pesadas faltas, que cometera em vidas antecedentes e que lhe foram reveladas.
Enfim, após lenta e dolorosa gestação, a fé dos antigos, rejuvenescida e reconduzida, renasce em novos moldes, através do Allan Kardec, inspirado pelos Espíritos superiores, restaurou, dilatando-lhes o plano, as crenças dos antepassados. É verdadeiramente o espírito religioso da Gália que revive nesse chefe de escola. Nele, tudo lembra o druida: o nome que adotou, absolutamente céltico, o monumento que, por sua vontade, lhe cobre os despojos materiais, sua vida austera, seu caráter grave, mediativo, sua obra inteira. Allan Kardec, preparado em existências precedentes para a grande missão, não é senão a reencarnação de um Celta eminente. Ele próprio o afirma na seguinte mensagem obtida em 1909: "Fui sacerdote, diretor das sacerdotisas da ilha de Sein e vivi nas costas do mar furioso, na ponta extrema do que chamais a Bretanha."
Os druidas, possuidores de poderes místicas, hoje conhecido como mediunidade, estudavam durante 20 anos todos os conhecimentos mais adiantados da época e eram espíritos eminentemente elevados para o tempo onde maioria eram bárbaros. Com isso, pode até arriscar a opinar que muito dos Espíritos elevados de hoje, tenham estagiado como druidas ou em alguma outra comunidade de característica semelhante.
LEIS DE TRÍADES

Leis das Almas
O princípio espiritual que nos anima precisa descer a matéria (encarnação) para se individualizar, para constituir e depois desenvolver, por um moroso trabalho secular, suas faculdades latentes e o eu consciente. De degrau em degrau, esse princípio engendra para si organismos apropriados às necessidades de sua evolução, formas perecíveis que abandona ao cabo de cada existência (morte física), como trajo usado, para buscar outras mais belas, melhor adaptadas às exigências de suas tarefas, cuja importância cresce de uma para outra.
Enquanto lhe dura a ascensão, ele se mantém solidário com o meio em que ocupa, preso aos seus semelhantes por seretas afinidades, concorrendo para o progresso de todos, ao mesmo tempo que para o seu próprio progresso, todos trabalham.
Passa de vida em vida, pelo crisol da humanidade, sempre mais amplo, sempre diversos, a fim de adquirir virtudes, conhecimentos, novas qualidades. Quando auferiu de um modo tudo o que lhe ele podia dar em ciência e em sabedoria, eleva-se ao convívio de melhores sociedades (mundos mais elevados), a esferas mais bem aquinhoadas, arrastando consigo todos aqueles a quem ama.
Tais são os princípios básicos da filosofia druídica:
Em primeira linha, a unidade de Deus. O Deus dos Celtas tinha por templo o infinito dos espaços, ou as guaridas misteriosas dos grandes bosques e era, acima de tudo, força, vida, amor. Os mundos que marchetam as regiões etéreas são as estações das almas, na ascensão para o bem, através de vidas sempre renascentes, vidas cada vez mais belas e felizes, segundo os méritos adquiridos. Íntima comunhão une os vivos da Terra aos defuntos invisíveis, mas presentes. Este preceito enriquece o espírito de superiores noções sobre o progresso e a liberdade. Graças a ele, o Celta introduziu no mundo o gosto pelo ideal, coisa que jamais conheceu o Romano, amante das realidades positivas. O Celta é inclinado às noções nobres e generosas. Da guerra, aprecia a glória, não o proveito. Pratica a abnegação, despreza o medo, desafia a morte.
BRETANHA

Lá nos confins do continente, como imensa cidadela contra qual o mar e a tempestade se empenham num interminável, assalto, estende-se uma terra singular, austera, recolhida, propícia ao estudo, às graves meditações.
Ao centro, em vasto planalto, se alongam a perder de vista, charnecas tapizadas de róseos tojos, de douradas giestas, de juncos espinhosos. Além, os campos de trigos alternam com as macieiras acaçapadas; bordam o horizonte bosques de carvalho, tão espessos que nenhum raio de sol lhes atravessa as frondes.
É a Bretanha, o santuário da Gália, o lugar sagrado, onde alma céltica dorme um pesado sono de vinte séculos.
É a terra do Amor! Ar-mor-ic, país do mar, onde se escondeu por detrás da tríplice muralha das florestas, das montanhas e dos arrecifes, a alma insondável, a índole melancólica e sonhadora da Gália. Somente lá encontra-se, em toda a sua pureza, a raça valorosa, tenaz e forte, cujos feitos estrondearam pelo mundo inteiro. Encontra-se sob seu duplo aspecto: o que César descreveu nos "Comentários" o aspecto gaélico, caracterizado pelo espírito vivaz, lesto e versátil, e o aspecto kímrico, o mais moderno ramo da gente céltico, grave por vezes triste, fiel as suas afeições, apaixonado pelo que é grande, guardando ciosamente, nos recônditos escaninhos da alma, a arca santa das lembranças.
Essa raça nada pôde fatigá-la; resistiu 200 anos pelas armas, como disse Michelet, e mil anos pela esperança. Vencida, ainda assombra os vencedores. Entretanto, sob dar-se. Mediante um casameento, a França assimilou-a.
A alma céltica tem por santuário a Bretanha; porém, as vibrações do seu pensdamento e da sua vida se propagam até muito longe, por sobre toda a região que foi a Gália, do Escalda aos Pirineus, do oceano ao país dos Helvécios. Criou para si, em todos os pontos do território nacional, retiros ocultos, onde, latente, vive o pensar das idades; o planalto central, a Ar-vernie, a "alta morada"; o Morvan, as escabrosas Cevenas, as florestas da Lorena.
Que é então a alma céltica? É a consciência profunda da Gália. Recalcada pelo gênio latino, oprimida pela brutalidade dos francos, desconhecida, olvidada por seus próprios filhos, a alma céltica sobrevive através dos séculos.]



ESSE TEXTO NÃO E MEU!