domingo, 21 de junho de 2009

LEIS DA MAGIA


Magia, não diferentemente da física ou da química, opera de acordo com
certas leis. Estas leis, assim como aquelas das ciências, existem de
verdade na cabeça daqueles que as usam. Entretanto, a análise da
realidade em categorias artificiais é útil em certos níveis de investigação.


É bom ter em mente, todavia, que estas categorias refletem mais o
conteúdo da mente humana do que qualquer "realidade" que possa estar fora de
nós.


Em relação à análise que se segue, nós estamos em débito ao livro REAL
MAGIC de P.E.I Bonewits. O senhor Bonewits, incidentalmente, tem o
primeiro diploma de Bacharel em magia alguma vez outorgado. Ele, para a
decepção de algums pessoas da faculdade da Universidade da Califórnia, foi
outorgado com este título em junho de 1970.




LEI DA CAUSA E EFEITO


Qualquer coisa feita EXATAMENTE sobre as mesmas condições irá sempre
estar associda com exatamente os mesmos resultados. Esta lei é admitida
como correta nas ciências e na vida cotidiana. Todo o conceito de causa
é agora um solo instável, graças aos desenvolvimentos no campo da
física quântica. Mas para fins práticos, na magia assim como na nossa vida
cotidiana, nós ignoramos a causalidade do nosso próprio perigo. Nós
devemos assumir, pelo menos ao lidar com coisas do tamanho de seres
humanos, que efeitos são resultados de causas. Mesmo no constantemente fluido
e mutável reino astral nós encontramos a lei da causa e efeito em uma
operação completa.




LEI DO CONHECIMENTO


Esta lei nos diz que "a compreensão traz o controle", que o quanto mais
você conhecer, mais poderoso você será. Se você souber tudo sobre
alguma coisa, você terá controle total sobre ela. "Conhecimento é poder."




LEI DO AUTO-CONHECIMENTO


Esta é uma sub-lei da lei anterior e a sucede. Se você conhece a si
mesmo, você controla a si mesmo. O quanto mais você souber sobre si mesmo,
melhor você se controlará.




LEI DOS NOMES


Esta lei está relacionada com a Lei do Conhecimento e com a Lei da
Associação. Ela afirma que se alguém conhece o nome completo de um fenômeno
ou entidade, essa pessoa tem total controle sobre ela. Esta é uma das
razões pelas quais as Religiões de Mistério (incluindo o Cristianismo)
conferiam um novo nome ao neófito. Seu novo nome era então o seu nome
verdadeiro, mas era conhecido apenas pelos membros do mistério. A Lei dos
Nomes também se relaciona com a Lei da Personificação. que será
explicada mais adiante. Duas premissas por trás desta lei são: (1) Nomes são
definições. Isto é mais óbvio em línguas mais simples, mas é tão
verdadeiro em relação ao inglês (e ao português) quanto em relação a qualquer
outra língua. Às vezes, a definição está escondida na origem da
palavra, como é freqüentemente o caso daqueles derivados do latim ou do grego,
mas está lá. (2) Os nomes são artifícios mnemônicos que despertam um
conjunto de associações. (Veja a Lei da Associação).




LEI DAS PALAVRAS DE PODER


Esta é uma sublei da Lei dos Nomes. Ela afirma que certas palavras
despertam mudanças nas realidades internas e externas da pessoa que as
pronuncia. Muitas dessas palavras são corrupções de nomes de Deuses
antigos. Palavras como "Abraxas", "Osorronnophris", "Abracadabra" são exemplos
disso. Elas não têm nenhum significado para nós hoje, mas SEU PODER
RESIDE NO PRÓPRIO SOM DAS PALAVRAS.




LEI DA ASSOCIAÇÃO


Se duas coisas têm algo em comum (qualquer coisa!), este algo pode ser
usado para controlar a ambas. A teoria de Bell da mecânica física
indica que qualquer partícula no Universo afeta qualquer outra. As duas
subleis seguintes, que os antropólogos acreditam ser a base da magia
primitiva, são mais úteis na prática. Estas são as Leis da Similaridade e do
Contágio.




LEI DA SIMILARIDADE


Muitas pessoas já ouviram falar em magia simpática, a qual é baseada
neste princípio. Efeitos lembram causas. Para fazer algo voar, ponha
penas nela e faça barulhos de trinados e gorjeios. Agite-o no ar. Este
exemplo não é totalmente absurdo e serve para ilustrar o princípio. Muito
da magia de povos "primitivos" é desta natureza. Por exemplo, a chuva é
causada através (entre outras ações) de espargir água no solo (ou
lavando o seu carro – um princípio moderno do mesmo princípio!).




LEI DO CONTÁGIO


Este é o princípio por trás dos bonecos vodús e da magia "primitiva".
Está diretamente relacionado ao teorema de Bell e afirma coisas que
estiveram uma vez em contato continuam a influenciar uma à outra depois
delas terem sido separadas. Isto relaciona-se mais com a nossa consciência
do que com as coisas como elas são no mundo físico, mas definir as duas
coisas é mais difícil do que parece superficialmente. Pensamento,
sentimento e memória são funções de associação do cérebro humano. Novos
dados estão relacionados com conhecimentos existentes e os padrões são
estabelecidos elementos particulares correlatos de conhecimento. O padrão
completo, que inclui a "personalidade" e a "visão de mundo" é o
METAPADRÃO disto tudo. Este metapadrão nós podemos considerar como sendo feito
de memórias, imagens de fantasias, crenças, valores, técnicas, regras
de comportamento, atitudes etc, que fazem a individualidade da pessoa.




LEI DA IDENTIFICAÇÃO


Esta lei se relaciona com aquelas do Conhecimento, da Associação e da
Personificação. Ela afirma que pela completa associação entre o
metapadrão e aquele de outra entidade, você TORNAR-SE aquela entidade. Você
pode então examinar o seu próprio metapadrão do ponto de vista daquela
entidade. Na identificação completa, a pessoa "se torna" aquela entidade.
Toda idéia de distinção esvanece e você é empossado com todos os
atributos daquela entidade porque você É ela. o perigo aqui é o de que muitos
se perdem em sua nova identidade ao passo que o metapadrão mais forte
sugmerge o mais fraco. Treinamento apropriado, prática e orientação irão
diminuir o perigo.




LEI DA SÍNTESE


Duas idéias opostas serão solucionadas por uma terceira que é mais
válida do que as duas primeiras. Este princípio permite que você acredite
em duas idéias aparentemente contraditórias (como, por exemplo,
"elétrons são partículas" e "elétrons são ondas.") ao mesmo tempo. A realidade
é como ela é, não como nós a concebemos (ou mesmo como nós a
percebemos). A dualidade onda-partícula da física é um exemplo. Os físicos
ficavam confusos ao observar em seus experimentos aquele comportamento da luz
(dependendo do experimento), que às vezes era o de uma onda e às vezes
o de uma partícula. Luz atingindo uma superfície de cobre, dizem,
liberta os elétrons da superfície. Este fenômeno, quando examinado de perto,
demonstra que a luz é feita de partículas (agora chamadas de fótons),
os quais transmitem energias aos elétrons, permitindo que eles escapem.
Entretanto, outro experimento, no qual nós direcionamos um raio de luz
em alguns furos, "prova" que a luz é da natureza das ondas. Se nós
direcionarmos um raio de luz em um arranjo de furos

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NÃO É MEU ESSE TEXTO!

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