sábado, 24 de outubro de 2009

SOCIEDADE MATRIARCAL



SIGNIFICADO

Sociedade matriarcal é um termo aplicado às formas ginecocráticas de sociedade, nas quais o papel de liderança e poder é exercido pela mulher e especialmente pelas mães de uma comunidade.[1] A etimologia de matriarca deriva do grego mater ou mãe e archein (arca) ou reinar, governar.
Apesar de fontes arqueológicas confirmarem amplamente a existência de divindades femininas, a realidade de uma sociedade matriarcal é por vezes contestada. A possível existência foi inicialmente sugerida no século XIX, em 1861, quando o arqueólogo britânico Sir Arthur Evans descobriu a civilização minóica e afirmou tratar-se de uma sociedade matriarcal. Essa afirmaçao foi enfatizada por outras pesquisas arqueológicas quando os pesquisadores da chamada Era do Gelo (40.000 - 10.000 a.C.) descobriram grande quantidade de estátuas femininas conhecidas como vênus e identificaram-nas como representações de deusas-mãe.
Uma das mais conhecidas representações é a Vênus de Willendorf. Alguns sugerem que a corpulência representa um elevado estatuto social numa sociedade caçadora-recolectora e que, além da óbvia referência à fertilidade, a imagem podia ser também um símbolo de segurança, de sucesso e de bem-estar. Para os antigos, que viviam dependentes da agricultura e dos ciclos da natureza, a fertilidade proveniente da natureza era a idéia mais imediata da divindade generosa que fornecia frutos, e a fertilidade feminina é por isso associada à divindade. Na mitologia antiga são consagrados também os mitos femininos das deusa-mãe, valquírias, erínias, harpias e a deusa da sabedoria, inteligência e da guerra, a deusa Atena,[2] entre muitos outros. As sacerdotisas (Diotima de Mantinea) ou pitonisas, as amazonas ou mulheres guerreiras, matemáticas (Hipátia de Alexandria, Theano) constituem exemplos de figuras femininas da sociedade grega.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_matriarcal

YOGA

O Yôga foi produto de uma civilização não guerreira, naturalista e matriarcal. A partir de mais ou menos 1.500 a.C. foi absorvida por um outro povo que era o seu oposto: guerreiro, místico e patriarcal. Cerca de mil e duzentos anos após a invasão (o que não é pouco), o Yôga foi formalmente arianizado mediante a célebre obra de Pátañjali, o Yôga Sútra. Estava inaugurada uma releitura do Yôga que, a partir de então, passaria a ser conhecida como Yôga Darshana, ou Yôga Clássico, a qual propunha nada menos que o oposto da proposta comportamental do verdadeiro Yôga em suas origens dravidianas. O Yôga dos drávidas era matriarcal, sensorial e desrepressor, numa palavra, ele era tântrico. Essa nova interpretação arianizada era patriarcal, anti-sensorial e re­pressora, ou seja, brahmácharya.

http://www.yogacampinas.com.br/site/noticias/?id_categoria=11&id_noticia=51


Foram encontradas estátuas com representações da Deusa-Mãe, e foram também encontradas estátuas de uma figura masculina que parece a de um sacerdote ou religioso superior, ou rei.
Existem vestígios de adoração da Deusa-Mãe, e outros que sugerem a adoração do touro, dos cornos, do falo.
Nestes tempos de revolução neolítica verifica-se que as formas ideológicas evolvem fortemente, no entanto a Mãe de fecundidade estende doravante a sua protecção não aos nómadas mas aos agricultores, tornando-se também mãe da fertilidade, ao mesmo tempo que os seus poderes sobre os mortos são ainda mais evidenciados. Verifica-se um aumento de estatuetas das deusas nos santuários e nos celeiros das aldeias, fixando-se um mundo sobrenatural estável organizado à volta destas Grandes Deusas (também denominadas de Terras-Mães): “promotoras indissoluvelmente de fertilidade/fecundidade/vida eterna. Estrutura que vai enformar o pensamento religioso durante milénios à volta da prepotência de uma Mãe, acompanhada dos seus filhos, e de um paredro masculino muito nitidamente dominado por ela e que apresenta muitas vezes com forma de animal (touro, carneiro, ave...)”, em [11], páginas 18 e 19. Aqui claramente vestígios de uma cultura matriarcal, uma das evidências da filosofia comportamental, Tantra, característica do nosso Yôga, o Swásthya Yôga.


http://www.cao.pt/surya/js_29_1.htm


DANÇA


Como todas as danças primitivas, a dança do ventre começou como um culto de caráter religioso. Por volta de 3.300 a.C. a 1.200 a.C., as mulheres egípcias dançavam em rituais sagrados, utilizando movimentos pélvicos que evidenciavam o ventre e celebravam a fertilidade. Inúmeras pesquisas mostram que as danças pélvicas sempre estiveram presentes em todas as civilizações antigas. Era o culto à Deusa-Mãe. A forma mais desenvolvida de reverenciá-la ocorreu aproximadamente entre 3.000 e 1.200 a.C., na Suméria e no Egito, onde era conhecida como Inana e Ísis, entre outros nomes. Na ilha de Creta, por volta do mesmo período, era chamada de Atana Potinja. Entre a civilização que habitava a Grécia antes da chegada dos invasores indo-europeus, a Deusa chamava-se Gaia, cujo nome significa "terra". Na Babilônia Antiga (Assíria), chamava-se Istar, e em Canaã, Astarte.
Reinando suprema como a Grande-Mãe, a Deusa era homenageada com uma gloriosa profusão de títulos: "Senhora das Plantas", "Senhora das Feras", "Mãe de Tudo", "Deusa do Amor", "A Protetora", dentre outros. Essas designações dizem-nos que ela, enquanto divindade suprema, continha em si todas as possibilidades da existência: vida, morte, poder, juventude, velhice, sabedoria.
Estas civilizações eram consideradas "matriarcais". Entretanto, isto não significava que havia um domínio do feminino sobre o masculino. Ambos conviviam harmoniosamente, em igualdade de condições, apenas com papéis diferenciados. Esta característica difere significativamente das civilizações consideradas "patriarcais", onde a cultura belicosa (de apropriação de territórios e subjugo dos derrotados) reflete aquele modo de vida. Como exemplo, podemos citar as tribos guerreiras indo-européias (provenientes do sul da Rússia e dos Balcãs), ou os povos bárbaros (norte da Europa e Escandinávia), entre outros. As culturas matriarcais eram pacíficas, e com isso facilmente dominadas pela força bruta.
http://www.absoluta-online.com.br/conteudo_cura_nossasmentes_dancaterapeutica.html

PRÉ-HISTÓRIA
Descobertas arqueológicas revelam a existência de arte rupestre e de estatuetas de culto ao corpo feminino, à fertilidade e com isso à noção de origem da vida e do mundo.[4] As mais antigas noções de criação se originavam da idéia básica do nascimento, que consistia na única origem possível das coisas e esta condição prévia do caos primordial foi extraída diretamente da teoria arcaica de que o útero cheio de sangue era capaz de criar magicamente a prole. Acreditava-se que a partir do sangue divino do útero e através de um movimento, dança ou ritmo cardíaco, que agitasse este sangue, surgissem os "frutos", a própria maternidade. Essa é uma das razões pelas quais as danças das mulheres primitivas eram repletas em movimentos pélvicos e abdominais. Muitas tradições referiram o princípio do coração materno que detém todo o poder da criação. Este coração materno, "uma energia capaz de coagular o caos espumoso" [5] organizou, separou e definou os elementos que compõem e produzem o cosmos; a esta energia organizadora os gregos deram o nome de Diakosmos, a Determinação da Deusa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_das_mulheres


IDADE MÉDIA
Durante a Idade Média as mulheres tinham acesso a grande parte das profissões, assim como o direito à propriedade. Também era comum assumirem a chefia da família quando se tornavam viúvas. Há também registros de mulheres que estudaram nas universidades da época,[21] porém em número muito inferior aos homens. Mulheres como Hilda de Whitby, que no século VII fundou sete mosteiros e conventos; a religiosa alemã Rosvita de Gandersheim, autora de dezenas de peças de teatro; Ana Comnena fundou em 1083 uma escola de medicina onde lecionou por vários anos; a rainha Leonor, Duquesa da Aquitânia, exerceu relevante papel político na Inglaterra e fundou instituições religiosas e educadoras. No mundo Islâmico, entre os séculos VIII e IX conhecem a glória: religiosas, eruditas, teólogas, poetisas e juristas, rainhas.[22] .

A mulher medieval trabalhou e estudou, fundou conventos e mosteiros, lecionou e também governou.[23] Recebeu uma educação moral e prática, e, na nobreza e burguesia, intelectual, que lhe permitiram desempenhar um papel social de colaboradora do marido, seja na agricultura, no comércio ou na administração de um feudo. Um governo que se estendeu do âmbito privado ao público: quando morria o marido era ela quem assumia a administração do negócio. Como governantes, Branca de Castilha, Anne de Beaujeu, condessa Mathilde, que reina na Toscana e na Emília durante meio século, institui-se protetora da Santa Sé e combate Henrique IV obrigando-o a ajoelhar-se diante de Gregório VII. Em todos os grandes feudos, num momento ou outro, as mulheres reinaram: entre 1160 e 1261 sete mulheres se sucederam no condado de Boulogne. Ícone medieval, Joana D´Arc, jovem chefe guerreira, conquista oito cidades em três meses e apesar de ferida continua a combater.[23]
A escritora francesa Christine de Pizan (1364 - 1430), autora do livro A Cidade das Mulheres defende na obra que há igualdade por natureza entre os sexos, pode ser considerada uma das primeiras feministas por apresentar um discurso a favor da igualdade entre os sexos, defendendo, por exemplo, uma educação idêntica a meninas e


ATUAL SOCIEDADE MATRIARCAL

Matriarcado
Na fronteira entre as províncias de Yunnan e Sichuan, existe um lago de água doce, o lago Lugu, aonde se encontra uma das mais antigas sociedades matriarcais ainda remanescentes. Além do comando feminino, o povoado desta região destaca-se pela ausência de criminalidade.[2]
No livro Matriarchat in Südchina: Eine Forschungsreise zu den Mosuo (Taschenbuch), a autora, Heide Göttner-Abendroth, revela a raiz comum entre da palavra Ama cujo significado é mãe, na língua local dos mosos; a palavra ainda encontra a mesma raiz no norte da África, aonde também o matriarcado exitiu e os quais se auto denominavam amazigh. Por esta razão, a antiga palavra Ama tem o significado de Mãe em seu sentido mais estrito; no sentido figurativo denomina cultura matriarcal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sichuan

POLÍTICA

A socióloga Almira Rodrigues, em "Lugar de mulher é na política: um desafio para o século XXI", trata de questões relacionadas às práticas políticas de mulheres. Considera que "todas as relações sociais são relações de poder, e as relações interpessoais são também relações sociais" (p. 16), entendidas como campos políticos, pois reguladas pela legislação e políticas públicas.44 Ao afirmar que o sexo é político, pois contém também relações de poder, o feminismo rompe com os modelos políticos tradicionais, que atribuem uma neutralidade ao espaço individual e que definem como política unicamente a esfera pública, 'objetiva'. Dessa forma, o discurso feminista, ao apontar para o caráter também subjetivo da opressão, e para os aspectos emocionais da consciência, revela os laços existentes entre as relações interpessoais e a organização política pública (Branca Moreira ALVES e Jaqueline PITANGUY, 1991, p. 8).

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-026X2007000200018


Almira Rodrigues analisa a participação ínfima das mulheres na política brasileira e mundial e argumenta a necessidade de implantação de ações afirmativas para mudanças nesse cenário político. Analisa a incorporação das reivindicações dos movimentos feministas por partidos políticos e políticas públicas, acreditando na possibilidade real de mudança com as mulheres no poder, contribuindo para a construção de uma igualdade entre os gêneros e "para rupturas com visões fundamentalistas, sexistas, racistas, preconceituosas e discriminatórias"

Um comentário:

  1. Olá,
    Utizei duas imagens do teu blog no meu pois adequava-se bem a um texto que elaborei.Se tiver algum problema diga-me sff
    Cumprimentos
    Camila Honório

    ResponderExcluir